Petróleo e Energia

OTC – Petrobras atuou na conferência

Bia Teixeira
26 de maio de 2012
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    Depois do alarde com que se apresentou nos últimos anos, é difícil falar da “presença discreta” da Petrobras na OTC 2012, que não se preocupou em ter maior exposição no evento, a despeito de os profissionais da estatal terem papers inscritos em sessões técnicas ou participarem de alguns painéis, nos quais foram abordados projetos ou tecnologias consagradas por ela.

    Na realidade, a Petrobras preferiu cumprir uma agenda paralela durante a semana da OTC, participando de eventos promovidos por outras organizações. Foi o caso da gerente executiva de Desenvolvimento da Produção da Petrobras, Solange Guedes, que no dia 1º de maio falou sobre os desafios e oportunidades do pré-sal para um público atento, no disputado café da manhã oferecido pela Câmara de Comércio Brasil-Texas (Bratecc).

    Mostrando que a Petrobras ocupa a quinta posição em termos de produção entre as principais companhias abertas integradas de energia do mundo, ela lembrou que, em reservas, a estatal brasileira sobe para o quarto lugar, com 16,4 bilhões de boe de reservas provadas, dos quais cerca de 33% estão em profundidades offshore superiores a1.500 metros. E essa tem sido a tendência: as novas descobertas de óleo estarão em águas ultraprofundas (pré-sal) ou em novas fronteiras, como Ártico e costa oeste da África, afirmou Solange Guedes.

    A gerente executiva defendeu também a questão do conteúdo local, ponderando que as empresas estrangeiras que questionam esse mecanismo têm a alternativa de usar o waiver na comercialização de equipamentos e sistemas importados, quando ficar comprovado que o mercado interno não terá como atender a essa demanda, em termos de custos e prazos.

    No dia seguinte, o breakfast da Bratecc foi reforçado pela apresentação de João Henrique Rittershaussen, gerente-geral de desenvolvimento de mercado estratégico da Petrobras, que falou sobre a política de compras e suprimento de equipamentos críticos. Endossando as palavras de Solange Guedes, o executivo lembrou que mais de 50% das descobertas ocorridas no mundo desde 2005 estão em águas profundas e, destas, o Brasil responde por quase dois terços.

    Destacando que a Petrobras opera em torno de 22% da produção mundial offshore, contra 12% da Statoil e 11% da Shell, Rittershaussen elencou os diversos projetos de desenvolvimento do pré-sal previstos para entrar em produção até 2015, além dos testes de longa duração, agregando à produção nacional mais 800 mil barris por dia (e outros 250 mil boed de empreendimentos fora do pré-sal). Tudo isso demandará bens e serviços para toda a cadeia produtiva, do E&P ao refino, passando pelo transporte. Oportunidades sem-fim para os fornecedores globais que estiverem dispostos a se instalar no país.

    Ricardo Peduzzi, diretor executivo da Câmara de Comércio Brasil-Texas (Bratecc), revelou que os dois eventos com executivos da Petrobras reuniram 310 pessoas. “Foi a terceira vez consecutiva que promovemos esses encontros, que já fazem parte da agenda Brasil na OTC. O objetivo é reunir as empresas que focam oportunidades no mercado brasileiro, propiciando o acesso a informações sobre o mesmo.” Fazendo um balanço dos dez anos da entidade, Peduzzi avalia que hoje a Bratecc é reconhecida como o palco oficial e comercial para o debate dos temas que são do interesse da indústria e das comunidades da câmara.

    Outro que cumpriu agenda paralela foi o gerente-geral do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), Carlos Tadeu da Costa Fraga, depois empossado no cargo de gerente executivo do présal, que acompanhou várias ações da comitiva ministerial (veja nesta edição), além de participar de painel sobre as perspectivas da indústria offshore para 2030, na OTC 2012.

     

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