Economia

MUBADALA assina a compra da RLAM – Perspectivas 2021

Marcelo Fairbanks
4 de maio de 2021
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    A Petrobras assinou em 8 de fevereiro de 2021 o contrato de venda e compra da Refinaria Landulpho Alves de Mataripe (Rlam), em Candeias-BA, com o fundo saudita de investimentos Mubadala Capital pelo valor de US$ 1,65 bilhão. A conclusão do negócio ainda depende da aprovação do Conselho de Acionistas da companhia, bem como dos órgãos reguladores de mercados e concorrência.

    A venda da refinaria percorreu as etapas previstas na legislação, tendo sido determinada pelo Decreto 9.188/2017, dentro de um plano de desinvestimentos da Petrobrás na área de refino. No escopo desse plano, outras unidades de refino, em Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Amazonas, Paraná e Rio Grande do Sul, bem como áreas marginais de exploração de petróleo, ficaram disponíveis para alienação a terceiros. Até o momento, apenas a venda Rlam avançou até a fase final vinculante. O processo de venda da Refinaria de Araucária (Repar), no Paraná, foi interrompido, uma vez que nenhuma das propostas oferecidas atendia ao mínimo esperado pela companhia.

    A Rlam é a segunda maior refinaria de petróleo do Brasil em volume processado, com capacidade nominal de operação de 333 mil barris de óleo por dia, equivalente a 14% de todo o refino nacional. O conjunto a ser alienado inclui, além dos processos industriais, os ativos logísticos correspondentes, entre eles quatro terminais de armazenamento e 669 km de oleodutos.

    O plano de desinvestimentos da Petrobras também teve sucesso na venda da participação de 50% da estatal na BSBios, produtora de biodiesel, por R$ 322 milhões.

    Avanços na crise – A crise global desencadeada no setor de óleo e gás acelerou mudanças que já estavam em curso dentro da Petrobras. Para acompanhar a queda abrupta de cotações de petróleo entre abril e julho, a companhia decidiu concentrar seus recursos na exploração e produção na área do pré-sal. Com poços muito mais produtivos, o custo total de produção fica menor, melhorando os resultados da companhia.

    Em seu relatório referente ao quarto trimestre de 2020, a Petrobras informou ter obtido seu melhor desempenho operacional, superando consideráveis desafios derivados da pandemia, contração da demanda global por combustíveis e preços baixos.

    Foram obtidos recordes de produção anual, com 2,28 milhões de barris diários (MMbpb) de petróleo e LGN e de 2,84 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboed) de produção total. Anteriormente, marcas recordes haviam sido obtidas em 2015, de 2,23 MMbpd e 2,79 MMboed, respectivamente.

    Em 2020, a produção dos campos do pré-sal somou 1,86 MMboed, com participação de 66% na produção total, contra apenas 24% em 2015. Isso se traduz em menores custos operacionais e maior oferta de petróleo de alta qualidade.

    Ao mesmo tempo, a companhia assinou, no 4T20, contrato de venda da totalidade da participação em 27 campos de terra e águas rasas, localizados nas Bacias do Recôncavo e de Sergipe-Alagoas. Também finalizou a venda das participações nos Polos de Baúna (Bacia de Santos) e Tucano Sul (Bacia do Tucano), que produziram 14,2 Mboed em 2020.



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