Indústria Naval

Ferramentas tecnológicas asseguram competitividade

Bia Teixeira
14 de agosto de 2012
    -(reset)+

    Petróleo & Energia, Filipe Lopes, gerente de Mercado Marítimo da Sotreq, Ferramentas tecnológicas asseguram competitividade

    Filipe Lopes: filial de Macaé-RJ dará apoio às operações offshore

    A filial terá também uma oficina para reparo de componentes e um almoxarifado de peças de reposição com capacidade triplicada. “Acreditamos ser possível aumentar em 50% o número de profissionais logo após o início das operações, pois o projeto já contemplou espaço para futuras expansões”, avalia.

    Filipe Lopes destacou também a importância de ser a primeira revendedora Caterpillar no mundo a receber a certificação Gold da Germanischer Lloyd (GL), uma das principais auditorias em serviços marítimos da Europa. “Essa certificação Gold avaliza que a Sotreq está habilitada a atender com o mais alto grau de excelência os nossos clientes no Brasil.” A GL foi contratada pela Caterpillar no ano passado para avaliar a rede mundial de revendedores e padronizar o nível de atendimento, dentro do programa internacional Marine Service Assessment (MSA).

    Investimentos locais – A Cummins também aproveitou a Navalshore para lançar o motor de maior potência em alta rotação já fabricado no mercado global, e que deve começar a ser produzido no país até 2015, apoiado pelo projeto de expansão local da empresa, que desembolsou US$ 110 milhões em estudos e desenvolvimento.

    A razão desse investimento está no peso do país nesse segmento. Segundo a empresa, o Brasil é o quarto melhor mercado para a indústria global de motores, que em 2011 faturou mais de US$ 18 bilhões, 10% deles no território brasileiro, cujo carro-chefe é a produção de geradores industriais. O diretor de estratégia global offshore, Waldemar Marchetti, recém- nomeado para o cargo, observou que do faturamento de US$ 18 bilhões em 2011, a América Latina respondeu por pouco mais de 10%, US$ 1,9 bi, sendo que US$ 1,6 bi foi gerado no Brasil.

    O projeto de expansão apresentado no evento inclui a construção e modernização de unidades em Itatiba-SP e Macaé-RJ, onde atua no suporte mecânico e eletrônico, e também a fabricação local do maior motor a diesel de alta rotação, o QSK95-M. “Com capacidade para atingir até 4 mil cavalos de potência, o motor deve começar a ser produzido em 2015”, afirmou Marchetti.

    Petróleo & Energia, Waldemar Marchetti, diretor de estratégia, Ferramentas tecnológicas asseguram competitividade

    Waldemar Marchetti: motor de 4 mil CV será fabricado no país em 2015

    O equipamento, indicado para rebocadores portuários e embarcações de suporte à produção e extração de petróleo, geração de energia para as plataformas FPSO (Floating Production Storage and Offloading), é o de maior potência do mercado, favorecendo a redução de custos e energia.

    Com rotação de 1.800 rpm, o novo produto, de 95 litros e 16 cilindros em V, 100% eletrônico, desenvolve de 3.200 até 4.000 cavalos de potência (2.400 kwm a 3.000 kwm) e atende às mais rigorosas normas de emissões vigentes: IMO Tier II e EPA Tier 2 (e também para IMO Tier III e IV, legislação que só entra em vigor em 2020).

    Marchetti observou que a produção e o lançamento do novo QSK-95-M foram realizados após um longo trabalho de pesquisa com seus clientes, que atuam em diversos mercados e em vários países.

     



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *