Petróleo e Energia

OTC – Primeira edição fora dos EUA comprova interesse pelo pré-sal

Julio Castro
4 de setembro de 2011
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    Expertise brasileira– Para Fábio Fares, presidente do grupo Forship, a iniciativa da Offshore Technology Conference (OTC) de realizar um evento fora dos Estados Unidos, pela primeira vez, reflete a globalização da indústria de óleo e gás, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento, inovação e aplicação de tecnologias nas atividades de exploração e produção de petróleo, foco dessa conferência.

    Petróleo & Energia, Fábio Fares, Presidente do grupo Forship, OTC - Primeira edição fora dos EUA comprova interesse pelo pré-sal

    Fares: inovação na indústria de óleo e gás está globalizada

    “A escolha do Brasil para sediar o evento pioneiro confirma a posição do país como a mais nova fronteira de exploração e produção, que é a camada do pré-sal. Mais ainda: é o reconhecimento do avanço consolidado pela indústria petrolífera brasileira nos últimos anos, tanto em termos tecnológicos quanto operacionais, que tornaram possíveis as descobertas de grandes reservas offshore, no pós e no pré-sal”, avalia.

    A participação da Forship nesse evento se dará em vários sentidos. Primeiro, por ser um evento que vai reunir as corporações que têm contribuído de forma efetiva para a evolução da indústria brasileira, como é o caso da Forship, reconhecida no mercado internacional por sua expertise em engenharia de comissionamento e mais recentemente em suporte regulatório.
    Segundo, por ser um importante foro de debates sobre as tendências desse setor no país e no mundo, os desafios na exploração e produção offshore de hidrocarbonetos em águas cada vez mais profundas, as inovações em processos e no desenvolvimento de tecnologias voltadas para essas atividades.

    “Além disso, como empresa que tem um compromisso permanente com a qualificação de seus profissionais, a Forship entende que a OTC Brasil é um grande espaço para reforçar os laços com as universidades, instituições de pesquisa e associações de classe que vão estar presentes, contribuindo, dessa forma para a geração e disseminação de conhecimento”, afirma.

    Fórum técnico– O aspecto técnico é um dos pontos fortes da OTC, na opinião de Luiz Eduardo Rubião, diretor presidente da brasileira Radix, criada em 2010. “Estamos com uma expectativa muito boa para a OTC Brasil. Apesar de o Rio ter uma tradição muito grande em torno da Rio Oil & Gas, a OTC é um evento bem forte do ponto de vista técnico e acho que tê-lo aqui é um ponto extremamente positivo para todo o nosso mercado de óleo e gás”, avalia. “Eu vejo o mercado offshore num momento muito forte. Por outro lado, fico muito preocupado com visões exageradamente otimistas. Precisamos trabalhar para que o crescimento da indústria de petróleo brasileira seja consistente”, pontua o executivo.

    Petróleo & Energia, Luiz Eduardo Rubião, Diretor presidente da Radix, OTC - Primeira edição fora dos EUA comprova interesse pelo pré-sal

    Rubião destaca o alto nível técnico da conferência

    O estande da Radix exibirá os equipamentos das equipes acadêmicas patrocinadas pela empresa – são oito de universidades de diferentes estados. “Vemos neles uma frente de trabalho que pode nos levar a diversas inovações tecnológicas aplicáveis à indústria offshore”, observa. “Uma coisa legal do estande será justamente tentar mostrar a ligação entre a atividade da equipe e o que disso pode surgir de útil para a indústria de petróleo”, observa Rubião.

    Ele acrescenta que também é uma tentativa de mostrar a qualidade da mão de obra e dos futuros profissionais brasileiros. “Eu sou um crítico ferrenho dessa ideia de ‘apagão’ de mão de obra e vejo nessas equipes acadêmicas jovens que elas têm um futuro brilhante pela frente e merecem mais atenção de nossa elite empresarial e governamental”, conclui.

    A Radix promoverá durante a OTC Brasil mais um Quix Radix, no qual estudantes de engenharia do IME, UFRJ, UFRRJ, UFF, UERJ e PUC-Rio de Janeiro participarão de um jogo de perguntas e respostas sobre assuntos relacionados aos temas: offshore, novas tecnologias, energias alternativas, entre outros.

    Nos dois primeiros dias do evento, acontecerão as eliminatórias do Quix que selecionarão os estudantes para disputar a etapa final, no dia 6. Outras duas equipes de fora do Rio de Janeiro, campeãs do Concurso OTC Brasil: Eficiência Energética na Indústria Offshore, participarão da grande final e disputarão o primeiro lugar. A dupla vencedora será premiada com dois laptops Dell, uma mochila da Radix e estágio na empresa. Uma outra competição, nos mesmos moldes, mas voltada para o ensino médio, também será realizada no período.

    Com esse tipo de iniciativa, a Radix quer mostrar a capacidade brasileira para a elaboração de projetos inovadores e com qualidade técnica, contribuindo para a ativa e promissora indústria offshore e para o desenvolvimento de novas tecnologias de eficiência energética.

    Reconhecimento – Outra brasileira com atuação internacional que também participa da OTC Brasil é a jovem petroleira HRT, que fez descobertas recentes na Bacia do Solimões. Nilo Azambuja, diretor de Exploração da empresa comemora a escolha do Brasil para sediar um evento do peso da OTC. “É uma demonstração clara da posição de destaque que o país tem hoje no cenário internacional e do potencial de expansão desse setor”, afirma.

    Segundo ele, a realização da primeira OTC no Brasil é importante por se tratar de um evento respeitadíssimo pela indústria mundial, que é referência na área de E&P offshore, justamente as atividades onde são alocados os maiores volumes de recursos das companhias que atuam nesse setor – tanto as oil companies como as fornecedoras de bens e serviços.

    Petróleo & Energia, Nilo Azambuja, Diretor de exploração, OTC - Primeira edição fora dos EUA comprova interesse pelo pré-sal

    Azambuja: OTC é referência mundial na área de E&P

    “Nossa participação não se restringirá ao estande, onde mostraremos como vêm se expandindo as atividades da HRT no Brasil e no exterior e quais os grandes desafios a superar nos próximos anos, mas também vamos participar da conferência, em três painéis!”, acrescenta o executivo.

    Ele destaca que eventos desse porte trazem três grandes vantagens a todos os que atuam nesse mercado. Primeiro, por oferecer o acesso direto ao que a indústria mundial vem fazendo na área offshore, permitindo atualização em um curto espaço de tempo. Segundo, pela interação que o evento promove, no qual todos podem reforçar e ampliar seu networking. “Isso gera uma grande sinergia, além de fortalecer os laços entre empresas, universidades e centros de pesquisa”, diz Azambuja. Ele agrega que também é uma oportunidade para os novos players ou entrantes no mercado brasileiro se apresentarem e para as pessoas prospectarem novos negócios e as oportunidades existentes. “E possibilita às empresas aferirem as tecnologias disponíveis, novas ou já consolidadas, e que podem ser aplicadas ao seu negócio e que terão impactos sobre os seus resultados, tanto operacionais como financeiros. Estou falando de tecnologia focada em aplicação: é isso que se vê na OTC”, conclui o executivo.

    Trajetória ascendente – A OGX ocupará um estande de300 m², ao lado das empresas OSX e LLX, braços das áreas de indústria offshore e logística do grupo EBX, respectivamente. O estande foi projetado para destacar a sinergia entre os negócios do grupo. Nele serão exibidos diversos conteúdos audiovisuais referentes às atividades das companhias. A petroleira irá ressaltar o início de sua produção em Waimea, na Bacia de Campos. Os visitantes poderão utilizar recursos interativos, como holografia e tela semiesférica multimídia para conhecer mais sobre as atividades da companhia.

    A OGX também patrocina o cybercafé do evento, cujos computadores terão como tela inicial o hotsite que a companhia irá lançar sobre a produção do seu primeiro óleoem Waimea. Odiretor-geral e de exploração da OGX, Paulo Mendonça, fará palestra no dia 6 de outubro sobre a trajetória de sucesso da OGX, desde a sua criação.

    Presença internacional – A OTC Brasil contará também com pavilhões do Canadá, Finlândia, Noruega e Estados Unidos e mais de 80 empresas brasileiras expositoras. Trinta e cinco empresas norueguesas em busca de oportunidades e parcerias comerciais na cadeia produtiva de óleo e gás participam da OTC Brasil2011. A iniciativa é da Innovation Norway, agência de promoção do governo da Noruega.

    “As novas descobertas na região do pré-sal oferecem excelentes oportunidades para as companhias norueguesas”, afirma Reidun Beate Olsen, diretora da Innovation Norway Brazil e Cônsul para Assuntos Comerciais do Consulado Geral da Noruega no Rio de Janeiro. “O desenvolvimento dessas áreas requer tecnologias de ponta que podem ser fornecidas pelas empresas da Noruega, as quais têm expertise consolidada em décadas de atuação na exploração e produção em águas profundas e ultraprofundas no Mar do Norte”, pontua.



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