Fornecedores – Setor sofre com demora de leilões e mudanças na Petrobras

“Foi o maior pedido individual da Flexomarine desde o início da fabricação de mangotes marítimos, em 1978”, afirmou Gustavo Leite, diretor comercial da Flexomarine. Feliz com o contrato que possibilitou à empresa brasileira se destacar no ranking mundial, o executivo acredita em um aumento progressivo da demanda por seus produtos, até para manter o estoque regulador das operadoras.

Responsáveis por transportar petróleo bruto do navio produtor para o navio aliviador, em severas condições operacionais no mar, estes mangotes, pelas normas internacionais, devem passar por uma rigorosa inspeção técnica a cada 12 meses, para aferição de sua integridade física. Embora novas rodadas de licitação de blocos exploratórios criem oportunidades para o mercado, Leite avalia que só daqui a três ou quatro anos empresas como a Flexomarine começarão a colher os frutos disso, uma vez que seus produtos são usados na etapa de produção. “Por estarmos instalados no Brasil, a prioridade é o mercado nacional em que a Petrobras deixou de ser a única consumidora”, conclui o diretor da Flexomarine, lembrando-se do salto de produtividade da empresa, que em 2010 fabricava 200 mangotes/ano.

Metas superadas – O ano de 2012 foi de muito crescimento para a Chemtech, empresa da Siemens referência em soluções de engenharia e TI. No ano fiscal encerrado em outubro de 2012, a Chemtech bateu todas as suas metas de vendas, faturamento, lucro e fluxo de caixa, com destaque para o Ebit (Earnings Before Interests and Taxes), que superou a meta em cerca de 30%.

“Diante dos bons resultados, a empresa passou a adotar, a partir de 2012, a distribuição de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para todos os seus funcionários”, informou Daniel Moczydlower, CEO da Chemtech, que está engajada em cinco das dez maiores obras de infraestrutura no Brasil e continua vencendo concorrências para grandes empreendimentos, envolvendo empresas da cadeia produtora e fornecedora de óleo e gás, além de outras indústrias.

Petroleo & Energia, Daniel Moczydlower, CEO da Chemtech, Fornecedores - Setor sofre com demora de leilões e mudanças na Petrobras
Daniel Moczydlower: planos de estreitar negócios com cadeia offshore

Na área offshore, ela está presente nos projetos de detalhamento de quase metade dos 19 módulos para cada uma das FPSOs replicantes que a Petrobras contratou para o pré-sal. De acordo com Moczydlower, com esse projeto, a Chemtech se consolida como a empresa de engenharia com a maior participação no esforço total de detalhamento dos topsides dos FPSOs replicantes do pré-sal.

Para o ano de 2013, o CEO da Chemtech pretende investir ainda mais na diversificação do market share, além de estreitar a relação com a cadeia offshore, o que já vem acontecendo mediante parcerias com empresas como a OSX, Odebrecht, Andrade Gutierrez, entre outras. “O mercado nacional vive seu momento de ouro no setor de óleo e gás e tem plenas condições de competir com outros players. No entanto, num prazo de dois ou três anos, a demanda de novos projetos vai depender das campanhas exploratórias e da disponibilidade de sondas”, ressaltou o CEO, afirmando que as empresas de engenharia aguardavam ansiosas por novas rodadas de licitações. Para ele, o risco com o atraso do leilão é que haja um hiato entre projetos que estão sendo executados e os novos, o que seria muito prejudicial para as empresas instaladas no Brasil e que investiram apostando no crescimento do mercado local de óleo e gás.

Moczydlower acredita que a área offshore terá forte demanda não só por projetos de novas unidades, como também em estudos de revitalização e otimização de unidades já existentes, para os quais a Chemtech pode fornecer diversos serviços especializados. “Temos expertise em grandes empreendimentos para clientes industriais, além da Petrobras, como Vale, CSN e Votorantim. Estudamos as plantas e oferecemos soluções tecnológicas que melhoram o desempenho operacional e otimizam os custos da unidade”, pontuou.

Atualmente, a Chemtech está trazendo para o Brasil a expertise consagrada de estudos de segurança, sistemas de alívio de pressão e de integridade mecânica da antiga Berwanger, atual Siemens Consulting Houston, que é a líder absoluta destes mercados na América do Norte. Para o CEO da Chemtech, a demanda por maior segurança e confiabilidade nas instalações industriais brasileiras, principalmente nas plataformas offshore, criará aqui um mercado cada vez maior.

“Também estamos trazendo o OGM, uma ferramenta poderosa para realização de estudos conceituais e de viabilidade técnica e econômica para a instalação de novas plataformas”, revela o executivo, frisando que o mercado brasileiro de óleo e gás é sem dúvida prioridade para a empresa. Para a próxima década, a expectativa é que sejam investidos US$ 300 bilhões no mercado offshore brasileiro, e a Chemtech pretende disputar fatias significativas desse cenário. “Vamos acompanhar o crescimento do setor de óleo e gás com soluções de engenharia cada vez mais inovadoras e esperamos o retorno nas receitas da empresa”, finalizou Daniel Moczydlower.

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