Petróleo e Energia

Notícias – Unidade ampliada para atender pré-sal

Marcelo Fairbanks
26 de junho de 2012
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    A GE OIL&GAS, divisão de petróleo e gás da GE Energy, concluiu em junho a ampliação da unidade de produção e serviços em Macaé-RJ com o objetivo de acompanhar o de­senvolvimento de negócios no setor de petróleo no Brasil. Para triplicar sua área construída na unidade, che­gando a 91 mil m², a divisão investiu US$ 32 milhões, valor que recebeu o reforço de US$ 18 milhões em equipamentos adicionais.

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    Martins: conteúdo nacional já é elevado e pode aumentar

    Fundada em 2001 pela VetcoGray, comprada pela GE em 2007, aunidade de Macaé é especializada em serviços de instalação, inspeção, manutenção e operação de equipa­mentos de perfuração e operação submarina (subsea). Lá também são fabricados os tubulares com aco­plamentos especiais, destinados a revestir os poços de petróleo e gás natural. Com o recente investimento, a capacidade de produção desses tubulares foi duplicada, de 4 mil para 8 mil unidades anuais. “Esse investimento faz parte da nossa estratégia de crescimento na região, que se tornou muito importante depois da descoberta do pré-sal”, explicou João Geraldo Ferreira, presidente da GE Oil&Gas para a América Latina. Ele explicou que essa divisão de negócios pertence à GE Energy, ao lado de outras duas áreas, a Power&Water e a Energy Management.

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    Capacidade produtiva de tubulares foi duplicada

    A ampliação permitiu instalar qua­tro bunkers para testes de alta pressão em equipamentos, usando nitrogênio a 5 mil psi. Foi também construído um poço de medição para testes hidros­táticos que detectam va­zamentos, operando com nitrogênio a 22 mil psi. Tornos modernos de con­trole numérico garantem a alta precisão dos serviços. A unidade passou a contar com uma sala limpa, para executar montagens de altíssima precisão. “Antes disso, a manutenção dos controles submarinos multiplexados era feita em Jandira-SP, exigindo o transporte dos equipamentos”, explicou Fernando Martins, líder de sistemas subsea para a América Latina.

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    Ferreira: região apresenta alto potencial de crescimento

    Ele explicou que a unidade ampliada poderá realizar mil ope­rações de manutenção por ano em ferramentas para cabeça de poço e árvores de natal molhadas. Macaé opera com apenas 30% de sua capacidade ocupada, mas esse índice deverá subir, porque a com­panhia assinou um contrato com a Petrobras no ano passado para realizar manutenção em ferramen­tas subsea.

    A GE Oil&Gas possui um dos mais completos portfólios para atender o mercado de explora­ção submarina. Em Jandira-SP (também oriunda da VetcoGray), produz cabeças de poço com índi­ce de conteúdo local entre 80% e 90%. “Os 20% restantes são peças especiais, como selos metálicos, feitos em Houston (TX-EUA), ou itens feitos de ligas nobres, trazidos como semiacabados e usinados no país”, informou Martins.

    A companhia também pro­duz tubos flexíveis para risers, em Niterói-RJ, unidade que pertenceu à Wellstream, comprada em 2011 pela GE, que deve receber US$ 200 milhões em investimentos nos próximos anos. Na área de controle de fluxo, incluin­do os famosos Blowout Preventers (BOP), pode oferecer os produtos da subsidiária Hydril. A companhia também faz serviços de perfuração e produção sob contrato, tendo como cliente, por exemplo, a OGX.

    Ferreira informou que a sua di­visão precisa manter um ritmo forte de investimentos para acompanhar os clientes, especialmente nas regiões atualmente em desenvolvimento. Na América Latina, por exemplo, devem ser alocados US$ 400 milhões (US$ 50 milhões em Macaé, US$ 50 milhões em Jandira e US$ 200 milhões em Niterói, anunciados por enquanto). A Austrália ficará com outros US$ 100 milhões, enquanto a África deve ter US$ 90 milhões, especialmente na região de Angola.

     

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