Trabalhadores preferem continuar em home office para driblar as altas dos combustíveis

Como voltar ao trabalho normal, fora de casa, com a alta dos combustíveis?

Home office e a alta dos combustíveis. Se a pandemia da Covid-19 levou muitas empresas a colocarem seus colaboradores em home office, acelerando uma tendência que já vinha tomando corpo no mundo corporativo, com as flexibilizações, muitos trabalhadores tiveram a opção de voltar para trabalhar onsite (na própria empresa), retomando uma rotina mais “normal”.

Porém, um outro fator inesperado acabou influenciando a decisão: a alta dos combustíveis. Não é novidade que no último ano o preço da gasolina e do álcool dispararam nos postos de gasolina, chegando à casa dos R$8,00/litro, e isso fez com que muitos funcionários postergassem a volta aos escritórios e continuassem no home office.

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), entre março de 2021 e março de 2022, o preço médio do litro da gasolina aumentou 29,8%, saindo de R$ 5,59 para R$ 7,26. E o preço vem aumentando no Brasil de maneira acentuada nos últimos anos. A alta se deve, em parte, pelo aumento do petróleo no mercado internacional. Segundo o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), o preço do barril tipo Brent estava cotado a US$ 65 em maio de 2021, chegando a custar US$ 115, um aumento de 76%, comparado ao mesmo período do ano anterior.

No próximos dias, o Senado deve pôr um projeto de lei que estabelece um percentual máximo para a cobrança do Imposto de Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos combustíveis, energia e outros insumos essenciais. A medida é apoiada pelo presidente Jair Bolsonaro e, caso o projeto vire lei, estados que cobram mais de 17% de ICMS terão que limitar esse percentual. Em contrapartida, o Comitê Nacional de Secretários Estaduais de Fazenda (Comsefaz), estima que o corte pode gerar uma perda de até R$ 83,5 bilhões a estados e municípios de todo o Brasil.

Home office e a alta dos combustíveis

Segundo uma pesquisa da OnePoll, em parceria com a Citrix Systems, 54% dos colaboradores preferem ficar trabalhando de casa para evitar os altos gastos com combustível. Nos Estados Unidos, o número chega a ser maior, com 57%.

“As empresas e os trabalhadores aprenderam nos últimos anos como tornar o home office eficaz e funcional, já que não havia outra solução e, no fim das contas, viu-se que não era um bicho de sete cabeças. Com essa mudança de cultura, começou-se a pesar na balança vários outros custos-benefícios, e com os preços exorbitantes da gasolina, a economia em trabalhar de casa é representativa”, aponta Daniela Velez, gerente de Recursos Humanos na Run2biz.

A empresa de tecnologia da informação (TI) desenvolve soluções para gestão de serviços e hiperautomação e, recentemente, obteve certificação GPTW (GreatPlaceToWork), com altíssimo nível de satisfação de seus colaboradores. “Cerca de 95% dos nossos colaboradores trabalham remotamente, o que já coloca a empresa dentro da nova realidade. Além de economizar o dinheiro do combustível, corta-se a necessidade de enfrentar o trânsito todo dia, o que torna o período mais produtivo e reduz o nível de estresse dos funcionários”, explica a gerente de Recursos Humanos.

www.petroleoenergia.com.br

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