Combustíveis

OTC 2015: Indústria offshore reafirma posição de vanguarda tecnológica

Bia Teixeira
14 de julho de 2015
    -(reset)+

    De fato, com as mudanças no ambiente da exploração, produção, refino e operações, o mercado exige o aprimoramento do conceito de liderança por parte da nova geração para superar os atuais obstáculos. Com a indústria do petróleo e gás entrando nesta nova fase, as oportunidades de carreira dentro do segmento para os novos profissionais são inúmeras.

    P&D e universidades – Outro destaque ficará por conta do painel que debaterá o papel das universidades na área da Pesquisa e Desenvolvimento, mostrando como os principais centros acadêmicos do mundo estão planejando e desenvolvendo trabalhos para o segmento de tecnologia offshore.

    Durante os quatro dias do evento, representantes de importantes centros acadêmicos dos Estados Unidos apresentarão cases de sucesso de projetos de P&D a serem adotados pela indústria de exploração e produção offshore, como projetos de pesquisa para o aprimoramento da segurança offshore, captação de CO2, geomecânica, desenvolvimento de softwares específicos para as atividades em alto-mar, entre outras inovações desenvolvidas por pesquisadores e estudantes universitários.

    A OTC 2015 vai premiar 17 novas tecnologias desenvolvidas por 14 empresas, na denominada Spotlight on New Technology. A seleção foi feita com base em alguns critérios, entre os quais a tecnologia ter menos de dois anos de existência, ser inovadora e ter sido provada sua aplicabilidade.

    Este ano, os vencedores são aqueles que focaram mais na eficiência e na redução de custos operacionais, como os que facilitam os processos de manutenção, inspeção e diferentes abordagens no processo de recuperação de óleo. Além disso, haverá uma novidade em termos de premiação: pequenas empresas, que possuem no máximo 300 empregados, também serão premiadas pelo desenvolvimento de tecnologias inovadoras.

    “Os vencedores estão comprometidos com a missão da OTC que consiste em trabalhar para o avanço do conhecimento técnico, do desenvolvimento offshore e do conhecimento ambiental”, diz o presidente do Comitê da Premiação, Steve Balint. “A distinção para pequenas empresas, novidade desse ano, é o reconhecimento de que tanto as grandes como as pequenas companhias estão desenvolvendo tecnologia e soluções inovadoras para atender a demanda mundial por energia”, complementa.

    Brasil em evidência – Mesmo com a turbulência causada pelas denúncias de corrupção na Petrobras, o Brasil ainda consegue chamar a atenção do mundo pelas conquistas tecnológicas consolidadas nas operações offshore alcançadas ao longo de décadas. Mais ainda, pelo rápido avanço no desenvolvimento do pré-sal.

    Durante o evento, os visitantes terão contato com representantes da indústria brasileira e vão poder ter mais informações a respeito das grandes descobertas em águas profundas na camada do pré-sal, assim como os meios tecnológicos envolvidos nesse processo e, ainda, ter maior conhecimento a respeito da política de conteúdo local, em vigência há mais de 10 anos.

    O ex-presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e presidente da Barra Energia, João Carlos de Luca irá proferir palestra durante a sessão. De Luca apresentará dados e informações sobre as oportunidades de negócios no mercado brasileiro, apontando as conquistas da indústria brasileira e a maneira como isso afeta as chances de sucesso do setor no país.

    Petróleo & Energia, Costa: Pavilhão Brasil projeta tecnologia para o exterior

    Costa: Pavilhão Brasil projeta tecnologia para o exterior

    Além das conquistas, ele também comentará sobre o ambiente legal para os negócios de petróleo e gás no Brasil. Segundo ele, o Brasil, apesar do grande potencial oferecido, ainda apresenta uma legislação que freia o impulso para melhor competitividade. Em sua avaliação, o governo brasileiro precisa adotar medidas que flexibilizem a lei de conteúdo local e que se estabeleça um calendário de leilões de licitação de campos de exploração e produção no país.

    Além da palestra do ex-presidente do IBP, este ano a OTC receberá 45 empresas brasileiras, que estarão no pavilhão Brasil. São fornecedores de bens e serviços, desde fabricantes de equipamentos a empresas de tecnologia da informação. Também integram o estande entidades do setor, como a Onip e as federações das indústrias dos estados do Rio de Janeiro (Firjan) e do Amazonas (Fieam), além da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

    “A exposição dessas empresas no mercado internacional fomenta a competitividade e as prepara para atuar em um segmento de forte concorrência. Sendo assim, o Pavilhão Brasil na OTC tem uma importância estratégica, de poder apresentar essa expertise e tecnologia brasileira para outros mercados”, afirma Milton Costa Filho, secretário-geral do IBP.

    Petróleo & Energia, Gaete: sistema móvel gere ações de qualidade e comissionamento

    Gaete: sistema móvel gere ações de qualidade e comissionamento

    Engenharia movida a tecnologia – Concorda com ele Luciano Gaete, diretor executivo da HMSWeb Tecnologia da Informação, do Grupo Forship. “Nossa participação na OTC ocorre desde a fundação da empresa, que sempre se posicionou como uma exportadora de serviços. A presença na feira nos ajudou a apresentar e consolidar a marca no mercado nacional e internacional”, afirma. Segundo ele, ao longo os anos essa participação, a exposição da marca e o networking, assim como a atualização sobre o mercado, rendeu inúmeras parcerias e negócios.

    Gaete explica que a empresa vai destacar na feira todas as soluções do portfólio do grupo e, em especial, o HMSMobile, versão móvel do HMSWeb, e outras novidades incorporadas a essa ferramenta tecnológica de gestão do comissionamento. “Vamos mostrar que temos a melhor solução para a gestão das atividades de controle da qualidade e comissionamento de qualquer unidade industrial e, em especial, unidades do mercado naval e offshore”, frisa.

    Ele salienta que a Forship também dará ênfase, na OTC, aos serviços de construção & montagem, dominada até então pelas grandes epecistas. A empresa brasileira, que está completando 16 anos, ganhou as licitações para o projeto de conclusão (Project Closure) das FPSOs P-58 e P-62, em produção no parque das Baleias e em Roncador, respectivamente, na Bacia de Campos. “Essa é uma área que retomamos com força neste ano e que deverá ganhar cada vez mais relevância na nossa atuação no mercado”, conclui o executivo.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *