Indústria Naval

Ferramentas tecnológicas asseguram competitividade

Bia Teixeira
14 de agosto de 2012
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    Além dos números e das estatísticas do setor, do anúncio de linhas de crédito e de dirigentes e empresários buscando marcar posição no setor fortemente aquecido, a Navalshore destacou também as tendências e as mais modernas tecnologias que a indústria mundial quer disponibilizar para o mercado brasileiro: desde softwares e sistemas de gestão a equipamentos pesados, que são cruciais para os mais diversos tipos de embarcações.

    Com a tecnologia da informação (TI) na ordem do dia da indústria naval e offshore, a feira abrigou diversas empresas desse segmento, que tem um papel importante para o setor ganhar em excelência, eficiência, produtividade e competitividade.

    O consultor da Aveva, Hélio Mello, fez uma apresentação no workshop técnico intitulada “Excelência em produção no setor naval”. Segundo ele, as ferramentas tecnológicas são essenciais para a cadeia produtiva como um todo ganhar maior competitividade. “O principal desafio do setor é entregar no prazo certo e na forma certa. Para isso precisará de tecnologia, que deve ser considerada, fundamentalmente, como um investimento”, afirmou. Ele frisou que os grandes estaleiros precisam aportar recursos para substituir processos obsoletos. “Os complexos navais precisam investir em centros de pesquisa, pois somente vamos poder pensar em competitividade global quando começarmos a falar em tecnologia como investimento.”

    Com esse enfoque, a Sisgraph/ Hexagon, uma das principais fornecedoras de TI para o mercado offshore e naval, lançou o seu Centro de Excelência em Marinha (CEM), em um almoço que reuniu executivos de grandes corporações e empresas do mercado naval. A proposta é ser um novo canal entre fornecedores e clientes dos mercados naval e de offshore para difundir e melhorar as tecnologias atualmente empregadas no Brasil.

    Petróleo & Energia, Fábio Yada, gerente de contas da Divisão Process, Power & Marine, Ferramentas tecnológicas asseguram competitividade

    Fábio Yada: equipes devem conhecer softwares e também os processos

    A sigla do projeto, que atuará em total integração com os Centros de Desenvolvimento da Intergraph nos Estados Unidos e na Coreia, explicita os três pilares dessa iniciativa: C (de conhecimento), E (equipe), M (melhorias). “A proposta é disseminar o conhecimento por meio da capacitação do mercado de trabalho”, ressalta Fábio Yada, gerente de contas da Divisão Process, Power & Marine, ao detalhar cada pilar. Segundo ele, essa capacitação se dará por meio de convênios com instituições de ensino e de treinamentos ministrados diretamente pela equipe da Sisgraph ao mercado.

    A empresa considera a formação de equipe fundamental. “Ela deve ser formada por especialistas que mesclem tanto o conhecimento técnico do software mais voltado para a área de tecnologia da informação quanto o conhecimento dos processos de negócio relacionados à indústria naval e offshore”, explicou.

    A proposta do CEM é promover constantemente melhorias e customizações nos softwares, a fim de atender às especificidades do mercado brasileiro. “Essas melhorias serão realizadas pela Intergraph, responsável pelo desenvolvimento da solução SmartMarine Enterprise”, acrescenta. Fábio Yada observa que o SmartMarine 3D é uma tecnologia recente quando comparada aos principais concorrentes. “Isso significa que a Intergraph pôde utilizar uma série de recursos tecnológicos na sua concepção, que não estavam disponíveis há 20 ou 30 anos”, pontua. Com tais diferenciais, o gerente da Sisgraph aposta na possibilidade de crescimento no mercado offshore brasileiro. “Com o pré-sal, empresas estrangeiras estão aumentando os investimentos em E&P no Brasil e esse movimento de mercado tem um peso importante nos negócios da Sisgraph.”

    Na mesma onda está a multinacional brasileira Softway, que aposta em um investimento maior em inovação na indústria naval. “Acreditamos na aplicação da tecnologia principalmente nos processos que envolverão comércio exterior, caso do setor de petróleo e gás”, afirma Menotti Franceschini, diretor de negócios e marketing da empresa, que atua hoje em 16 países.

    O setor naval e offshore vem ganhando um peso maior nos negócios dessa companhia: há quatro anos, representava 1% do faturamento do grupo; hoje, responde por 8%, e deve chegar a 15% até 2015. “Estamos investindo continuamente para atender este segmento. Há três anos abrimos uma filial no Rio de Janeiro, para estarmos mais próximos dos clientes que atuam neste mercado”, afirmou o executivo.

    Daí a participação na Navalshore, na qual destacou soluções para os regimes especiais Repetro e Replat (IN 513), além de sistemas para outros regimes como o Depósito Especial e recintos alfandegados. “O diferencial da Softway é que podemos atender toda a cadeia de empresas do segmento, desde o importador até as empresas que realizarão a exploração do petróleo, passando pelas empresas que fabricarão ou darão manutenção às plataformas exploradoras”, conclui Franceschini.

     



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