Indústria Naval

NAVALSHORE – Exploração de óleo e gás dá novo impulso à indústria naval

Rose de Moraes
25 de junho de 2012
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    UMA ONDA de grandes oportunidades se apresenta para a indústria naval no país. Quarto maior mercado mundial em encomendas para o setor, geradas principalmente pela Petrobras e por sua subsidiária em logística, a Transpetro, o Brasil só perde para os países que mantiveram ao longo de décadas a tradição no desenvolvimento dessas atividades, como China, Coreia e Japão, mas implementa esforços para imprimir uma nova realidade ao setor. Isso inclui exigências de construção local de equipamentos com conteúdo nacional compro­vado, intencionando formar uma base industrial mais sólida nos próximos anos.

    “O potencial para a realização de negócios no Brasil é grande e as perspectivas são muito promis­soras”, afirmou Michael Fine, ge­rente da NavalShore – Marintec South America 2012. Anona edição da feira e conferência da indústria naval e offshore aconte­ce de 1º a 3 de agosto, no Centro de Exposições SulAmérica, no Rio de Janeiro, sob a organização e promoção da UBM Brazil, e promete muitas novidades.

    A primeira está na gran­de adesão de expositores con­siderados líderes mundiais no setor e que já participam de eventos congêneres promovidos pela UBM ao redor do mundo, como a Marintec China e a Sea Japan. Realizada bienalmente em Xangai, na China, em anos ímpa­res – a próxima será em 2013 –, a Marintec China é considerada a segunda maior feira mundial dedicada aos setores naval e marítimo, enquanto a também afamada Sea Japan, no Japão, com realização anual, capitaliza investimentos para a expansão naval no outro lado do mundo.

    Neste ano, também os es­forços de internacionalização do evento renderam melhores resultados: cinco pavilhões es­tarão dedicados às comunidades empresariais da Noruega, Japão, Alemanha, Argentina e Holanda.

    No pavilhão da Noruega, entre as presenças confirmadas, estão a Tamrotor Marine Compressors AS, Sperre Industri AS, Innovation Norway, STX OSV Electro AS, Eltorque AS, Clayton Scandinavia e Sperre AS.

    No pavilhão dedicado à Alemanha, a RWO GmbH – Marine Water Technology, DWT Handelsgesellschaft für Druck-Werkzeug-Technik mbH, Fritz Barthel Armaturen GmbH & Co., Germanischer Lloyd, Wtsh, Minimax GmbH & Co. KG, G. THEODOR FREESE GmbH & Co. KG e AHKRio. No pavilhão reservado ao Japão, a Mitsubishi Heavy Industries, Kawasaki Heavy Industries, Yanmar Co., Tanabe Pneumatic Machinery Co., Nakashima Propeller Co., Fuji Trading Co., Daihatsu Diesel Mfg. Co., Japan Ship Machinery and Equipment Association e Sasakura Engineering Co.

    A Federación dela Industria NavalArgentina, Astilleros Paraná Port S.A., Unidelta S.A., El Ateneo S.A., Cámara Santafesina dela Industria Naval, Astillero Naval Federico Contessi y Cia. SA,La Pasteca- Soluciones Navales SR, Tecnopesca Argentina SRL, Astillero Río Santiago e Tandanor Saci Y N serão os destaques no pavilhão da Argentina.

    Um mês antes da realização da NavalShore 2012, os organizadores já registravam a presença de 350 exposito­res nacionais e internacionais, 50 deles estreantes na feira, somados a 17 delegações estrangeiras e a profissionais procedentes de mais de 40 países que, ao longo dos três dias de evento, levam a estimar a presença de mais de 15 mil visitantes.

    Pavilhão para estaleiros – Uma das mais importantes inicia­tivas tomadas na nona edição é a criação de um pavilhão especialmente dedicado aos estaleiros brasileiros, com o apoio da Abenav e do Sinaval. Os estaleiros EISA Alagoas S/A, EISA S/A, Mauá, Top Boats, TCE e Sea Port já confirmaram presença.

    “O nosso principal público-alvo são os estaleiros e sua participação é fundamental e enriquecedora sob todos os aspectos, estimulando os negócios e a troca de experiências, contribuindo, assim, para melhorar a efici­ência e a produtividade da construção naval em franco desenvolvimento no país”, considerou Fine.

    Outras grandes novidades desta edição estão no lançamento da Conferência WorkBoat South America, a ser realizada no dia 3 de agosto, das 14 h às 17h30, na sala 4, segundo pavimento (veja programa), e a realização de workshops técnicos (veja também programa) abrangen­do temas de grande interesse do setor, como análise de riscos e técnicas de soldagem.

    “Há quinze anos, o setor naval brasileiro empregava menos que 2 mil trabalhadores, e hoje já emprega 60 mil, mas irá precisar de 90 mil a 100 mil profissionais capacitados para atuar em várias áreas, como soldagem, para atender às demandas futuras”, comentou Fine.

    Neste ano, serão mais de 11 mil m² de área de ex­posição reunindo as últimas novidades em produtos e serviços para construção e reparo naval, equipamentos e suprimentos para estaleiros, além de soluções para o setor de petróleo e gás.

    Os visitantes da Navalshore 2012, em sua maior parte executivos das companhias marítimas e estaleiros, de acordo com a lista de renomados expositores, deverão encontrar na feira o que há de mais moderno nas áreas de design de navios, arquitetura e engenharia naval, fornecimento de navipeças e serviços, navegação, rádio e telecomunicações, estaleiros de construção e de reparo, tecnologias da informação, empresas de seguros e ban­cos, gerenciamento logístico, fornecimento offshore, armadores e empresas de navegação e inspeção, além de poder ampliar contatos com associações representativas e órgãos do governo.


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