Indústria Naval

Navalshore 2013: Fornecedores aproveitam a maré

Bia Teixeira
24 de outubro de 2013
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    Um passo decisivo para quem vê o mercado brasileiro como uma prioridade. “O Brasil tem uma importância cada vez maior nos nossos negócios, uma vez que o volume de faturamento do grupo Ghenova no país vem aumentando ano após ano. Faturamos R$ 1 milhão em 2011, R$ 7,4 milhões em 2012 e para 2013 projetamos algo em torno de R$ 14 milhões”, contabiliza Rui Miguel de Sousa Vieira. Estes recursos vão advir dos contratos firmados com quatro estaleiros e três armadores, entre os mais importantes do mercado nacional.

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    “É um mercado que se adapta bem às nossas linhas de atuação: naval, offshore, civil (inclui portos, diques e cais), industrial, aeronáutica, agroindustrial e energia”, pontua Vieira. Segundo ele, a Ghenova não tem sócios, mas sim vários acordos de colaboração pontuais com diversas empresas locais, nas diferentes linhas de negócio. “Estamos totalmente abertos a analisar parcerias que aportem valor”, conclui o diretor da Ghenova, que também conta com escritórios em diversos lugares do mundo, como Alemanha, Espanha, Países Baixos, Equador, Chile e Noruega.

    Base tecnológica – A Sisgraph aposta nas soluções tecnológicas de seu portfólio, para ajudar a indústria naval a ganhar competitividade. Empresa de TI especializada no desenvolvimento de softwares, como o SmartMarine 3D, solução voltada para projetos de plataformas de petróleo, a Sisgraph, do grupo Hexagon, levou para a feira soluções para todo o ciclo de vida do empreendimento, desde a engenharia básica até a manutenção dos ativos.

    “O SmartMarine Enterprise vem sendo amplamente utilizado por grandes estaleiros e epecistas brasileiros e internacionais. Para nós, a integração e o reaproveitamento das informações, não só entre as fases do empreendimento, mas também entre as equipes e empresas envolvidas, são um grande desafio para a garantia da qualidade e o aumento da produtividade. É isso que o SmartMarine Enterprise garante”, destaca Fábio Yada, gerente de contas da divisão process, power & marine da Sisgraph.

    A expectativa da empresa em relação ao setor naval e offshore brasileiro é muito boa, por conta do avanço dos projetos existentes e dos novos empreendimentos. “O plano de negócios da Petrobras prevê grandes investimentos na área de E&P, não apenas em novas plataformas, mas também em outros tipos de embarcações. A conclusão e a operação de novos estaleiros também são fatores importantes”, afirmou Yada.

    Ele observa que as empresas estrangeiras também estão aumentando os investimentos em E&P no Brasil. “Como líderes no segmento naval e offshore brasileiro em fornecimento de softwares para engenharia, suprimentos e construção, esse movimento de mercado tem um peso importante nos nossos negócios”, complementa.

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    Esta também é a expectativa de outro gigante da área de TI: a Aveva, que participa da Navalshore há quatro anos, acompanhando o ‘renascimento’ do mercado naval brasileiro. “A companhia foi uma das pioneiras em fornecer tecnologia 3D no país e vê com muito otimismo a retomada da indústria naval, principalmente influenciada pelo pré-sal”, afirma Santiago Pena, vice-presidente sênior da Aveva para a América Latina.

    Segundo ele, a cadeia de óleo e gás sempre foi e será o principal segmento de mercado da empresa. “A Aveva se consolidou no setor do refino anos atrás, fortalecendo sua presença no país”, lembra o executivo, afirmando que “os investimentos na área offshore não se traduzem apenas em termos financeiros, mas na experiência que temos nessa área e o que está sendo capitalizado pelo mercado”.

    O vice-presidente pontua que a resistência dessa indústria ao uso de TI em todas as etapas, do projeto à construção e entrega do ativo, vem sendo vencida nos últimos anos. “Hoje podemos dizer que boa parte das empresas já aplica as melhores práticas de mercado e automação de projetos”, afirma.

    Essa transformação se deveu também a um fenômeno único do mercado brasileiro, durante o qual as empresas voltadas tradicionalmente para engenharia civil passaram a atuar também como epecistas e construtores navais. “Com isso, elas levaram sua excelência e boas práticas já bem desenvolvidas para esses projetos. O setor e os empreendimentos só têm a ganhar com esse processo, que deve ser aprofundado diante dos desafios do offshore apresentados pelo pré-sal”, avalia Santiago Pena.



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