Combustíveis

OTC 2015: Indústria offshore reafirma posição de vanguarda tecnológica

Bia Teixeira
14 de julho de 2015
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    Petróleo & Energia, OTC 2015: Indústria offshore reafirma posição de vanguarda tecnológicaTexto: Bia Teixeira e Bruno Cardoso

    46ª OTC – Offshore Technology Conference
    Data – 4 a 7 de maio de 2015
    Local – Reliant Park – Houston (EUA)
    Área 696,604 ft² (64.700 m2)
    Exposição – 2.649 companhias de 37 países
    Trabalhos inscritos – 328
    Programa do congresso – 11 painéis, 4 sessões pôster e 45 sessões técnicas

    O cenário atual da indústria de óleo e gás traz incertezas e preocupações que vêm sacudindo o mercado como um todo. Queda nos preços do barril, atividades em ambientes cada vez mais hostis e a necessidade de encontrar tecnologias que consigam conjugar alto desempenho e custos reduzidos são algumas das variáveis que pesam cada vez mais nas operações dessa indústria. Principalmente quando se trata de um terreno nada sólido, como o offshore, que avança cada vez mais para águas profundas e novas fronteiras.

    Como responder e superar esses desafios é o principal objetivo da Offshore Technology Conference (OTC), maior encontro do segmento no mundo, que chega à sua 46ª edição com a expectativa de receber um público superior a 100 mil visitantes (foram 108 mil em 2014, de 130 países).

    Petróleo & Energia, OTC 2015: Indústria offshore reafirma posição de vanguarda tecnológicaRealizada desde 1969 na cidade de Houston (Texas), tradicional produtor de petróleo nos Estados Unidos, a OTC 2015 vai reunir, entre os dias 04 e 07 de maio, executivos de empresas, investidores e os mais renomados especialistas dos quatro cantos do mundo. Todos com interesse em estabelecer parcerias, fazer negócios, aferir tendências e também ver de perto o estado da arte da tecnologia offshore de exploração, perfuração, produção, segurança e saúde, e sistemas de proteção ao meio ambiente.

    Os temas serão diversos. Alguns deles já foram abordados nas edições anteriores, mas receberão atualizações e ajustes referentes ao momento corrente. Outros temas estarão presentes nas discussões do congresso e da feira pela primeira vez, ajudando a traçar as próximas tendências durante os quatro dias de evento.

    Pré-sal – A reunião da OTC vai mostrar que, a despeito do shale gas e das gigantescas reservas de hidrocarboneto em terra firme (parte expressiva no Oriente Médio), a exploração offshore continua atraindo investidores e recursos milionários tanto no trinômio PDI (pesquisa, desenvolvimento e inovação), quanto em novos negócios.

    Prova disso é a própria aquisição, um mês antes da conferência, da britânica BG pela Shell, que já deixou claro seu interesse em novas fronteiras, como o pré-sal, área em que a BG tem forte participação no Brasil, associada à Petrobras. Com a aquisição, a Shell vai se posicionar isolada no segundo lugar do ranking dos maiores produtores de petróleo no Brasil, atrás apenas da Petrobras – que produz dez vezes mais que a nova controladora da BG.

    O pré-sal também dá o tom da abertura oficial do evento, no dia 3 de maio, em jantar no qual será entregue à Petrobras, pela terceira vez, o prêmio OTC Distinguished Achievement Award, concedido todos os anos à corporação que se destaca por sua inovação tecnológica no cenário global offshore.

    Um reconhecimento aos avanços e novas tecnologias que vem sendo testadas e consolidadas pela estatal brasileira e parceiras no desenvolvimento do pré-sal – e que possibilitaram alcançar uma produção de mais de 700 mil barris de óleo equivalente/dia (boed) até o final de 2014. Um salto expressivo em seis anos, desde o início da produção na camada do pré-sal, em 2008. Em março de 2015, a produção total do pré-sal atingiu a marca de 824 mil boe/dia.

    O prêmio é a razão principal do retorno da Petrobras à OTC, da qual não participava com estande desde 2011. Mas, desta vez, a petroleira preferiu ficar abrigada no Pavilhão Brasileiro, um dos primeiros desse modelo instalado na OTC, criado e organizado há 15 anos pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP), em parceria com a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP). O IBP é também a única instituição fora dos Estados Unidos a participar do pool de entidades organizadoras do evento, ocupando uma cadeira no board da OTC.

    A próxima onda – Além da procura pelo contínuo avanço tecnológico por parte da indústria, outra grande demanda recai na necessidade de renovação de mão-de-obra. Como as novas tecnologias vêm auxiliando na expansão das fronteiras, jovens profissionais precisam estar à frente deste processo e, dessa forma, é importante que eles estejam preparados para assumir esses desafios e reconhecer o impacto que as novas tendências causam em escala global. Esse será um dos temas que serão tratados no primeiro dia do evento.

    Intitulado “The Next Wave 2015” (A Nova Onda 2015), o painel irá mostrar o que muitos líderes empresariais estão fazendo para atrair esses novos profissionais enquanto reconhecem o crescimento da interconectividade da indústria.



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