Outros

OTC: Aumenta o interesse pela exploração de campos de óleo e gás nas Américas

Bia Teixeira
22 de julho de 2014
    -(reset)+

    Petróleo & Energia, OTC - Aumenta o interesse pela exploração de campos de óleo e gás nas américas
    As mais de 108 mil pessoas que participaram da 45ª Offshore Technology Conference (OTC) confirmaram a posição de maior evento do mundo no setor offshore de óleo e gás. No entanto, o encontro realizado anualmente em Houston, e que aconteceu entre os dias 5 a 8 de maio, sinalizou o interesse crescente da indústria mundial nos mercados das Américas: 44% das 2.568 empresas participantes eram estrangeiras, oriundas de 43 países. A mostra ocupou 63.176 m² e contou com 163 novos expositores neste ano.

    Durante os quatro dias, além da exposição, os visitantes tiveram oportunidade de assistir aos debates e apresentações dos mais variados em uma programação que incluiu nove painéis, 29 palestras de executivos em almoços e cafés da manhã e ainda 308 sessões técnicas.

    Petróleo & Energia, OTC - Aumenta o interesse pela exploração de campos de óleo e gás nas américasO que vem sendo chamado de reforma do setor energético mexicano deu o tom dos debates na OTC, que este ano usou como tema a frase imortalizada na música dos Beatles: Come together. Um convite para quem deseja explorar melhor o setor de petróleo e gás na região, onde o shale gas vem promovendo importantes mudanças, ainda que as projeções otimistas tenham superado ligeiramente a realidade. Uma das sessões, intitulada “Perspectivas da Energia Global: Formação do Futuro!”, teve a participação de funcionários dos governos do Canadá, EUA e México.

    O impacto do shale gas sobre as atividades offshore também foi tema de palestras, assim como o uso de tecnologias geoespaciais. O ex-astronauta Mike Bloomfield, vice-presidente e o gerente-geral da Oceaneering Sistemas Espaciais, falou sobre o uso, pela indústria de óleo e de gás, de laboratórios da Nasa, a agência espacial norte-americana.

    Mas o tema recorrente ainda é segurança operacional e preservação do meio ambiente em um mercado no qual ainda repercute o impacto do acidente com a plataforma Deepwater Horizon, da BP, no prospecto de Macondo, no Golfo do México, ocorrido em abril de 2010. Além dos 11 mortos na explosão da plataforma, os cinco milhões de barris vazados durante quase três meses, antes do fechamento definitivo do poço, deixaram um marca indelével na história da indústria petrolífera local. E os ambientalistas tampouco veem com bons olhos a exploração não-convencional.

    Petróleo & Energia, Pedrosa: PPSA busca parceiros para explorar pré-sal

    Pedrosa: PPSA busca parceiros para explorar pré-sal

    Café Brasil – Ainda que não tenha ocupado o centro das atenções, como em anos anteriores, quando havia um grande frisson em torno do pré-sal, o Brasil abriu os trabalhos do primeiro dia da OTC 2014, com um café da manhã no qual o prato principal foi o regime de partilha e o campo de Libra, na segunda-feira, dia 5. Moderado pelo presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP), João Carlos França de Luca, único brasileiro a integrar o board da OTC, o evento teve como palestrante o presidente da Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA), Oswaldo Pedrosa. Ele fez questão de posicional a PPSA como ‘parceira’ de negócios de quem quiser participar da exploração e produção dessa nova fronteira.

    “Temos interesses potencialmente convergentes com todos os operadores”, afirmou Pedrosa, explicando ainda que a principal função da PPSA é analisar, aferir e aprovar os custos apresentados pelos consorciados, dentro de parâmetros que permitam o retorno do investimento em óleo recuperado. “Estaremos atentos quanto aos planos e ações programadas, para assegurar a maximização dos resultados para todos os envolvidos”, afirmou o dirigente da PPSA, ao falar sobre aspectos relacionados à cadeia de suprimentos e desafios tecnológicos e operacionais do campo de Libra, o primeiro concedido sob regime de partilha, e que tem um ambicioso plano de desenvolvimento.

    Animados com as oportunidades destacadas por Pedrosa, os convivas encerraram o café da manhã com uma palestra do CEO e presidente da BP America, John Mingé, que teve como tema America’s Energy. O duplo evento teve todos os lugares vendidos antecipadamente, a US$ 50 por pessoa.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *