Indústria Naval

Indústria naval – Rio Grande do Sul – Petrobras desafia a indústria gaúcha

Fernando Cibelli de Castro
7 de março de 2011
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    Para o diretor da CRP Companhia de Participações – uma das empresas pioneiras na gestão de fundos de investimento de Private Equity e Venture Capital no Brasil – Clovis Benoni Meurer, a empresa que se tornar fornecedora da Petrobras terá condições de competir no mercado internacional, pois “o nível de exigência tecnológica da empresa é muito grande, gerando produtos excelentes e qualificados para comercialização com qualquer grande empresa de energia em nível mundial”, disse.

    Petróleo & Energia, Sergio Gabrielli e Tarso Genro, Indústria naval - Rio Grande do Sul - Petrobras desafia a indústria gaúcha

    Genro (direita) responde a Gabrielli com incentivos

    Clovis Meurer considera que a indústria gaúcha é extremamente qualificada, conta com profissionais de reconhecida competência, portanto, em condições de examinar o mercado e tentar conquistá-lo. Meurer aponta as questões logísticas como dificuldades a serem enfrentadas pelos gaúchos. Questões como custo do frete e de logística, ressaltando que esse problema pode ser superado se as vendas se focarem no Polo Naval de Rio Grande. Ele acrescenta que a demanda por energia, envolvendo etanol e energia eólica, continuará crescente no país e no mundo.

    Entre as poucas empresas instaladas no Rio Grande do Sul que são fornecedoras da Petrobras está a Altus Sistemas de Informação. A indústria, que tem como seu presidente do Conselho de Administração e sócio fundador Ricardo Felizzola, levou cinco anos para começar a vender para a multinacional brasileira. Conforme Felizzola, a Petrobras é uma empresa muito grande, que obedece a uma legislação muito complexa por ser estatal, sujeita a vários tipos de controle e a regras específicas, bem como por atuar num segmento que exige produtos altamente certificados.

    Outro fornecedor gaúcho da Petrobras é o grupo Voges, de Caxias do Sul, empresa que atua em soluções customizadas em eficiência energética e peças de fundição de alto grau de segurança. De acordo com o diretor de novos negócios da Voges, Oscar de Azevedo, dos R$ 500 milhões que o grupo fatura anualmente uma parcela importante resulta dos negócios com a Petrobras. A empresa comercializa para a Petrobras há dois anos e os produtos principais são: motores elétricos, compressores e linhas novas à prova de explosão.

     

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