Combustíveis

OTC 2015: Indústria offshore reafirma posição de vanguarda tecnológica

Bia Teixeira
14 de julho de 2015
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    Petróleo & Energia, OTC 2015: Indústria offshore reafirma posição de vanguarda tecnológicaIntegração subterrânea – No dia 06 de maio, uma sessão será dedicada ao desenvolvimento da engenharia e da geociência, salientando a importância da integração dessas duas áreas para garantir a segurança e eficiência operacional dentro da indústria de óleo e gás. De fato, muitos profissionais concordam que sem essa integração as operações não conseguem executar atividades a custos favoráveis. Integração efetiva, no entanto, não é conseguida de um dia para o outro.

    Representantes das mais importantes instituições desses setores no mundo, como SPE, AAPG, ASME, MTS e SEG, abordarão os seguintes tópicos: redução de riscos geofísicos, gerenciamento de reservas e melhoria nas operações offshore levando-se em conta os custos envolvidos. Os debates pretendem explicar como diferentes disciplinas, perspectivas e metodologias podem otimizar as sinergias necessárias para dar impulso às atividades petrolíferas em alto-mar. Ou o que um geocientista pode fazer para detectar as complexidades existentes nos mais variados ambientes e desenvolver em conjunto com engenheiros soluções para os mais variados problemas.

    Além de propiciar o networking, as discussões e as oportunidades também serão de interesse para profissionais, analistas e organizações que procuram oportunidades para estreitar as relações entre engenharia e geociência, assim como para quem procura por informações a respeito de oportunidade de carreira dentro de um contexto integrado de engenharia submarina e geociência.

    Um dia extra – Com o tema “The Next Big Thing”, a programação do quinto e último dia da conferência reunirá profissionais que atuam no estímulo a projeto criativos dentro e fora da indústria do petróleo. São eles que desenvolvem e aprimoram o ambiente de inovação para superar os atuais e futuros desafios da indústria.

    Palestrantes e grupos de discussão estimularão o debate, com o objetivo de identificar os próximos passos para o fortalecimento da indústria offshore, apresentando as atuais tecnologias e as melhores práticas de gestão. “Por mais de 45 anos, a OTC tem ajudado profissionais da indústria a ligarem os pontos, oferecendo conhecimento técnico para que eles possam aplicar em seus trabalhos mundo afora”, explica o organizador Blaint.

    “No último dia, nós vamos desafiar os participantes para que eles ‘desconstruam’ a indústria, com o objetivo de incentivar o surgimento de novas ideias. A tecnologia está mudando tão rápido fora da nossa indústria que estamos tendo certa dificuldade em introduzir essa velocidade dentro do nosso segmento.”

    Prêmio – A entrega do prêmio Distinguished Achievement Awards para a Petrobras reforça um dos objetivos da OTC que é reconhecer e incentivar empresas, organizações e profissionais que contribuam para o desenvolvimento da indústria offshore.

    Desta vez, a premiação foi dada pelo conjunto de tecnologias utilizadas no desenvolvimento da produção na camada pré-sal, em águas ultraprofundas do litoral brasileiro sob a condução da estatal, que é operadora dos campos em que essas tecnologias foram aplicadas, nas três bacias produtoras (Santos, Campos e Espírito Santo).

    Entre as tecnologias premiadas está a boia de sustentação de risers (BSR), que sustenta as tubulações que conduzem o petróleo ou o gás do poço, no fundo do mar, até a plataforma, aliviando a carga sobre esta. Permite a instalação dos risers antes mesmo da chegada da plataforma de produção. A tecnologia foi utilizada pela primeira vez no campo de Sapinhoá, na Bacia de Santos, que teve a produção iniciada em fevereiro de 2014. O poço interligado à BSR próxima ao FPSO Cidade de São Paulo vem apresentando desempenho acima da média e se mantém como o melhor poço produtor do país, com aproximadamente 35 mil bpd.

    O segundo poço desta BSR foi interligado no início de abril do ano passado e também está entre os maiores produtores. Na realidade, Sapinhoá tem nada menos que quatro entre os dez maiores produtores do país. O campo de Lula também tem o mesmo sistema, com a BSR interligando poços do fundo do mar ao FPSO Cidade de Paraty. O sistema inovador também viabilizou o uso, em partes do projeto de Sapinhoá, de dutos rígidos de aço desacoplado em catenária livre (Steel Catenary Risers – SCR) em grandes profundidades.



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