Máquinas e Equipamentos

Máquinas – Indústria evolui em ritmo irregular

Antonio Carlos Santomauro
1 de janeiro de 2020
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    Química e Derivados - Máquinas - Indústria evolui em ritmo irregular - Perspectivas 2020

    A produção física da indústria brasileira será algo entre 1,5% e 2% superior àquela registrada em 2019, projeta Rafael Cagnin, economista do IEDI (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), entidade que congrega os principais dirigentes de cinquenta dos principais conglomerados industriais nacionais (Braskem, Unigel, Natura, Romi, PIN Petroquímica, Videolar, são alguns deles).

    Deve expandir-se mais, ele projeta, a indústria de bens de consumo duráveis, beneficiada pela expansão do crédito para as famílias. Mas também podem incrementar seus negócios alguns segmentos produtores de bens de capital; inclusive fabricantes de máquinas e equipamentos utilizados por outros setores industriais: “É interessante notar que no bimestre composto pelos meses de outubro e novembro últimos, enquanto a produção nacional total de bens de capital caiu 0,2%, no geral, a produção desse setor destinada à indústria cresceu 5,9% (relativamente ao mesmo período de 2018) ”, ressalta Cagnin, recorrendo a dados fornecidos pelo IBGE.

    Mas ao menos por enquanto, ele ressalta, é difícil imaginar um movimento mais consistente de investimentos em ampliação da capacidade por parte da indústria brasileira. “O crescimento não só permanece em ritmo baixo, mas também é irregular, e é a regularidade que permite planejar investimentos. Esperamos que em 2020 essa irregularidade diminua ”, justifica o economista do IEDI.

    Essa irregularidade, lembra Cagnin, pode ser observada nos dados de novembro último, quando, segundo o IBGE, a indústria brasileira registrou queda de 1,2% em sua produção em relação a outubro, interrompendo uma sequência de três altas mensais consecutivas. “No total do ano, a queda ficou em 1,1%, segundo o IBGE ”, informa.

    Além disso, prossegue Cagnin, a taxa de ociosidade da indústria brasileira, embora venha caindo, ainda permanece elevada, estimando a FGV que em dezembro o índice de ocupação da capacidade industrial do país tenha atingido 75,1%.

    Ele vê, porém, sinais favoráveis a uma evolução mais acentuada dos investimentos da indústria brasileira, entre eles, fatores capazes de favorecer a exportação, como a redução das disputas comerciais entre China e Estados Unidos, e uma possível estabilização, ainda que em nível baixo, da economia argentina. “No cenário interno, eleva-se o crédito para as famílias, e está se reaquecendo a construção civil, que além de demandar produtos industrializados é uma grande empregadora ”, complementa Cagnin.



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