Petróleo e Energia

Perspectivas 2014 – Petrobras: Exploração tem prioridade, mas estatal precisa reduzir custos e evitar atrasos

Bia Teixeira
3 de março de 2014
    -(reset)+

    Apenas em 2016, a estatal pretende superar seu feito de 2013, colocando sete unidades em produção, além dos TLDs já mencionados. Seis delas de 150 mil barris/dia de óleo, das quais quatro para o desenvolvimento do gigante campo de Lula, o primeiro do pré-sal: Lula Alto, Lula Central, Lula Norte e Lula Sul Norte. Duas para a cessão onerosa: Franco 1 e Franco Sudoeste (SW). Um FPSO afretado, de 100 mil barris/dia de óleo de capacidade, irá para Carioca.

    Outras sete estão previstas para 2017 e nove para 2018, três em 2019 e duas em 2020. O que daria 30 unidades entre 2014 e 2020. Isso sinaliza a possibilidade de que não sejam concluídas a tempo todas as unidades previstas na apresentação de Costacurta aos investidores, em setembro passado.

    Reestruturação – Outra lição a fazer é contabilizar e acertar os números na revisão do plano de negócios da estatal, previsto para ser divulgado no primeiro ou no início do segundo trimestre deste ano. Antes, teremos os resultados da estatal em 2013, que teve um pífio crescimento de reservas e de produção.

    Foi com este intuito, talvez, que a presidente da estatal, no dia 23 de dezembro, anunciou mudanças na estrutura de gestão da área de Exploração e Produção. A principal foi a criação de uma Gerência Executiva de Avaliação Exploratória, Desenvolvimento da Produção e Gestão dos Investimentos de Libra (E&P-Libra).

    O comando foi entregue à engenheira de petróleo Anelise Quintão Lara, que tem entre suas atribuições delimitar, conceber e gerir os investimentos, além de implantar os projetos de desenvolvimento da produção de Libra, que teve orçamento global aprovado para este ano entre US$ 400 milhões e US$ 500 milhões em 2014.

    Como Foster, a nova gerente tem uma vasta folha de serviços na companhia: atuou no Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) e estava na área de Exploração e Produção desde 2003, onde comandava, até então, o Desenvolvimento de Projetos da Gerência Executiva E&P-Pré-sal.

    Seu novo trabalho demandará muita diplomacia, uma vez que Libra, operada pela Petrobras com 40% de participação, tem sócios de peso: Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%) e CNOOC (10%). Ela também terá de sentar-se à mesa com a direção da Pré-sal Petróleo S.A. (PPSA), que vai representar a União nos contratos de partilha. Mas, dessa vez, terá pela frente um velho conhecido, Oswaldo Pedrosa.

    No mesmo dia foi anunciada a fusão de duas gerências executivas, a Engenharia de Produção e a Corporativa, que passam a responder tanto pela gestão do portfólio e controle quanto pelas atividades de aprimoramento técnico, desenvolvimento tecnológico e aplicação de boas práticas nos processos de desenvolvimento e manutenção da produção de petróleo e gás.

    O comando foi assumido pela engenheira de petróleo Solange da Silva Guedes, que respondia, desde 2008, pela então Engenharia de Produção. O gerente corporativo, o geólogo José Jorge Moraes, foi transferido para a área internacional.

    Dessa forma, a Petrobras se prepara para operar com sócios que têm muito a dizer e a opinar. Afinal, viabilizaram a aquisição de uma única área que pode dobrar suas reservas.



    Recomendamos também:








    Um Comentário


    1. silvana paixão silva

      meu sonho é trabalha nesta empresa.



    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *