OTC – Primeira edição fora dos EUA comprova interesse pelo pré-sal

Considerada a maior fronteira exploratória de petróleo e gás do planeta, a camada do pré-sal na costa brasileira atrai para o país a Offshore Technology Conference (OTC), realizada anualmente nos Estados Unidos há mais de quatro décadas. Visto como o maior congresso e feira de tecnologias de exploração e produção de hidrocarbonetos, a OTC terá sua primeira edição internacional: a OTC Brasil, marcada para 4 a 6 de outubro, no Riocentro, no Rio de Janeiro, nos mesmos moldes do encontro norte-americano.

A despeito da crise financeira mundial (ou, talvez, até por causa dela), os organizadores mantiveram o que anunciaram em maio de 2010, em Houston, Texas: fariam uma primeira edição fora dos Estados Unidos. O evento chega ao Brasil, confirmando o interesse internacional no país, com a previsão de se repetir a cada dois anos.

“Há um grande interesse mundial a respeito do que está acontecendo aqui. As empresas estrangeiras que atuam no setor estão interessadas em conhecer a tecnologia dominada pelas companhias brasileiras de exploração offshore em águas profundas e ultraprofundas”, avalia Wafik Beydoun, presidente do Comitê OTC Brasil e CEO da Total E&P Pesquisa e Tecnologia. “A maior nova fronteira exploratória do mundo hoje é, sem dúvida, o pré-sal; e em seguida vem o Ártico.”

Ele destaca o papel dessa conferência para a inserção e transferência de tecnologia. “A ideia é que a OTC seja um catalisador de recursos e tecnologias por meio do intercâmbio de conhecimentos técnicos que ocorre durante o evento”, observa. “Há uma experiência tangível no Brasil em termos de pré-sal, mas o intercâmbio internacional é sempre benéfico.”

“Escolhemos o Brasil porque as perspectivas na área offshore são muito animadoras. Com os investimentos no pré-sal e o desenvolvimento de novas tecnologias, os olhos do mundo estão voltados para o país”, afirma Mark Rubin, diretor executivo da OTC. “O Brasil é o melhor lugar para se fazer este evento fora dos Estados Unidos.”

“O objetivo da OTC Brasil não é fazer negócios, mas criar um ambiente para juntar pessoas competentes para o desenvolvimento de novos conceitos”, frisa. “O Brasil é um dos líderes no desenvolvimento de tecnologias para águas profundas e ultraprofundas. Em escala mundial, a indústria poderia aprender com a inovação e a tecnologia que estão sendo desenvolvidas no Brasil”, avalia.

Entre gigantes– Entre os destaques da programação da OTC Brasil 2011 estão as sessões técnicas, que abordarão questões relevantes da exploração offshore, como os desafios e soluções inovadoras para o desenvolvimento acelerado de campos de petróleo, garantia de escoamento, reservatórios carbonáticos, engenharia de poço, entre outros temas relevantes para essa indústria.

Petróleo & Energia, OTC - Primeira edição fora dos EUA comprova interesse pelo pré-sal
Juiniti, Beydoun e Rubin (esq. para dir.): o mundo de olho no Brasil

Uma das sessões plenárias contará com a participação de especialistas da Schlumberger, Cameron e GE – empresas que anunciaram, nos últimos meses, a construção de centros de pesquisa no Brasil – e ainda de representantes da Associação Brasileira de Pesquisa e Desenvolvimento em Petróleo e Gás (ABPG), para debater os avanços tecnológicos consolidados com as parcerias entre universidades e a cadeia produtiva.

Uma segunda sessão plenária reunirá técnicos das quatro gigantes na área de serviços offshore – Halliburton, Baker Hughes, Weatherford e Schlumberger – para debater as oportunidades e desafios para a cadeia de fornecedores no Brasil.

Ao todo, em três dias, a OTC Brasil 2011 terá 24 sessões técnicas, 10 sessões especiais e duas plenárias. Além disso, serão realizados seis almoços/palestra por dia com alguns dos principais participantes do evento, que vão discorrer sobre o projeto BC-10 (Parque das Conchas), os desafios do financiamento em tempos de crise, e experiências de várias operadoras no mercado brasileiro.

A plenária de abertura terá como tema “O Regime Regulatório Brasileiro para Atividadesem Exploração Offshoree de Produção de Gas”, que será apresentado por representantes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

“Vivemos um momento único de pesquisa e desenvolvimento. Muitas empresas vêm ao Rio, para perto das universidades, para desenvolver tecnologia, utilizá-la aqui e também levá-la para outros países, no futuro”, avalia Ricardo Juiniti, copresidente do Programa Técnico da OTC Brasil e gerente executivo de Operações em Poços da OGX.

Exposição ampliada– Com a participação confirmada de 410 empresas, vindas de 23 países, a OTC Brasil teve sua área de exposição ampliada para 14.450 m², um acréscimo de 3.500 m² em relação ao espaço previsto inicialmente. Estarão presentes expositores tradicionais do evento e novas empresas, interessadas em abocanhar uma fatia desse mercado.

Petróleo & Energia, Alex Freitas, Gerente comercial da Chemtech, OTC - Primeira edição fora dos EUA comprova interesse pelo pré-sal
Alex: participação garante entrada em grupo seleto de fornecedores

Confirmaram presença: Alpina Briggs, Altona, Altus, Apolo Tubulars, Baker Hughes, ABS, Bureau Veritas, Cameron, Caterpillar, Chemtech, Converteam, Forship, Gaia – The Solution Team, GE Oil & Gas, Global Industries, DNV, Halliburton, HRT, Keppel Fels Brasil, Mobil, OGX, HRT, Oil States, Subsea 7, Weatherford, Schlumberger, V&M do Brasil e WEG.

“O grande número de empresas brasileiras que está expondo na OTC Brasil – associado ao grande interesse do mundo –, garante que esta será uma mostra verdadeiramente global e de grande representatividade”, avalia Stephen Balint, presidente do Conselho de Administração da OTC.

A companhia industrial sueca Trelleborg apresentará seu portfólio de produtos para o setor offshore. O grupo estará representado pelas suas áreas de produtos Sealing Solutions (Soluções de Vedação), Offshore e Industrial Hose (Mangueiras Industriais). “O Brasil é uma região-chave para a nossa indústria”, observa Elisabete Askinis, gerente de tecnologia e qualidade da Trelleborg Industrial Hoses, lembrando que a empresa adquiriu uma fábrica, no ano passado, em Santana de Parnaíba- SP. “Essa unidade representa uma etapa importante para uma maior participação no país.”

“Vamos apresentar o Trelleborg Group como um todo”, afirma Eric Bucci, gerente do segmento de petróleo e gás da Trelleborg Sealing Solution Americas. “A OTC Brasil é uma plataforma ideal para a apresentação das nossas soluções.”

A americana Global Industries, responsável no Brasil pelo lançamento da tubulação no Campo de Mexilhão, na Bacia de Santos, também confirmou sua presença no evento. “A Global Industries participa como expositora da OTC em Houston há muitos anos e, por isso, resolveu apoiar a sua primeira edição no Brasil, que aparentemente começa bem, tendo em vista o número de expositores confirmados”, avalia Rosângela Nucara, gerente de comunicação e marketing da Global Industries para a América Latina.

Grupo seleto – Empresa de origem brasileira, fundada em outubro de 1989 por três engenheiros químicos recém-formados pelo IME (Instituto Militar de Engenharia) e posteriormente comprada pela Siemens, especializada em soluções e prestação de serviços em engenharia e TI, a Chemtech também marca presença no evento. “Temos um histórico de participação na feira em Houston”, disse o gerente comercial da Chemtech, Alex Freitas. “A participação na primeira OTC realizada no país vai ser um momento especial para a Chemtech”, comemora. “Teremos a oportunidade de inserir a empresa em um grupo seleto de fornecedores de soluções para a indústria de petróleo mundial, mostrar nossa participação nos principais empreendimentos em andamento no país, além de apresentar nosso portfólio para potenciais clientes”, afirma.

A gaúcha Altus, fornecedora de tecnologia para o setor de automação e controle de processos industriais, está na lista de expositores e também participará da programação técnica. “A Altus participou da OTC Houston 2011, que superou as expectativas em relação à visitação e ao público altamente qualificado em nosso estande”, diz a coordenadora de Marketing da Altus, Fabrícia Reis Lemos.

“Vamos apresentar as tecnologias desenvolvidas para o setor, com destaque para as soluções desenvolvidas para os grandes contratos que assinamos recentemente com a Petrobras para a automação das oito primeiras plataformas FPSOs para as operações em larga escala do pré-sal”, detalha.

Expertise brasileira– Para Fábio Fares, presidente do grupo Forship, a iniciativa da Offshore Technology Conference (OTC) de realizar um evento fora dos Estados Unidos, pela primeira vez, reflete a globalização da indústria de óleo e gás, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento, inovação e aplicação de tecnologias nas atividades de exploração e produção de petróleo, foco dessa conferência.

Petróleo & Energia, Fábio Fares, Presidente do grupo Forship, OTC - Primeira edição fora dos EUA comprova interesse pelo pré-sal
Fares: inovação na indústria de óleo e gás está globalizada

“A escolha do Brasil para sediar o evento pioneiro confirma a posição do país como a mais nova fronteira de exploração e produção, que é a camada do pré-sal. Mais ainda: é o reconhecimento do avanço consolidado pela indústria petrolífera brasileira nos últimos anos, tanto em termos tecnológicos quanto operacionais, que tornaram possíveis as descobertas de grandes reservas offshore, no pós e no pré-sal”, avalia.

A participação da Forship nesse evento se dará em vários sentidos. Primeiro, por ser um evento que vai reunir as corporações que têm contribuído de forma efetiva para a evolução da indústria brasileira, como é o caso da Forship, reconhecida no mercado internacional por sua expertise em engenharia de comissionamento e mais recentemente em suporte regulatório.
Segundo, por ser um importante foro de debates sobre as tendências desse setor no país e no mundo, os desafios na exploração e produção offshore de hidrocarbonetos em águas cada vez mais profundas, as inovações em processos e no desenvolvimento de tecnologias voltadas para essas atividades.

“Além disso, como empresa que tem um compromisso permanente com a qualificação de seus profissionais, a Forship entende que a OTC Brasil é um grande espaço para reforçar os laços com as universidades, instituições de pesquisa e associações de classe que vão estar presentes, contribuindo, dessa forma para a geração e disseminação de conhecimento”, afirma.

Fórum técnico– O aspecto técnico é um dos pontos fortes da OTC, na opinião de Luiz Eduardo Rubião, diretor presidente da brasileira Radix, criada em 2010. “Estamos com uma expectativa muito boa para a OTC Brasil. Apesar de o Rio ter uma tradição muito grande em torno da Rio Oil & Gas, a OTC é um evento bem forte do ponto de vista técnico e acho que tê-lo aqui é um ponto extremamente positivo para todo o nosso mercado de óleo e gás”, avalia. “Eu vejo o mercado offshore num momento muito forte. Por outro lado, fico muito preocupado com visões exageradamente otimistas. Precisamos trabalhar para que o crescimento da indústria de petróleo brasileira seja consistente”, pontua o executivo.

Petróleo & Energia, Luiz Eduardo Rubião, Diretor presidente da Radix, OTC - Primeira edição fora dos EUA comprova interesse pelo pré-sal
Rubião destaca o alto nível técnico da conferência

O estande da Radix exibirá os equipamentos das equipes acadêmicas patrocinadas pela empresa – são oito de universidades de diferentes estados. “Vemos neles uma frente de trabalho que pode nos levar a diversas inovações tecnológicas aplicáveis à indústria offshore”, observa. “Uma coisa legal do estande será justamente tentar mostrar a ligação entre a atividade da equipe e o que disso pode surgir de útil para a indústria de petróleo”, observa Rubião.

Ele acrescenta que também é uma tentativa de mostrar a qualidade da mão de obra e dos futuros profissionais brasileiros. “Eu sou um crítico ferrenho dessa ideia de ‘apagão’ de mão de obra e vejo nessas equipes acadêmicas jovens que elas têm um futuro brilhante pela frente e merecem mais atenção de nossa elite empresarial e governamental”, conclui.

A Radix promoverá durante a OTC Brasil mais um Quix Radix, no qual estudantes de engenharia do IME, UFRJ, UFRRJ, UFF, UERJ e PUC-Rio de Janeiro participarão de um jogo de perguntas e respostas sobre assuntos relacionados aos temas: offshore, novas tecnologias, energias alternativas, entre outros.

Nos dois primeiros dias do evento, acontecerão as eliminatórias do Quix que selecionarão os estudantes para disputar a etapa final, no dia 6. Outras duas equipes de fora do Rio de Janeiro, campeãs do Concurso OTC Brasil: Eficiência Energética na Indústria Offshore, participarão da grande final e disputarão o primeiro lugar. A dupla vencedora será premiada com dois laptops Dell, uma mochila da Radix e estágio na empresa. Uma outra competição, nos mesmos moldes, mas voltada para o ensino médio, também será realizada no período.

Com esse tipo de iniciativa, a Radix quer mostrar a capacidade brasileira para a elaboração de projetos inovadores e com qualidade técnica, contribuindo para a ativa e promissora indústria offshore e para o desenvolvimento de novas tecnologias de eficiência energética.

Reconhecimento – Outra brasileira com atuação internacional que também participa da OTC Brasil é a jovem petroleira HRT, que fez descobertas recentes na Bacia do Solimões. Nilo Azambuja, diretor de Exploração da empresa comemora a escolha do Brasil para sediar um evento do peso da OTC. “É uma demonstração clara da posição de destaque que o país tem hoje no cenário internacional e do potencial de expansão desse setor”, afirma.

Segundo ele, a realização da primeira OTC no Brasil é importante por se tratar de um evento respeitadíssimo pela indústria mundial, que é referência na área de E&P offshore, justamente as atividades onde são alocados os maiores volumes de recursos das companhias que atuam nesse setor – tanto as oil companies como as fornecedoras de bens e serviços.

Petróleo & Energia, Nilo Azambuja, Diretor de exploração, OTC - Primeira edição fora dos EUA comprova interesse pelo pré-sal
Azambuja: OTC é referência mundial na área de E&P

“Nossa participação não se restringirá ao estande, onde mostraremos como vêm se expandindo as atividades da HRT no Brasil e no exterior e quais os grandes desafios a superar nos próximos anos, mas também vamos participar da conferência, em três painéis!”, acrescenta o executivo.

Ele destaca que eventos desse porte trazem três grandes vantagens a todos os que atuam nesse mercado. Primeiro, por oferecer o acesso direto ao que a indústria mundial vem fazendo na área offshore, permitindo atualização em um curto espaço de tempo. Segundo, pela interação que o evento promove, no qual todos podem reforçar e ampliar seu networking. “Isso gera uma grande sinergia, além de fortalecer os laços entre empresas, universidades e centros de pesquisa”, diz Azambuja. Ele agrega que também é uma oportunidade para os novos players ou entrantes no mercado brasileiro se apresentarem e para as pessoas prospectarem novos negócios e as oportunidades existentes. “E possibilita às empresas aferirem as tecnologias disponíveis, novas ou já consolidadas, e que podem ser aplicadas ao seu negócio e que terão impactos sobre os seus resultados, tanto operacionais como financeiros. Estou falando de tecnologia focada em aplicação: é isso que se vê na OTC”, conclui o executivo.

Trajetória ascendente – A OGX ocupará um estande de300 m², ao lado das empresas OSX e LLX, braços das áreas de indústria offshore e logística do grupo EBX, respectivamente. O estande foi projetado para destacar a sinergia entre os negócios do grupo. Nele serão exibidos diversos conteúdos audiovisuais referentes às atividades das companhias. A petroleira irá ressaltar o início de sua produção em Waimea, na Bacia de Campos. Os visitantes poderão utilizar recursos interativos, como holografia e tela semiesférica multimídia para conhecer mais sobre as atividades da companhia.

A OGX também patrocina o cybercafé do evento, cujos computadores terão como tela inicial o hotsite que a companhia irá lançar sobre a produção do seu primeiro óleoem Waimea. Odiretor-geral e de exploração da OGX, Paulo Mendonça, fará palestra no dia 6 de outubro sobre a trajetória de sucesso da OGX, desde a sua criação.

Presença internacional – A OTC Brasil contará também com pavilhões do Canadá, Finlândia, Noruega e Estados Unidos e mais de 80 empresas brasileiras expositoras. Trinta e cinco empresas norueguesas em busca de oportunidades e parcerias comerciais na cadeia produtiva de óleo e gás participam da OTC Brasil2011. A iniciativa é da Innovation Norway, agência de promoção do governo da Noruega.

“As novas descobertas na região do pré-sal oferecem excelentes oportunidades para as companhias norueguesas”, afirma Reidun Beate Olsen, diretora da Innovation Norway Brazil e Cônsul para Assuntos Comerciais do Consulado Geral da Noruega no Rio de Janeiro. “O desenvolvimento dessas áreas requer tecnologias de ponta que podem ser fornecidas pelas empresas da Noruega, as quais têm expertise consolidada em décadas de atuação na exploração e produção em águas profundas e ultraprofundas no Mar do Norte”, pontua.

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A primeira Offshore Technology Conference (OTC) foi realizada em 1969, no Albert Thomas Convention Center, em Houston, Texas. Promovido por doze organizações científicas e de engenharia, o evento surgiu em resposta às crescentes demandas tecnológicas da atividade offshore mundial. Desde então, a conferência gerou cerca de US$ 1,8 bilhão de receita para Houston, é um dos maiores encontros setoriais realizados nos Estados Unidos e um dos dez do mundo, em termos de visitação.

Em 2003, o evento foi transferido para o Reliant Center, ainda em Houston, hoje ocupando também o Reliant Stadium e uma área de exposições ao ar livre, totalizando uma área equivalente a dez campos de futebol.

Em quatro décadas, foram apresentados mais de dez mil artigos técnicos. Em 1982, o evento teve seu recorde de visitação e exposição, com 108 mil visitantes e mais de 2,5 mil empresas.

Nesse período, a OTC lançou premiações como o Distinguished Achievement Award for Companies, Organizations and Institutions – considerado o Oscar do setor –, o Spotlight on New Technology, em 2004, para reconhecer tecnologias inovadoras que possam beneficiar a indústria offshore. Também foram criados programas como o Next Wave, em 2006, cujo objetivo é incentivar novas gerações profissionais com idade inferior a 35 anos.

Em termos de premiação, o Brasil foi destaque em 1992, quando a Petrobras foi reconhecida pelo desenvolvimento de tecnologias para produzir no campo de Marlim e, em 2001, pelo sistema de desenvolvimento do campo de Roncador. Em 2007, o engenheiro Marcos Assayag, gerente geral de Engenharia Básica do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), teve sua contribuição para o desenvolvimento de tecnologias para produção de petróleo em águas profundas e ultraprofundas premiada internacionalmente.

Além disso, há doze anos o IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) e a ONIP (Organização Nacional da Indústria do Petróleo) organizam, com o apoio da Apex, o Pavilhão Brasil.

O Brasil já é a terceira maior delegação em número de visitantes da feira, atrás apenas do Reino Unido e da China. A participação brasileira vem crescendo desde 2009, quando 883 pessoas estiveram em Houston.

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Reidun observa que a Noruega é reconhecida pelo mercado brasileiro e pela Petrobras como uma das principais geradoras de tecnologias inovadoras para a indústria offshore. E lembra que grandes empresas norueguesas já atuam no mercado brasileiro de óleo e gás, entre as quais a petroleira StatoilHydro, as fornecedoras de equipamentos subsea Aker Solutions e Kvaerner, e a construtora de embarcações offshore NorSkan, além da Sevan Marine, Framo Engineering e o Marintek, instituto de pesquisa, desenvolvimento e assessoria em engenharia naval e oceânica.

“A estratégia do governo norueguês para cooperação entre Brasil e Noruega, lançada no início deste ano, visa a estreitar as boas relações entre os dois países em diversas áreas do setor privado, reforçar o comércio e os investimentos em projetos de interesse comum”, afirma Helle Klem, Cônsul-Geral da Noruega no Rio de Janeiro, recém-chegada ao país.

“Também temos um grande potencial para transferência de tecnologia e capacitação, além de cooperações e parcerias de interesse mútuo. Além disso, Brasil e Noruega são potências energéticas que compartilham a necessidade de colocar assuntos de ordem ambiental e climática no topo de suas agendas políticas”, avalia.

Os Estados Unidos terão representação oficial na OTC Brasil, com a presença do subsecretário do Departamento de Comércio, Francisco Sanchez. O departamento terá um estande próprio na feira. Mais de 175 empresas norte-americanas deverão participar da OTC Brasil.

A participação dos Estados Unidos no evento é parte da parceria lançada pelos presidentes Dilma Rousseff e Barack Obama, após a visita deste ao Brasil,em março. O diálogo estratégico busca meios para aumentar a parceria entre os países no setor de óleo, gás e energia elétrica. Também foi organizado um estande que reunirá 31 empresas da Louisiana.

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