Petróleo e Energia

Países montam pavilhões para combinar esforços

Bia Teixeira e Julio Castro
4 de outubro de 2011
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    Quatro países que já têm diversas empresas atuando no Brasil, muitas delas com fábricas locais, abriram espaço para outras empresas se apre­sentarem ao mercado por meio de pavilhões instalados na OTC BrasilO maior deles foi o dos Estados Unidos, que reuniu quase 180 organizações e empresas. Chefiada pelo subse­cretário de Comércio Internacional Francisco Sánchez, a delegação nor­te-americana incluiu representantes do Departamento de Comércio dos EUA, além de companhias norte-americanas que atuam no setor de petróleo e gás.

    Com uma indústria bem con­solidada, a delegação do estado de Louisiana – composta por 31 empre­sas – se apresentou na OTC financiada pelo Louisiana Office of Community Development Disaster Recovery Unit e pelo U.S. Department of Housing and Urban Development.

    Petroleo & Energia, Países montam pavilhões para combinar esforços

    Noruega trouxe duas delegações e 35 empresas

    Segundo a Kallman Worldwide, responsável pela organização do pavi­lhão, das 176 companhias americanas presentes no pavilhão americano na OTC Brasil 2011, 75% eram peque­nas empresas, com menos de 500 funcionários, sendo que metade delas é fornecedora de equipamentos que já atuam no Brasil. E elas querem ampliar seus negócios. Segundo a pesquisa, apenas 18% das empresas americanas presentes no evento ainda não atuam no Brasil.

    Experiência consolidada A Noruega, por sua vez, montou um pavilhão para abrigar duas delegações e 35 empresas expositoras que vieram demonstrar as soluções testadas nas águas geladas do Mar do Norte para o mercado brasileiro, assim como prospectar oportunidades de negó­cios e parcerias.

    Iniciativa da Innovation Norway, agência de promoção do governo da Noruega, o pavilhão expôs soluções diferenciadas para diversas etapas offshore, desde perfuração e comple­tação, engenharia de poços, equipa­mentos subsea, automação e controle, engenharia naval e offshore, instrumen­tação submarina e monitoramento ambiental, telecomunicações, trata­mento de água, certificadoras, entre outras.

    Sete pessoas integraram a co­mitiva da NCE Subsea (Norwegian Centre of Expertise Subsea), iniciati­va da indústria norueguesa que reúne mais de 80 organizações, com foco na  internacionalização de seus negócios. Já a delegação Navigator Petróleo e Gás Brasil reuniu oito empresas que oferecem soluções tecnológicas para os desafios da costa brasileira, com foco nas atividades no pré-sal.

    Reidun Beate Olsen, diretora da Innovation Norway Brazil e con­sulesa para assuntos comerciais do Consulado Geral da Noruega no Rio de Janeiro, destacou que seu país tem expertise consolidada em tecnologias offshore que poderão ser utilizadas no Brasil. “Há uma grande oportunidade de transferência de tecnologia e de desenvolvimento de inovações nessa parceria entre Brasil e Noruega”, afirmou.

    A Apply Nemo é uma das norue­guesas que estão de olho no mercado subsea brasileiro. Com 22 anos de ex­periência na indústria submarina do Mar do Norte, a empresa está expan­dindo suas atividades na Austrália, no Canadá e no Oeste da África. A Apply Nemo desenvolve sistemas para o transporte de hidrocarbone­tos dos poços até a plataforma. A maior parte de seus projetos atende os contratos de EPC (Engineering, Procurement and Construction), assim como soluções para reparos, inter­venções, modificações e extensões de dutos feitos sob medida.

    Outra empresa que quer dar voos maiores é a Snap.tv, que já implan­tou quatro sistemas de comunicação integrados no Brasil em unidades da Ocean Rig, Halliburton, Dolphin – e até mesmo para a Nasa, agência espa­cial norte-americana. Esses sistemas possibilitam o monitoramento de plataformas in loco ou remotamente, em tempo real. “O IPC-TV oferece segurança, bem-estar e informação para a tripulação”, concluiu Mikael Orsen. A empresa se prepara para se instalar no país em 2012 e já busca parceiros em potencial.

    A Nature Oil & Gas AS, que está chegando ao Brasil em busca de par­cerias, atua no tratamento de resíduos de perfuração de poços e de água produzida no processo de exploração e produção, além de prestar serviços técnicos. Criada por um grupo de estudantes universitários, em 1999, a Nature desenvolveu um sistema de tratamento de água para plataformas que reduz a produção de efluentes gerados nas operações.

    Composto por um coletor de água de processo, planta de tratamento quí­mico e de monitoramento, o sistema propicia o reúso de água. “O sistema gera uma economia para o cliente e permite uma redução de até 95% no transporte de resíduos perigosos para a costa”, afirmou Stig Keller, chairman da Nature Oil & Gas AS.

    Tecnologias oceânicas Uma delegação composta por 21 empresas e orga­nizações das províncias do Canadá Atlântico, representando o setor de tecnologias marítimas, incluindo o setor naval, offshore e de tecnologias oceânicas, participou da OTC Brasil. Aproveitando a presença da delega­ção canadense no país, o Consulado Geral do Canadá no Rio de Janeiro organizou um workshop sobre tec­nologias marítimas no Brasil, com destaque para as áreas de construção naval e de tecnologias oceânicas, além de uma sessão sobre a política de con­teúdo local na indústria de petróleo e gás no Brasil.

    “O Brasil é um mercado priori­tário para o Canadá. Estamos empe­nhados em aproximar as empresas de ambos os países, specialmente nos setores em que temos sinergia”, afirmou Anouk Bergeron-Laliberté, cônsul comercial do Consulado Geral do Canadá no Rio de Janeiro. Essa foi a terceira missão do Canadá Atlântico – que abrange as províncias de Novo Brunswick, Nova Scotia, Ilha do Príncipe Edward e Newfoundland e Labrador – ao Brasil em menos de dois anos.



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