OTC: 37 empresas comprovam capacidade para exportar

Petróleo & Energia, OTC: 37 empresas comprovam capacidade para exportarOcupando duas áreas, no total de 2.500 metros quadrados, o Pavilhão Brasil fez sua 16ª participação na OTC com números recordes: seis organizações e 37 empresas, e uma comitiva de aproximadamente 1.500 pessoas, entre executivos, gerentes e técnicos. Os números confirmam o sucesso dessa iniciativa do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), que tem o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), para dar maior visibilidade à indústria brasileira da cadeia produtiva de óleo e gás.

A evolução da participação brasileira na OTC, que há 16 anos se resumia a seis empresas ocupando menos de 100 m², reflete a evolução da indústria no país, que neste período se tornou mais forte, respondendo hoje por algo em torno de 15% do PIB, destacando-se por sua liderança tecnológica no segmento offshore. Posição esta temperada também pela descoberta do pré-sal.

Aproveitando o fato de o Brasil ser o país com o maior volume de projetos em andamento ou a implantar até o final da década na área de óleo e gás, as empresas de pequeno e médio porte, principalmente, têm se posicionado na vitrine do Pavilhão Brasil em busca de maior visibilidade internacional. Elas procuram novas oportunidades de negócios e parcerias, que lhes assegurem competências para atender às demandas crescentes no Brasil, frente às dificuldades que encontram no mercado, pois o conteúdo local, isoladamente, não garante a competitividade delas em um setor de concorrência acirrada.

Assim, elas buscam parceiros que possam somar esforços para fornecer bens e serviços de qualidade, a preços competitivos e nos prazos exigidos pela principal demandante, a Petrobras. Mas é óbvio que muitas delas também sonham com horizontes mais amplos, como o Golfo do México.

Exportando soluções – É o caso da Oceânica Offshore, empresa de engenharia que praticamente nasceu dentro da Universidade de São Paulo (USP), onde estudaram dois de seus principais executivos, os primos Marcos e Daniel Cueva. Há quatro anos participando da OTC, a empresa brasileira que já desenvolveu projetos internacionais quer ganhar mais espaço no mercado norte-americano. “O nosso principal objetivo é conquistar clientes novos, principalmente fora do Brasil”, afirma o diretor Marcos Cueva, explicando que hoje, 20% dos trabalhos da Oceânica se destinam ao exterior. “Estamos com planos de aumentar esse número nos próximos anos”. Parte dessa exportação também é referente aos fornecimentos para empresas estrangeiras que atuam no Brasil.

Com essa meta, eles foram para a OTC com dois trunfos na manga. “A novidade é, na realidade, um upgrade do nosso simulador de manobras, que ganhou novos instrumentos para fazer simulação de projetos de apoio à área offshore”, explica. O segundo trunfo para conquistar novos mercados é a crescente expertise na área de projeto e construção de módulos e equipamentos de compressão de ar e gases, específicos para a indústria offshore. “Desenvolvemos essa expertise em parceria com a HBR. Além de padrão internacional de trabalho e grande agilidade na entrega, temos a vantagem especial de estarmos no Brasil, com valores competitivos e conhecimento profundo sobre esse mercado, que é de interesse indiscutível para todos os players mundiais”, conclui o jovem executivo.

Petróleo & Energia, Fares: software gerencia todo o comissionamento de plantas
Fares: software gerencia todo o comissionamento de plantas

Expertise em comissionamento – O Grupo Forship, que está completando 15 anos de atividades, participou pela quinta vez da OTC com um estande, no qual apresentou as suas competências na área de engenharia e também o seu braço tecnológico, a HMSWeb, que criou um software de comissionamento utilizado hoje pelo setor de mineração, além de óleo & gás.

Estabelecer novas parceiras, que complementem o pacote de soluções do Grupo Forship, e conquistar novos clientes foram alguns dos objetivos da empresa na edição desse ano da OTC. “Buscamos também aprimorar nossa visibilidade ao mercado em soluções tecnológicas, concorrentes e demandas de serviços”, pontuou Fabio Fares, presidente e CEO da Forship, lembrando que, nas primeiras aparições, a empresa tinha forte atuação no mercado externo. “O que nos foi extremamente útil para a expansão internacional, mas após a descoberta do pré-sal, o nosso foco passou a ser o Brasil.”

Fábio Fares, que participou da feira em companhia do Diretor Executivo da HMSWeb Tecnologia da Informação, Luciano Gaete, destacou os principais serviços realizados pelo grupo no setor de O&G: comissionamento, operação, manutenção & modificações, serviços da unidade de negócios de consultoria – entre os quais suporte regulatório, owner’s engineering e bank’s engineering –, além, é claro, do HMSWeb.

Soluções que estão respaldadas em alguns diferenciais competitivos. “Somos a única empresa de engenharia e TI especializada em comissionamento e que desenvolveu e comercializa um Sistema de Gestão de Comissionamento”, frisa Fares. “Além disso, oferecemos uma solução completa de comissionamento envolvendo sua engenharia & planejamento, execução das atividades de campo e gestão, e coordenação”, afirma o executivo, com boas perspectivas de negócios. “Em 15 anos, temos mais de 100 projetos de comissionamento realizados não apenas no setor de O&G, mas também nos de mineração, energia, infraestrutura, petroquímico, naval e de biocombustíveis”.

Petróleo & Energia, Rubião concentra esforços nas atividades envolvidas com EPC
Rubião concentra esforços nas atividades envolvidas com EPC

Gestão de EPC – Outra empresa brasileira de engenharia, a Radix, que também participa da OTC há quatro anos segue os mesmos passos, mas em áreas diferentes. “Decidimos dar destaque às nossas soluções para a gestão de interfaces em grandes projetos de EPC (Engenharia, Compras e Construção), envolvendo diversos fornecedores de módulos e equipamentos“, explica o presidente Luiz Eduardo Rubião.

Uma ferramenta chave para um dos pontos mais delicados de empreendimentos brasileiros, o EPC, que vem enfrentando problemas de prazos e entrega. A metodologia dessa solução está baseada em processos e sistemas que visam garantir que todos os contratados de um empreendimento trabalhem com as informações corretas, evitando problemas de comunicação e atrasos, sem onerar o projeto.

“No caso das oito plataformas replicantes do pré-sal, o número de interfaces entre a Petrobras e seus contratados é enorme. Foi justamente para lidar com esse desafio que desenvolvemos o sistema: ele possibilita que todos trabalhem com a informação correta e atualizada, evitando inconsistências justamente nas interfaces entre um contrato e outro”, observa Flávio Guimarães, sócio e diretor de novos negócios da Radix.

“Acreditamos que esse conhecimento adquirido pode ser perfeitamente utilizado em outras situações comuns no mercado de óleo e gás”, comenta Rubião. Ele informou que a Radix abriu há menos de um ano uma subsidiária no Texas. “Queremos buscar novos clientes internacionais, e, especialmente, na área de Houston para a serem atendidos pela Radix US”, explica. Segundo ele, as expectativas são boas, pois os contatos feitos na OTC podem trazer novos projetos e trabalhos tanto para a filial como para o time baseado no Rio de Janeiro.

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Organizações – Abenav, ANP, AGDI, FIRJAN, ONIP e OTC BRASIL 2015

Companhias – Açoforja, Adelco,  Altona, Altus, Chemtech, CSL, EBR, Emdoc, Fechometal, Ferral, Flexomarine, Forship, Gascat, Grupogp/Swanson, LFM, Keppel Fels Brasil, Laboceano, MFX do Brasil, MRM, Navium, Netzsch, Nuclep, Oceanica, Orteng, Oxifree, Poland, Radiomar, Radix, Rio Engenharia, Rockwell Automation, Roxtec, Sandech, STX Engemar, Superquip, Vanasa, Vulkan do Brasil
e Weg.

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