Expansão da energia eólica no país traz oportunidades para a indústria do aço

No Brasil, a energia eólica é a segunda maior fonte da matriz energética do país. O avanço tem refletido na indústria do aço, que já percebe resultados positivos

A busca por novas fontes de energia tem movimentado o mundo, seja pelo desenvolvimento de novas políticas ou investimentos regionais para implantação das infraestruturas dos motores e torres eólicas, por exemplo. No Brasil, os estados estão se movimentando para atrair investimentos: o governo do Rio de Janeiro apresentou mapas do potencial de geração de energia eólica e de produção de hidrogênio no estado, estudos que integram as iniciativas governamentais para incentivar a implantação de projetos de energias renováveis no território fluminense.

Atualmente, o estado possui nove projetos em fase de licenciamento no IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais), totalizando a potência de 27,498GW, e com potencial de atração de investimento de US$85,244 bilhões nos próximos anos. E o município de São Gabriel (BA) vai receber R$1,5 bilhão da Voltalia Energia na Bahia na construção de parques eólicos. Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), mostram a Bahia como líder na geração de energia eólica: 33,88% da geração nacional. 

O Rio Grande do Sul também está atento às mudanças do vento: o diretor de Energia da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), Eberson Silveira, afirma que o futuro é promissor nesta área. E uma maneira de atrair e acelerar investimentos, pode ser a redução do piso de royalties arrecadados na proposta de marco legal para as eólicas, apresentada pelo senador Carlos Portinho (PL/RJ), relator do marco para geração de energia offshore.

Energia eólica aquece indústria do aço

Cadeia do aço

O gerente de marketing da Açovisa, Giovanni Marques da Costa, reforça a opinião de que o Brasil está entre os países que mais cresce nesta área, com diversas empresas certificadas e com uma tecnologia de ponta e sem dúvida com plenas condições de atender toda a demanda futura desta área. “Cada vez mais as concessionárias de energias junto aos governos dos estados vêm adotando esta nova forma de geração de energia, pois além do efeito benéfico para o meio ambiente tem também o lado econômico”.

O relatório, com dados analíticos sobre o mercado mundial de produção de energia gerada pelo vento, é divulgado anualmente pelo Conselho Global de Energia Eólica (em inglês, Global Wind Energy Council – GWEC) e utilizado por empresários e autoridades do setor para nortear seus negócios e tomadas de decisão.

De acordo com o documento, os países com as maiores capacidades totais instaladas “onshore” são a China, os Estados Unidos e a Alemanha. Em seguida, estão a Índia e a Espanha, imediatamente antes do Brasil.

No Brasil, a energia eólica é a segunda maior fonte da matriz energética do país. Com 10,8% de participação, fica atrás apenas da energia hidrelétrica – gerada a partir da água – que responde por cerca de 54% de toda a energia do Brasil.

De acordo com a ABEEólica – Associação Brasileira de Energia Eólica, o Brasil já conta com 795 parques eólicos. 

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