Máquinas e Equipamentos

Máquinas – Projetos de óleo e gás se destacam – Perspectivas 2020

Antonio Carlos Santomauro
10 de janeiro de 2020
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    Química e Derivados - Máquinas - Projetos de óleo e gás se destacam - Perspectivas 2020

    Será certamente maior a demanda deste ano por equipamentos e máquinas para a indústria de nacional de óleo e gás, prevê Idarilho Gonçalves Nascimento Neto, presidente do Conselho de Óleo e Gás da Abimaq. Ele aponta que estimativas indicam, para o período compreendido entre 2021 e 2030, a necessidade de 28 novas plataformas de exploração do tipo FPSO para atender às necessidades de produção das reservas das áreas contratadas sob o modelo de partilha.

    Química e Derivados - Nascimento: Repetro não garante isonomia para fornecedor local

    Nascimento: Repetro não garante isonomia para fornecedor local

    Nascimento também visualiza muitas oportunidades no mercado onshore, reaquecido por rodadas de licitações da ANP, pela venda de ativos antes explorados pela Petrobras – capaz de atrair outros players – e pelo recente lançamento do Reate, programa que entre suas metas inclui a duplicação da atual produção onshore de gás natural, que deve passar dos atuais 25 milhões de metros cúbicos por dia para mais de 50 milhões. “A maior utilização de energia elétrica produzida a partir de térmicas a gás também pode impulsionar bastante o gás natural”, ele diz. “O Brasil tem enorme potencial para produzir, escoar e comercializar o gás natural associado aos campos do pré-sal”, acrescenta.

    Mas, por enquanto, diz Nascimento, é difícil mensurar qual pode ser o ritmo de expansão dos investimentos do setor: “O crescimento será gradual; mas, considerando a dimensão da queda registrada nos últimos anos, será significativo”, avalia.

    Também não é ainda possível definir qual fatia desses investimentos caberá aos fornecedores instalados no Brasil, pois ela depende de diversos fatores, entre eles a decisão sobre o Projeto de Lei do Conteúdo Local (em tramitação no Legislativo Federal), a regulamentação do Repetro, a reforma tributária e as iniciativas de abertura comercial, entre outras. “A não exigência de índices mínimos de conteúdo local, a falta de isonomia entre produtos similares no Repetro e a dificuldade de estender esse regime a todos os elos da cadeia de valor, bem como seu viés ainda importador, a dificuldade de fiscalizar as cláusulas contratuais que tornam obrigatória a consulta à indústria local, são fatores que prejudicam a competitividade dos produtores locais”, argumenta.

    Em alguns segmentos, especifica Nascimento, a indústria brasileira até está bem posicionada para concorrer com os fornecedores estrangeiros, por exemplo, na produção de equipamentos subsea. “Mas o enfraquecimento da engenharia nacional na crise dos últimos anos dificulta a execução de empreendimentos com máquinas e equipamentos com especificações passíveis de serem atendidas pelos produtores locais”, finaliza.



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