Indústria Naval

Navalshore 2013: Fornecedores aproveitam a maré

Bia Teixeira
24 de outubro de 2013
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    A diversidade de empresas presentes na décima edição do maior evento naval da América do Sul reflete o mar de oportunidades oferecido pelo setor. Tanto na área de tecnologia como na de produtos, da tinta ao sistema de automação, tudo é importante para a indústria naval brasileira nessa nova etapa, que vai demandar investimentos massivos em processo, incorporação de novas tecnologias, implantação de sistema de gestão etc.

    Petróleo & Energia, Neves: inovação permite secagem rápida e detecção de falhas com UV

    Neves: inovação permite secagem rápida e detecção de falhas com UV

    Razão pela qual a norte-americana Sherwin-Williams decidiu apostar suas cartas no mercado, participando pela primeira vez da Navalshore. “O setor naval é de extrema importância para a Sherwin-Williams, principalmente pelo grande número de estaleiros que estão sendo construídos no Brasil”, destacou Cláudio Neves, gerente de Desenvolvimento de Mercado Marine & Offshore da Sherwin-Williams Sumaré, a divisão brasileira dessa área.

    Essa importância foi confirmada com a compra da portuguesa Euronavy, para consolidar a sua posição no mercado de revestimentos e proteção marítima para aplicação em navios, plataformas offshore, tanques de armazenamento, aço, concreto e pavimentação. Sem falar na parceria tecnológica com a Nippon Paint para a fabricação de um shop primer (pintura realizada em chapas, tubos etc., que serão estocados ao ar livre antes da instalação e montagem em plataformas, navios etc.) e de antifoulings (anti-incrustante).

    Para marcar a estreia no evento, a empresa levou uma linha completa de soluções para proteção contra corrosão (epóxis, zincos, poliuretanos), além de produtos especiais para alta temperatura e antifoulings.

    O principal destaque foi o Firetex, um revestimento epóxi intumescente para proteção passiva contra fogo à base de hidrocarbonetos. Indicada para os mercados offshore e onshore, como refinarias, plataformas e instalações químicas, pode ser usada em cenários de pool fire e jet fire. Em contato com o fogo, o revestimento começa a se expandir para que o aço seja protegido por um período mais amplo, sem entrar em colapso, dando mais tempo às pessoas para deixar o local em caso de incêndio.

    Para as novas construções, a principal solução continua sendo a tecnologia Duraplate 301 (ES 301), produto 100% composto por sólidos para aplicações em superfícies hidrojateadas, inclusive em baixas temperaturas, com a versão inverno (W), que cura em temperaturas abaixo de 0ºC negativo. “O superior desempenho do produto é comprovado pelo nosso longo histórico de fornecimento no mercado offshore e naval”, diz o gerente.

    A empresa também trouxe para a Navalshore o Fast Clad ER Epóxi, um produto multifuncional que pode ser usado após o hidrojateamento, alcançando grandes espessuras, possibilitando sua aplicação como revestimento único. Como a secagem é ultrarrápida, uma pessoa pode caminhar sobre o local pintado depois de três horas. E, por dispor de pigmento AOP (opticamente ativo), permite inspeção de falhas mediante uma simples exposição à luz ultravioleta.

    Além de produtos que devem ter boa aceitação no mercado naval, a Sherwin-Williams montou um time especializado na área técnica e de segmento do mercado naval & offshore para dar apoio ao setor comercial e aos 59 centros de distribuição espalhados em pontos estratégicos pelo Brasil.

    Tinta anticorrosão – Presente na Navalshore desde a primeira edição, a AkzoNobel, maior empresa do mundo em tintas e revestimentos, dona da marca International Paint, e uma das principais fabricantes mundiais de especialidades químicas, buscou destacar suas inovações em soluções mais sustentáveis.

    Petróleo & Energia, Machado: shop primer de zinco com base aquosa protege trabalhadores

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    “Buscamos inovações que incrementem o processo produtivo e reduzam seus custos operacionais com foco na proteção da mão de obra direta e do meio ambiente”, destacou Juarez Machado, gerente técnico e de vendas Brasil da AkzoNobel, afiançando que a empresa tem sido pioneira nesse sentido.

    Ele cita três inovações que consagram essa atuação. Uma delas é a Interplate Zero, shop primer de silicato de zinco à base de água, que não emite voláteis durante sua aplicação, protegendo o meio ambiente e não agredindo o trabalhador. “Este produto tem mais sólidos e, consequentemente, reduz significativamente as embalagens para descarte”, acrescenta.

    Outro destaque é a nova linha de anti-incrustantes, que promove um controle de desgaste mais eficiente, reduzindo os custos de operação das embarcações e proporcionando menor coeficiente de arraste.

    As soluções “eco premium” têm maior apelo. São ambientalmente amigáveis, com baixa ou nenhuma emissão de poluentes na atmosfera, como o Intersleek 1100SR, revestimento de controle de incrustações, isento de biocidas, ou seja, não libera substâncias químicas no meio ambiente marinho e proporciona redução na emissão de dióxido de carbono. “É uma nova geração de fluorpolímero, que assegura maior eficiência na resistência à aderência de cracas, proporcionando menor coeficiente de arraste sem emitir resíduos para o meio ambiente marinho”, detalha o gerente da Akzo. O produto também alcança uma economia de até 9% no consumo de combustível e dura até dez anos mais do que os produtos convencionais.



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