Petróleo e Energia

OTC: Empresas nacionais de TI querem se globalizar

Bia Teixeira
12 de agosto de 2013
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    Na terra da Microsoft e de um número incontável de empresas do setor de TI, brasileiras ousadas apostam na criatividade e no conhecimento de mercado para prospectar negócios. Pelo quarto ano seguido, o Pavilhão Brasil reuniu em um único espaço nada menos que oito empresas desse setor, sob a marca Brasil IT+, que identifica a indústria nacional de TI no exterior. Esta iniciativa é feita há quatro anos pela Associação para a Promoção da Excelência do Software Brasileiro – Softex.

    Petróleo & Energia, Rubião: mercado brasileiro se rearranja

    Rubião: mercado brasileiro se rearranja

    “O objetivo é promover a expertise nacional no setor de TI aplicada à indústria de petróleo e gás, que, principalmente na área offshore, vem crescendo, se aprimorando e ganhando maior reconhecimento no exterior”, explicou Gustavo Omar Miguelez, consultor da Softex. Durante o evento, foram realizadas diversas reuniões com representantes de empresas da Escócia, Noruega, Estados Unidos e Reino Unido.

    “O tempo de maturação de um negócio de TI é de 6 a 18 meses, mas empresas de nossa delegação retornaram ao Brasil com negociações pré-iniciadas com companhias do Canadá e dos Estados Unidos. Agora esses contatos comerciais terão continuidade”, observou. Segundo ele, a projeção mundial gerada pela descoberta da camada do pré-sal, a expansão da exploração onshore, as novas demandas impostas pelo conteúdo local e a capacitação nacional na exploração de petróleo em águas profundas colocaram o Brasil em evidência, abrindo oportunidades para a realização de bons negócios. “Nossa proposta é fomentar a criação de parcerias estratégicas e estimular o intercâmbio tecnológico e comercial entre empresas nacionais e estrangeiras.”

    Este ano compartilharam o espaço: Aquamet (consultoria na área de meteorologia e hidrologia); Dinamus (inteligência de negócios, gerenciamento da inovação e desenvolvimento de fornecedores); FiberWorks (fibras ópticas); K&D (RFID, identificação automática por sinais de rádio); Módulo (soluções para governança, riscos e compliance); PHDSoft (gestão de integridade e manutenção de estruturas); STA Holding (inteligência de negócios e gestão de relacionamento com o cliente/CRM); e Zoom Out (estratégias de comunicação para organizações do setor de petróleo e gás).

    Complexo do Açu na OTC – Um megaempreendimento que combina porto, estaleiro e unidades fabris de empresas da cadeia produtiva de óleo e gás foi o destaque da estreante LLX, empresa de logística do grupo EBX, de Eike Batista. Pela primeira vez na OTC, a empresa destacou as vantagens do Superporto do Açu, instalado em São João da Barra-RJ, para potenciais clientes de seus produtos e serviços e, principalmente, parceiros interessados em instalar fábricas no Brasil em uma localização estratégica: o Norte Fluminense, coração da maior bacia produtora do país (Campos), que ainda tem o pré-sal como o seu mais novo atrativo.

    Petróleo & Energia, Berto: tela multi-touch para navegar pelo Porto do Açu

    Berto: tela multi-touch para navegar pelo Porto do Açu

    “O Superporto do Açu tem se firmado, cada vez mais, como o hub brasileiro para o setor de O&G e como excelente alternativa para a instalação de empresas que operam no Brasil neste setor”, destacou Marcus Berto, CEO da LLX. Segundo ele, a maior feira de óleo e gás do mundo representa uma excelente oportunidade para mostrar o empreendimento aos principais players do mercado.

    E a empresa fez isso usando a mais alta tecnologia, pois o seu estande, no Pavilhão Brasil, dispunha de uma ferramenta multi-touch: uma tela interativa de 65 polegadas que possibilitava aos visitantes navegar por todas as partes do empreendimento, com área total de 8 milhões de m², e visualizar fotos reais das obras, especialmente do terminal onshore – TX2.

    Radix prospecta clientes e parceiros – Apostando no potencial de negócios e na visibilidade da OTC, a brasileira Radix, de engenharia e software, foi para a sua terceira participação consecutiva, sob o comando do presidente da empresa, Luiz Eduardo Rubião. “O mercado brasileiro está se rearranjando. Acreditamos que este seja um momento em que as empresas precisarão se diferenciar de suas concorrentes; e entendemos que os contatos da OTC podem nos ajudar a viabilizar tanto novos clientes e/ou projetos quanto novas frentes de negócio”, afirmou Rubião.

    Segundo ele, é preciso ir à OTC para uma ‘boa tomada de temperatura’ de como está o mercado offshore, para o qual a Radix disponibiliza soluções em engenharia, informação e controle, desenvolvimento de software, entre outros. “Temos procurado investir em novas áreas de atuação. Queremos manter esta linha e buscar bons parceiros e clientes em Houston”, observou.

    Rubião revela que a participação no ano anterior foi extremamente positiva e rendeu bons negócios no Brasil. “Podemos explorar melhor a nossa capacidade de fazer um bom meio de campo entre as soluções, as tecnologias e os produtos que algumas empresas têm para oferecer e os problemas que precisam ser resolvidos nos clientes finais. Esta capacidade é extremamente interessante para empresas que estão de olho no mercado brasileiro”, finalizou.



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