Indústria Naval

Navalshore 2013: Fornecedores aproveitam a maré

Bia Teixeira
24 de outubro de 2013
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    Ele observa que o principal desafio atual é a formação da mão de obra qualificada, justamente para extrair tudo o que a tecnologia tem a oferecer para o setor naval. “A indústria tem o interesse e a responsabilidade de mitigar essa limitação no Brasil. A Aveva também. Tanto que, desde o início das nossas operações no país, temos iniciativas educacionais que oferecem treinamentos e seminários”, revela o vice-presidente, agregando que a empresa faz doações de licenças para um grande número de instituições de ensino, do nível técnico até a pós-graduação.

    Petróleo & Energia, Pena: TI reduz problemas nas várias etapas da construção

    Pena: TI reduz problemas nas várias etapas da construção

    Afinado com o desafio maior que é o da competitividade, ele salienta que as soluções de TI podem minimizar alguns problemas do setor naval, principalmente inconformidades entre projeto e a obra em execução, prazos, comissionamento etc. “Um navio ou projeto offshore consiste em um longo e complexo fluxo de trabalho, reunindo vários participantes em torno da criação e organização de inúmeros dados e da aquisição e uso de uma vasta quantidade de materiais”, pontua.

    Segundo ele, para alcançar êxito, construtores navais e projetistas necessitam de ferramentas altamente produtivas para gerar dados do projeto e gerenciar sua evolução e uso ao longo de toda a construção naval. “A utilização da tecnologia permite identificar e ajustar interferências entre projetos, otimizar custos com materiais e homens-horas trabalhadas, e gerar informações precisas que levem a um alto nível de qualidade, difícil de alcançar sem a automação”, conclui Pena.

    Motores para o setor – O sucesso de sua estratégia de oferecer pacotes com conteúdo nacional foi o grande destaque da Cummins Marine, divisão de negócios marítimos da Cummins. A empresa, que se prepara para entregar sete unidades de geradores de emergência para sete sondas de perfuração que vão atuar no pré-sal, comemorou o feito na Navalshore. A primeira unidade será entregue em dezembro de 2013, para a General Electric (GE), que é a responsável pelos módulos de potência das sondas, em construção no Estaleiro Atlântico Sul, em Recife-PE.

    Petróleo & Energia, Farfan: geradores equipam sete sondas para o pré-sal

    Farfan: geradores equipam sete sondas para o pré-sal

    Montado no Brasil e composto por motor e gerador, o pacote diesel elétrico da Cummins permite a seus clientes/estaleiros atender aos requisitos da Agência Nacional do Petróleo (ANP) em conteúdo local. “Trata-se da solução integrada mais completa e moderna da Cummins para o mercado offshore e disponível para todos os tipos de embarcações”, diz Olmedo Farfan, líder regional da Cummins Marine para o México e a América do Sul.

    A solução nacionalizada da companhia também conta com o Painel C-Command, que trabalha de forma preventiva, auxiliando os operadores marítimos a controlar todos os parâmetros do motor, como gerenciar os custos operacionais, pois é capaz de monitorar todo o seu funcionamento, como rotação, consumo de combustível, período de parada para manutenção e temperatura de óleo e água. O C-Command permite o monitoramento via satélite.

    Além do pacote diesel elétrico, a empresa também divulgou o portfólio de produtos, que inclui motores de propulsão, motores auxiliares, geradores de emergência e geradores de bordo. A empresa explicou que a entrega do conteúdo local será feita de forma escalonada.



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