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Lideranças femininas debatem os desafios das mulheres

Petroleo e Energia
25 de agosto de 2019
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    Química e Derivados, Debate sobre qualidade do ar é um dos destaques do Congresso de Atuação Responsável da Abiquim

    Química e Derivados - Senadora Kátia Abreu no evento “Liderança Feminina”

    Senadora Kátia Abreu no evento “Liderança Feminina”

    Lideranças femininas debatem os desafios das mulheres na política, indústria e academia 

    Profissionais contam como quebraram barreiras para alcançar cargos inéditos entre mulheres

    O evento “Liderança Feminina”, promovido pela Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim, no dia 12 de março, reuniu mulheres de destaque na política, indústria e academia para compartilhar experiências das suas trajetórias profissionais. Em comum, as palestrantes destacaram a necessidade de inovar, ter coragem e ousadia para aceitar novos desafios, e esforço e disciplina na busca pelo preparo acadêmico.

    Segundo a diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Abiquim, Marina Mattar, o evento teve o objetivo de celebrar o Dia Internacional da Mulher (8 de março), promover o intercâmbio entre a indústria e a academia e A troca de experiências entre mulheres líderes e potenciais lideranças. “As mulheres vêm alcançando posições de destaque na indústria e na academia, chegando a ocupar os principais cargos de liderança nas duas áreas, queremos promover um debate que estimule jovens profissionais e pesquisadoras, além de mostrar os caminhos percorridos para alcançar essas posições”.

    A senadora Kátia Abreu (PDT-TO), que abriu o evento, lembrou que alguns ambientes profissionais demandam uma postura mais rígida para se ter o respeito dos colegas. “Preconceitos existem e os demais pecuaristas duvidavam que eu conseguiria manter a Fazenda Aliança. Estava no último ano de psicologia quando meu marido faleceu e passei a estudar os temas ligados ao dia a dia da fazenda para assumi-la”.

    A incessante busca pelo conhecimento e inovação possibilitou à senadora ter uma atuação de destaque na área rural. “Fazia inseminação artificial no gado quando mais ninguém fazia. Era necessário fazer melhor e diferente dos demais”. Essas características colaboraram para que Kátia iniciasse sua trajetória política. “Fui convidada para ser a presidente do sindicato rural de Gurupi, em seguida ganhei a eleição da Federação da Agricultura do Tocantins (Faet)”. Posteriormente ela foi eleita deputada federal, senadora e a primeira mulher a presidir a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), e seu conhecimento sobre o tema lhe possibilitou ser a primeira mulher a assumir o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

    A diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Abiquim, Marina Mattar, foi responsável pela mediação do painel que uniu representantes da academia e indústria. “O objetivo foi mostrar os desafios superados por essas profissionais para ocuparem cargos de liderança e discutir como nós mulheres – que representamos mais de 50% da população brasileira e temos um nível médio educacional maior que os homens – podemos contribuir para a geração de empregos e retomada do crescimento econômico”.

    As convidadas abordaram temas como a maternidade e o retorno ao ambiente de trabalho e as políticas para a inserção de mulheres no mercado, incluindo a necessidade de serem criadas políticas públicas e privadas que promovam o aumento no número de creches e espaços de amamentação nas empresas.

    A presidente do Grupo Solvay na América Latina e da Unidade Global de Negócios Coatis da Solvay e membro do Conselho Diretor da Abiquim, Daniela Manique, explicou que um dos pontos importantes da liderança feminina é não adquirir as características de um “homem”. “A diversidade não é ter uma mulher com as características das lideranças masculinas. São as características da liderança feminina que geram a diversidade e um diferencial no ambiente corporativo”.

    Apesar de não terem planejado alcançar os cargos que ocupam, as líderes destacaram a necessidade de estarem prontas para aproveitar as oportunidades. A diretora Comercial e de Desenvolvimento de Mercado da Braskem, Isabel Figueiredo, lembrou que teve a oportunidade de trabalhar na área de Custos e Orçamentos, e por ser formada em Letras decidiu estudar Economia. “Nunca deixe passar uma oportunidade e se prepare para isso, é preciso ser ativa e buscar seus objetivos”.



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