Laboratórios e Pesquisas

Notícias: Congresso de geofísica atrai mais participantes

Bia Teixeira
17 de outubro de 2013
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    Petróleo & Energia, Mais de mil pessoas visitaram a exposição paralela

    Mais de mil pessoas visitaram a exposição paralela

    Eles são em número pequeno, mas grandes em volume de negócios e de informações estratégicas para a indústria de óleo e gás. Por isso mesmo, ninguém deixa de participar do Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Geofísica (SBGf), que acontece a cada dois anos. O evento, considerado o maior do gênero da América Latina e um dos maiores do mundo, teve o patrocínio master da Petrobras e o apoio do governo federal.

    Os números do 13ª edição do CISBGf e Expogef, realizados entre os dias 26 e 28 de agosto, no Rio de Janeiro, no Centro de Convenções SulAmérica, registraram 1.713 delegados inscritos e 417 trabalhos técnicos apresentados. Sem mencionar o público visitante, qualificado, formado por profissionais de diversas empresas do setor de óleo e gás, e incluindo executivos de operadoras como a Petrobras.

    A feira realizada em paralelo reuniu praticamente todo o setor. Pequenas empresas brasileiras, grandes grupos nacionais e internacionais, 54 expositoras e quatro associações profissionais receberam cerca de mil visitantes em seus estandes. Não estão contabilizados nesse número os 650 alunos de ensino médio que visitaram a exposição “O que é Geofísica?”, organizada pela SBGf para atrair o interesse de jovens.

    A SBGf comemorou o resultado, superior aos das edições anteriores, assim como as ações realizadas antes do congresso, com foco na qualificação profissional. Foram quatro workshops, com a participação de 161 profissionais, e doze cursos, com 396 ouvintes.

    Petróleo & Energia, Aquino mantém o compromisso de apoiar a formação de geofísicos

    Aquino mantém o compromisso de apoiar a formação de geofísicos

    Números animadores para Francisco Aquino, que assumiu o comando da sociedade, diretoria e conselho, na 35ª Assembleia Geral Ordinária da SBGf, realizada no último dia do CISBGf. Geólogo especializado em geofísica pela Universidade Petrobras, Aquino já foi gerente de gestão de dados e informações de E&P da área de tecnologia da informação da estatal e hoje está vinculado diretamente à gerência de exploração da área de E&P.

    “Um dos nossos principais compromissos é dar continuidade ao apoio para as semanas de geofísica nas universidades, criando sessões e comitês estudantis da SBGf nestes espaços para incentivar a participação das novas gerações de geofísicos e buscar a regulamentação da profissão”, destacou o novo dirigente.

    A qualificação é um dos pontos cruciais para Aquino, que foi um dos palestrantes do workshop de gerenciamento de dados geofísicos no Brasil e suas tendências de futuro, realizado antes do congresso. Ele falou sobre a necessidade de capacitação em gestão de dados

    Novos negócios – As expectativas não poderiam ser melhores para este setor, que trabalha em silêncio, nos bastidores da indústria petrolífera, desde a etapa de exploração à produção de petróleo e gás natural, uma vez que estão envolvidos também no monitoramento e acompanhamento da explotação de reservatórios de hidrocarbonetos.

    O clima positivo se deve à expectativa de contratações, pesquisas e desenvolvimento de novos negócios relacionados aos 142 blocos arrematados na 11ª rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em maio.

    Isso porque há diferentes níveis de informação e pouco conhecimento de grande parte dos blocos espalhados por 11 bacias sedimentares: Barreirinhas, Ceará, Espírito Santo, Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Parnaíba, Pernambuco-Paraíba, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Tucano Sul.

    Petróleo & Energia, Almeida: empresa pronta para fazer estudos sísmicos nas áreas licitadas

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    Com uma área total de 100,3 mil km2, estes blocos representam um enorme potencial de trabalho para os próximos cinco anos, por causa dos programas exploratórios mínimos (PEM) exigidos para estes blocos, que somaram nada menos que R$ 6,9 bilhões. Um volume bastante atraente para mobilizar as empresas do setor.

    Marcos de Almeida, CEO da Geoquasar Geophysical Services, copatrocinadora do evento, foi além de apresentar seu portfólio de serviços, que inclui aquisição sísmica terrestre 3D com foco no setor de mineração, e também comunicou a expansão de sua infraestrutura: a nova sede na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, e a base de operações em Catu, no interior da Bahia, inaugurada recentemente.

    E aproveitou o encontro com potenciais parceiros e clientes para contar o que fez logo após o leilão. “Uma equipe da Geoquasar visitou todas as áreas licitadas para aferir a infraestrutura existente, condições de trabalho, tipo de estudos que vão demandar etc. Nós nos antecipamos ao mercado, obtendo todos os subsídios necessários para apresentar uma proposta competitiva aos clientes”, frisou o executivo.

    Com este conhecimento de campo, a Geoquasar já sabe quais os principais desafios que irá encontrar em cada projeto e que tipo de equipamentos terá de alocar. “Vamos avaliar também a necessidade ou não de incorporar novos equipamentos para oferecer tecnologia de ponta aos clientes que vão prospectar novas áreas”, agregou Almeida.



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