Energia

Eólica – Demanda por projetos deslancha

Bia Teixeira
4 de setembro de 2011
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    A multinacional norte-americana ABS Group, com forte atuação em diversos segmentos de energia, incluindo petróleo e gás, também está atenta à evolução do setor eólico, tanto onshore como offshore. Na realidade, está atenta a todas as fontes renováveis, área na qual a empresa prevê um faturamento de mais de um bilhão de dólares em 2012 – equivalente a 10% do faturamento mundial em 2011 –, diante da oferta crescente dessa geração no país.

    É justamente por causa desses números que Eugenio Singer, gerente geral do ABS Group no Brasil, evita dar detalhes sobre os clientes e projetos brasileiros nos quais a empresa esteve envolvida. “O ABS Group já desenvolveu projetos para empresas internacionais estabelecidas na região para a avaliação de riscos de investimento de capital e localização de parques eólicos, mas essas informações são confidenciais face à alta competitividade do setor”, deixou claro o executivo.

    A questão da energia renovável está na pauta de prioridades da empresa, que no final de agosto promoveu um seminário sobre o assunto, do qual participaram empresas de vários setores – incluindo a EPE, que solicitou uma apresentação exclusiva. “Tivemos mais de 50 participantes que ficaram muito interessados na oportunidade de melhoria de desempenho da energia eólica por intermédio das técnicas e metodologias apresentadas pelo ABS Group”, disse Singer.

    Petróleo & Energia, Eugenio Singer, Gerente geral do ABS Group no Brasil, Eólica - Demanda por projetos deslancha

    Singer: conteúdo local mínimo não assusta mais o investidor

    Uma das expertises do ABS Group, a geração eólica offshore ainda não avançou no país, que ainda tem muito vento a explorar em terra firme. “Ainda não existem empresas com interesse explícito, mas a expectativa é grande pela enorme capacitação que o grupo possui em engenharia naval, cálculo de estabilidade e estrutural, além da competência de as built e inspeções baseadas em risco”, ponderou o executivo. “Com certeza seremos consultados para viabilizar este novo tipo de empreendimento na costa brasileira de mais de 8.000 km”, acrescentou.

    Respaldado na experiência em todos os segmentos de energia, Singer pontua os aspectos que levam à expansão do mercado eólico no país, onde, até agora, o maior destaque continuava sendo o petróleo do pré-sal, biocombustíveis e energia hidroelétrica. “A tecnologia de geração eólica tem se desenvolvido rapidamente e temos uma indústria nacional consolidada. Além disso, há uma regulamentação estabelecida e os prazos para instalação deste tipo de energia, associados aos aspectos socioambientais, a tornam viável com grande agilidade e com um deságio bem atrativo em comparação com os demais tipos de energia, principalmente a térmica.”

    Nem a questão do conteúdo local, para fins de financiamento, assusta os interessados, na avaliação dele. “O conteúdo local já é uma realidade, mas não afastará os investimentos. O preço e o modal de energia são altamente atrativos para um desenvolvimento sustentável e consolidado para o setor”, finalizou.

     

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