Economia

Estaleiros buscam parcerias para avançar

Bia Teixeira
22 de agosto de 2014
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    Petróleo & Energia, Marintec Sout America 2014: Indústria naval acerta o curso para a internacionalização

    A atual carteira de encomendas dos estaleiros brasileiros coloca o país entre os dez maiores construtores mundiais de navios e plataformas, como apontam os dados do Sinaval. Mas ainda há alguns desafios a vencer. Em busca de competitividade e produtividade, a indústria naval acabou por encontrar na construção de plataformas uma oportunidade para somar forças e trocar experiências com players internacionais do setor.

    Petróleo & Energia, Principais grupos internacionais: participação em empreendimentos no Brasil

    Principais grupos internacionais: participação em empreendimentos no Brasil

    Com expertise consolidada em integração e avançando na curva de aprendizagem da construção de cascos, o setor naval está estabelecendo parcerias estratégicas com parceiros globais que são experientes construtores, como os asiáticos.

    Enquanto os estaleiros da China dominam o mercado de navios graneleiros de grande porte (respondem por 65% das encomendas), a Coreia do Sul lidera no segmento de navios petroleiros, atendendo a 48% de todas as demandas, e de porta-contêineres, seguida pelo Japão. No ranking da construção de navios gaseiros, os estaleiros da Coreia do Sul ocupam a primeira posição, seguidos novamente pelos japoneses.

    De olho no potencial brasileiro, os asiáticos têm buscado maior participação em empreendimentos locais, interessados também em uma expertise brasileira: a de integração de módulos de plataformas de produção. E já vem se posicionando claramente no mercado crescente de plataformas e navios sondas.

    Petróleo & Energia, Entregas previstas

    Entregas previstas

    Atualmente estão em construção ou contratadas no país 16 plataformas, das 31 unidades previstas até 2020. Outras 41 deverão ser colocadas em operação na próxima década, a maior parte até 2025 (34 unidades). De acordo com o Sinaval, parte da demanda será atendida por estaleiros locais e outra parte, no exterior, mediante contratos de afretamento com gestoras de ativos e integradoras de sistemas que já são parceiras da Petrobras.

    Some-se a carteira de 29 sondas de perfuração da Sete Brasil, com investimentos estimados em US$ 25,5 bilhões, que vai qualificar os estaleiros locais nesse segemtno, em que há forte agregação de tecnologia. O contrato possibilitou investimentos na implantação de dois novos estaleiros, Jurong Aracruz (ES) e Enseada (BA), e mobilizou outros três grandes já existentes: Estaleiro Atlântico Sul (PE); Rio Grande Estaleiros (RS) e BrasFELS (RJ).



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