Mais verde, fábrica da BMW em SC anuncia mais 820 painéis solares

Com a ampliação, a área da empresa catarinense passa a ter 1.902 módulos em uma área de 9.940 m². O conceito de sustentabilidade abraçado pela BMW Group prevê aumento na fabricação de veículos, exclusivamente, por painéis solares. Com o anúncio de mais 820 painéis solares, o salto será de 300 para 650 unidades, em uma produção de 10 mil por ano

Ciente da importância em investir na sustentabilidade do meio ambiente, a fábrica da BMW Group, em Araquari (Santa Catarina), anunciou que está ampliando pela terceira vez a área coberta por painéis solares para  produção de veículos. Com mais 820 painéis solares, a área passa para 1.902 módulos, 20% a mais do que já existia sobre o telhado do prédio da Montagem e Carroceria. No total, são 9.940 metros quadrados de placas solares instaladas. 

Os números são reveladores, embora nenhum dos veículos produzidos nesta fábrica sejam eletrificados: a instalação de placas solares deve aumentar em 418 kWp a capacidade de geração de energia, totalizando 923 kWp, e mais de 1.000MWh ao ano. Isso também significa que a fabricação de veículos, exclusivamente, por placas fotovoltaicas dobrará de 300 para 650 unidades, numa produção de 10 mil veículos. 

Entre as metas globais da BMW Group está a redução em 80% da emissão de CO₂ na produção por veículo. E além de mais 820 paineis solares, a lista sustentável de Araquari inclui reduzir em 20% a emissão de CO₂ por veículo na cadeia produtiva e em 50% na fase de uso, também por veículo. A empresa catarinense ainda dá outros exemplos: a fauna e flora e os projetos de reduções de energia, água e resíduos são monitorados. Entre 2019 a 2021, houve redução de 22% no consumo de energia, 29% no consumo de água e 80% nos resíduos por unidade. 

Potência fotovoltaica – Segundo as perspectivas do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a capacidade instalada de energia solar no Brasil a partir das usinas de geração centralizada (GC) vai dobrar de tamanho até o final do ano de 2027. O salto será de 8,07 GW para mais de 16,4 GW, cujo aumento na matriz elétrica nacional é o maior entre todas as demais fontes, superando, por exemplo, o volume que deverá ser gerado pelas plantas hídricas, de biomassa e eólicas – que, nos próximos anos, deverão acrescentar 0,8 GW, 1,4 GW e 6,9 GW ao SIN (Sistema Interligado Nacional), respectivamente.

A tendência é que a fonte solar ocupe uma participação ainda maior, com possibilidade de chegar a bater 7,9% do total de capacidade instalada no país, cujo percentual atual é de 4,4%. Pelo levantamento está previsto o declínio da geração de energia oriunda de fontes poluentes no Brasil. No caso das usinas nucleares e movidas a carvão, estas devem permanecer como estão hoje, sem registrar qualquer incremento de potência junto ao SIN até dezembro de 2027. 

mais 820 painéis solares
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