Petrobras inicia perfuração de poço na bacia Potiguar

Bacia Potiguar abrange áreas marítimas dos estados do Rio Grande do Norte e Ceará

A Petrobras anunciou oficialmente o início da perfuração de um poço na bacia Potiguar, localizada na margem equatorial brasileira. O presidente da estatal, Jean Paul Prates, compartilhou a notícia em suas redes sociais, celebrando o início dos trabalhos.

Com entusiasmo, Prates informou que a perfuração do poço 3-RNS-160, conhecido como Pitu Oeste, teve início na manhã do sábado. Ele destacou o potencial significativo da Margem Equatorial brasileira, citando descobertas recentes em regiões vizinhas, como Guiana e Suriname.

A Bacia Potiguar abrange áreas marítimas dos estados do Rio Grande do Norte e Ceará, sendo parte integrante da Margem Equatorial que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte. Após a conclusão da perfuração na bacia Potiguar, a Petrobras busca obter licença para pesquisa na bacia da Foz do Amazonas, próxima ao Amapá e Pará.

Jean Paul Prates forneceu detalhes técnicos do poço, incluindo uma lâmina d’água de 1180 metros, profundidade total esperada de 4230 metros e a expectativa de atingir o reservatório até o final de janeiro. Ele também mencionou outro poço planejado, o Anhanguá, situado a aproximadamente 80 km da costa, cujo início dependerá da duração da perfuração em Pitu Oeste. Ele ressalta que: “A Petrobras pretende contribuir para o desenvolvimento socioeconômico da região, sem esquecer da importância em fazer parte dos esforços para promover a segurança energética nacional. A Margem Equatorial será um ativo importante até para a sustentabilidade global”.

A Petrobras recebeu a licença para perfurar o poço em 2 de outubro, marcando um retorno a esse tipo de operação, não realizado desde 2013.

Se for confirmada a viabilidade econômica da concessão, será necessário conceber e desenvolver toda a estrutura operacional para a produção e será preciso realizar um novo processo de licenciamento ambiental específico para a etapa de produção.

No Plano Estratégico 2024-2028 está previsto o investimento de US$ 3,1 bilhões para a pesquisa na região, onde a companhia planeja perfurar 16 poços durante esse período.

A Petrobras contratou as embarcações West Auriga e West Polaris, da Seadrill, por um montante total de US$ 1,1 bilhão, conforme anunciado pela Seadrill em comunicado divulgado nesta sexta-feira (22). Cada sonda terá um valor específico, sendo US$ 577 milhões para a West Auriga e US$ 518 milhões para a West Polaris, incluindo serviços adicionais e taxas de mobilização.

Os contratos resultantes de um processo de licitação estão programados para iniciar no quarto trimestre de 2024, com uma duração estipulada de 1.064 dias cada. Conforme indicado no Fleet Status Report da Seadrill, atualizado hoje, os contratos estão previstos para começar em novembro de 2024 e se encerrar em outubro de 2027.

O presidente e CEO da Seadrill, Simon Johnson, expressou entusiasmo sobre a expansão do relacionamento contratual com a Petrobras, destacando a importância da Petrobras como cliente de longa data da empresa. Johnson afirmou: “Estamos animados em expandir nosso relacionamento contratual com eles e aumentar nossa contagem de sondas nessa região chave.”

Além das duas sondas mencionadas, a Seadrill já possui quatro navios operando no Brasil: West Carina, afretado pela Petrobras até novembro de 2025; West Jupiter, também afretado pela Petrobras até novembro de 2025; West Tellus, igualmente pela estatal, mas com contrato até janeiro de 2026; e West Saturn, afretado pela Equinor até outubro de 2026, com opções pendentes até setembro de 2030.

perfuração e exploração de petróleo
Imagem ilustrativa

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