Geração: Fontes distribuídas aumentam a confiabilidade do sistema, mas têm obstáculos a superar

A Wärtsilä fabrica grupos geradores e também faz toda a integração dos sistemas até a interligação com a rede local de distribuição. “Compramos componentes de outros fabricantes de equipamentos para isso, não faz sentido vender apenas os motores”, afirmou. A companhia se encarrega da engenharia dos sistemas, desenho, construção e interligação.

Segundo Alcaide, tecnicamente, é viável interligar geradores distribuídos ao sistema elétrico regional. “Economicamente, nem sempre”, salientou. “Na Espanha, o gerador sabe exatamente quanto vai receber pelo MW, o Brasil ainda não conseguiu tornar claro esse valor para incentivar o autogerador a colocar o excedente na rede”, avaliou.

Petróleo & Energia, Rodrigo Portes, GE, motores levam vantagem sobre as turbinas nessa aplicação
Portes: motores levam vantagem sobre as turbinas nessa aplicação

Do ponto de vista dos investimentos iniciais, Alcaide considera razoáveis as condições atuais para a importação de geradores, especialmente os de grande porte, usados em plataformas de petróleo para offshore, por exemplo. Mas recomenda: “Faltam incentivos fiscais para a importação de peças durante os cinco anos após a importação dos motores ou turbinas; com os impostos atuais, a manutenção deles fica muito cara.”

“A GE acredita no conceito e na aplicabilidade  da geração distribuída e criou um novo negócio em âmbito mundial, chamado Distributed Power, que uniu as áreas de Gas Engines e Turbinas Aeroderivadas, capacitando-se a fornecer produtos e serviços para essa faixa de aplicação, de 0,5 MW a 100 MW”, salientou Rodrigo Portes.

A GE assinou em abril um contrato de US$ 4,5 milhões para fornecer três motores Jenbacher J624, alimentados a gás natural, para a ampliação da unidade de engarrafamento da Coca-Cola Andina Brasil em Jacarepaguá-RJ. O conjunto terá potência total de 12 MW e segue o conceito quadgeneration, de reunir em um só sistema o suprimento de eletricidade, calor, água fria, dióxido de carbono e nitrogênio para a engarrafadora, que está se preparando para atender ao aumento de demanda previsto para 2014 e 2016.

A instalação dos motores será feita pela Light Esco, e deverá ser concluída até agosto, contando com suporte técnico da GE. O projeto integrado permitirá reduzir em 40% as emissões de CO2 em relação a sistemas separados de produção de calor e eletricidade.

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