Biocombustíveis

O mercado brasileiro de lubrificantes cresceu em 2017

Petroleo e Energia
23 de junho de 2018
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    Petróleo & Energia,

    Após dramática redução na demanda entre 2013 e 2016, o mercado reagiu e voltou a crescer no ano passado. Apesar da ótima notícia, tanto o mercado local como o global de lubrificantes seguem com grandes transformações em andamento, e os players do mercado nacional devem estar atentos aos novos desafios, riscos e incertezas, além das oportunidades que são esperadas em um cenário de transição ainda mais complexa os próximos anos.

    Depois de atingir um pico histórico de 1,37 milhões de toneladas em 2013, a demanda brasileira de lubrificantes caiu mais de 20%, para um total de 1,08 milhão de toneladas em 2016, sendo mais duramente “nocauteada” nos anos de 2015 e 2016, quando sofreu o maior impacto da crise político-econômica que se instalou no país a partir do segundo semestre de 2014.

    Petróleo & Energia,

    No ano passado, a demanda voltou a crescer (+6.2% comparado com 2016), chegando perto de 1,15 milhões de toneladas, o que é, sem dúvida, uma excelente notícia para todos os players do mercado de lubrificantes.

    Apesar dessa importante e muito aguardada retomada do crescimento do mercado em 2017, nem de longe é hora dos players “baixarem a guarda”, como fez certa vez o lendário lutador brasileiro de MMA Anderson Silva em uma de suas últimas lutas no octógono do UFC, pois o mercado de lubrificantes continua passando por enormes transformações, e sendo fortemente impactado por velhos e por novos fundamentos, tanto do mercado global, bem como do próprio mercado brasileiro.

    Consolidação do mercado – Em termos de market share do mercado brasileiro de lubrificantes no ano de 2017 (Figura 1) temos que os players associados à Plural (ex Sindicom) fecharam o ano com 82% do mercado total, os players associados ao Simepetro com 13%, e demais players independentes com 5%.

    Petróleo & Energia,

    Essa divisão de mercado não é muito diferente da que foi observada em 2013, mas de lá para cá, o mercado brasileiro de lubrificantes vem sofrendo um processo de consolidação e de redução do número de empresas produtoras de lubrificantes. Segundo a ANP, em 2013 tínhamos um total de 134 produtores de lubrificantes, e em 2017 esse número caiu para 100 produtores, dos quais 30 deles fabricam seus produtos em instalações de terceiros (via toll manufacturing agreements).

    Aliás, a consolidação do mercado está entre os principais mega trends do mercado de lubrificantes, e neste ponto vale também lembrar que em 2018 temos uma nova empresa que já nasceu líder no mercado, a Iconic (joint venture aprovada pelo CADE entre Ipiranga e Chevron em fevereiro de 2017), que com cerca de 24% de market share (com base nas vendas somadas da duas empresas em 2017, sendo 15% dos lubrificantes Ipiranga e 9% da linha Texaco, da Chevron) superou a Petrobras/BR (22,5%) hoje em segundo lugar em vendas de lubricantes no mercado brasileiro.

    Petróleo & Energia,

    Apesar do processo de consolidação do mercado brasileiro de lubrificantes, o aumento da competitição é outro mega trend do setor, não somente nos lubrificantes acabados, como também no mercado de matérias-primas (em especial nos óleos básicos e aditivos) para a produção de lubrificantes e entre os principais canais de vendas (end users, distribuição, revenda).

    O mercado brasileiro de lubrificantes é o sexto maior mercado mundial (Figura 2, dados de 2016, não incluídos óleos de processo e lubrificantes marítimos) e com perspectivas de crescimento de longo prazo muito acima da média global (CAGR 2016/21 <1% aa, dados da Kline & Co. de setembro de 2017), em especial quando comparado com os mercados dos EUA e da Europa, já maduros e com tendência de queda nos próximos anos.

    Isso faz com que desde há muito tempo haja um grande interesse dos principais players globais no Brasil, em busca de novas oportunidades para aumentar suas vendas no mercado global de lubrificantes.<!–nextpage–>Entre os outros mega trends que estarão impactando o mercado de lubrificantes nos próximos anos, temos velhos e novos fundamentos como: demanda global flat ou com baixo crescimento no longo prazo; aumento da qualidade dos lubrificantes acabados; aumento das capacidades de produção e oversupply de óleos básicos de alta qualidade (principalmente óleos GII e GIII); aumento da pressão de temas da qualidade, meio ambiente e novas regulamentações no mercado de lubrificantes; alta volatilidade dos preços de petróleo e feedstocks no mercado internacional; impactos da IMO/Marpol 2020; aumento da demanda por carros elétricos, etc.



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