Indústria Naval

Navalshore 2013: Fornecedores aproveitam a maré

Bia Teixeira
24 de outubro de 2013
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    Também integram o portfólio do grupo as unidades Mariner Omnipure, para tratamento eletrolítico de águas servidas, e os separadores de água e óleo de porão (bilge) Boss. “Dessa forma, asseguramos aos armadores um atendimento eficiente e, aos estaleiros, equipamentos com maior performance e menor custo de propriedade”, explica Brasileiro.

    Com isso, a empresa quer ampliar sua liderança. “Somos líderes de mercado no tratamento de água e efluentes no setor offshore. Nossa expectativa é estender essa liderança também para o setor naval nos próximos anos”, conclui Brasileiro.

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    Engenharia da competitividade – Foi com foco nesta questão que uma das mais tradicionais empresas de engenharia do setor, o grupo Forship, participou da décima edição da Navalshore. Criada há 15 anos pelo engenheiro naval Fábio Fares, que começou a carreira em estaleiros (Arsenal de Marinha e Mauá), a Forship Engenharia já tem um sólido portfólio de projetos realizados no setor offshore.

    Tendo consolidada a cultura da engenharia do comissionamento, requisito da Petrobras desde que começou a fazer a conversão de petroleiros em plataformas de produção ou armazenamento (os famosos FPSOs e FSOs), a Forship hoje atua em vários segmentos de mercado, do naval e offshore ao de energia, passando pelo de mineração e de suporte regulatório. “A engenharia de comissionamento pode ser aplicada a qualquer planta industrial complexa, de plataforma a refinarias, de usinas a minas”, frisa o CEO da Forship.

    Mas é primordial no setor naval em expansão, que busca ganhar competitividade ao mesmo tempo em que se renova e amplia suas atividades. “A competitividade é o mote desta Navalshore, é o grande desafio desta segunda onda da indústria naval brasileira, uma vez que a retomada já está consolidada”, observou.

    Essa busca pela competitividade abre inúmeras oportunidades para a Forship, criada um pouco antes do processo de retomada da indústria naval. “Temos expertise reconhecida em comissionamento, operação e manutenção e um amplo portfólio de produtos e serviços que dão suporte a todo o ciclo de vida de um ativo nas etapas da construção, do projeto básico à operação e manutenção de um ativo. Ou seja, temos domínio de todos os processos que podem assegurar maior competitividade em projetos navais e offshore.”

    A espanhola Ghenova, outra empresa de engenharia com forte atuação no setor naval e offshore, também quer oferecer seu aporte para a indústria naval brasileira dar o grande salto para se tornar competitiva no mercado mundial.

    Na sua terceira participação com estande, a empresa procurou dar maior visibilidade aos seus principais diferenciais. “Destacamos a nossa capacidade de gerenciar e coordenar projetos executados pelos nossos engenheiros e o uso das mais sofisticadas ferramentas de cálculo e de modelagem 3D, que permitem replicar um navio ou plataforma num ambiente virtual”, observou o diretor da Ghenova Brasil, Rui Miguel de Sousa Vieira.

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    “Estamos percebendo, com base em dados tangíveis já no mercado brasileiro, que o uso de modelos 3D completos de navios nos permite gerar os planos de construção com o nível de detalhamento adaptado às necessidades de cada estaleiro”, salienta o executivo. Com isso, a construção das embarcações é feita de uma forma mais eficaz, ajudando o estaleiro a economizar grandes quantidades de HH (homem-hora) e a entregar dentro do prazo contratado.

    “Nossa atuação está respaldada em 19 anos de experiência em projetos usando modelos 3D”, complementa o diretor técnico-comercial, o engenheiro naval Gregorio Galán Garcia, frisando que a empresa tem sólida expertise para oferecer seus serviços nas fases de desenho conceitual, básico e de detalhamento.

    “Em relação aos projetos básicos, sendo a Ghenova independente em relação à cadeia de fornecedores de equipamentos, pode oferecer um projeto básico embasado nas necessidades de cada cliente, no qual o armador escolhe os equipamentos principais que pretende usar”, explica Vieira. Deste modo, o contratante aumenta o conteúdo nacional das suas embarcações, como é o caso dos PSVs, AHTS e OSRVs.

    No estande, a empresa também apresentou alguns de seus projetos básicos para PSVs, AHTS, OSRVs, que cumprem “os estritos requerimentos técnicos da Petrobras”, e aproveitou para divulgar a obtenção do Certificado de Registro de Classificação Cadastral (CRCC) da petroleira para serviços de engenharia naval. “Apresentamos igualmente um trabalho sobre como os estaleiros podem pensar e estruturar a subcontratação de serviços de engenharia naval”, complementa o executivo.



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