Indústria Naval

Navalshore 2013: Cadeia produtiva de carteira cheia precisa melhorar competitividade

Bia Teixeira
14 de outubro de 2013
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    Petróleo & Energia, Navalshore 2013 - Cadeia produtiva de carteira cheia precisa melhorar competitividade

    Números da Navalshore 2013

    17.314 visitantes
    350 expositores – 60 estreantes
    Mais de 40 nacionalidades presentes
    11 mil m² de área

    O nome do jogo agora é competitividade. Depois da tão propalada retomada, com a quarta carteira mundial de encomenda de navios, atrás apenas dos Estados Unidos, Noruega e Grécia, a indústria naval brasileira entra em uma nova fase. Com um cenário promissor, animado pelo enorme volume de encomendas do setor de óleo e gás, estaleiros e a cadeia de serviços e suprimentos precisam ganhar competitividade para disputar o mercado internacional e assegurar o desenvolvimento sustentável dessa indústria para a próxima década.

    Para isso, toda a cadeia produtiva precisa melhorar seus processos, aprimorar o planejamento e a gestão dos negócios, ganhar maior excelência e eficácia na execução, cumprir prazos e ter preços atraentes para competir com os gigantes internacionais do setor, principalmente os grandes estaleiros asiáticos.

    Petróleo & Energia, Na cerimônia de abertura, Machado recomendou ao setor avançar no caminho da sustentabilidade

    Na cerimônia de abertura, Machado recomendou ao setor avançar no caminho da sustentabilidade

    É o que ficou claro na 10ª Navalshore – Marintec South America – Feira e Conferência da Indústria Naval e Offshore 2013, realizada entre os dias 15 e 17 de agosto, no Centro de Exposições SulAmérica, no Rio de Janeiro (RJ). Com praticamente o mesmo número de expositores do ano anterior – em torno de 350, de quase 20 países –, a feira registrou novo recorde de visitantes, superior a 17.300 pessoas, 1.200 a mais que na nona edição. No total, contabilizando o staff da organização da feira e equipes dos expositores, mais de 20 mil pessoas passaram pelo local nos três dias do evento.

    Argentina, Uruguai, Japão, China, Espanha, Suécia, Coreia do Sul, EUA, Itália, Noruega, Polônia, Canadá e Holanda montaram estandes ou pavilhões, com representantes de organizações governamentais e empresas. Além destes 13 pavilhões, muitos estrangeiros circularam pela feira, com perspectivas de iniciar ou ampliar seus negócios. Para o diretor da UBM Brazil, Joris Van Wijk, esse interesse crescente da indústria naval internacional pelo mercado brasileiro confirma o bom momento do setor no país.

    Integração naval – Além das pretensões da indústria local, a Navalshore sinalizou que o boom do mercado, movido a óleo e gás, estimulou o apetite não somente de fornecedores estrangeiros de bens e serviços da cadeia produtiva, mas também de estaleiros da região.

    A Argentina e o Uruguai aportaram na Navalshore prospectando negócios que possam ser ancorados em seus estaleiros. A ideia é pegar carona no modelo de fábricas de plataformas ao longo da costa brasileira, delineado pela Petrobras, para fabricação em série dessas unidades em diferentes etapas – cascos, módulos, integração – e em distintos estaleiros ou canteiros de obras.

    Argentinos e uruguaios desejam estender essa linha de produção pela costa Atlântica até o sul do continente. Os estaleiros destes países podem se dedicar à construção de parte das mais de 500 embarcações de apoio previstas até o final da década, enquanto os brasileiros focam a sua atenção nas grandes unidades de produção offshore.

    Essa expectativa foi alimentada por um discreto, porém incisivo, tour realizado em meados deste ano por técnicos da Petrobras da área de engenharia responsável pelos empreendimentos de exploração e produção (E&P). Ou seja: vinculados diretamente a José Antonio Figueiredo, diretor de Engenharia, Tecnologia e Materiais da petroleira brasileira, e que tem como gerente corporativa a presidente do Centro de Excelência em EPC (CE-EPC), Renata Baruzzi.

    Figueiredo e Baruzzi têm visitado pessoalmente os projetos da Petrobras em andamento, incluindo os que estão em estaleiros e canteiros de obras navais. E ambos querem mais agilidade, eficiência, produtividade e pontualidade na entrega.

    Por isso mesmo, ‘olheiros’ da Petrobras foram aferir as condições dos estaleiros da região, para ver se eles podem agilizar o processo, assumindo obras menores, como as construções dos barcos de apoio e até sondas. Ou seja, a tão desgastada integração econômica do cone sul pode ganhar novo alento, desta vez na onda da indústria naval e offshore, movida a óleo e gás.


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