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Entrevista: Prumo acerta o rumo

Bia Teixeira
19 de agosto de 2014
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    P & E – O projeto do complexo prevê base para tratamento de petróleo e termoelétricas. Já há instalações para tratamento primário de petróleo? Se há, qual é a empresa? Caso não haja, quais seriam os potenciais clientes e por que seria interessante fazer isso lá?

    M. F. – A Prumo está construindo um Terminal de Petróleo no Porto do Açu. Localizado no T1, ele já conta com licença para movimentação de 1,2 milhão de barris por dia. No total serão 3 berços, com profundidade até 23 metros, que poderão receber, entre outras embarcações, VLCCs e suezmax. Já temos várias negociações em andamento neste sentido.

    P & E – E o projeto de termoelétrica: já existe projeto? Seria feita pela Prumo ou parceiro? Ela abasteceria de energia todo o complexo?

    M. F. – A Eneva possui o projeto, já licenciado, para instalar uma térmica a gás de até 3.300 MW no Porto de Açu. Além disso, também estamos avaliando possibilidades com outros parceiros para aumentar a capacidade de geração.

    P & E – Segundo o jornal O Valor, a Prumo Logística captou um dos maiores empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) neste ano, no montante de R$ 1,8 bilhão: R$ 900 milhões de dívida nova e outros R$ 900 milhões destinados a uma renegociação de empréstimo detido anteriormente por um banco privado. No total, a Prumo contratou com o BNDES R$ 2,3 bilhões de empréstimo-ponte com garantia dos bancos Bradesco e Santander. E emitiu R$ 750 milhões em debêntures, distribuídas pela Caixa Econômica Federal (CEF). Outros R$ 2 bilhões são de capital próprio (chamado de “equity”). Qual o volume total de investimentos previstos? Quando vocês acreditam que estes investimentos serão concluídos?

    M. F. – Já foram investidos R$ 5,8 bilhões no Porto do Açu, de 2007 a março de 2014. Além disso, a Prumo planeja investir mais R$ 1,720 bilhão ainda neste ano (sem juros e despesas administrativas). O Porto do Açu já é uma realidade e o início de sua operação está previsto para as próximas semanas, quando será iniciada a movimentação de embarcações no canal do Terminal 2 (T2). A construção do Complexo Industrial do Porto do Açu continuará se desenvolvendo com as obras de infraestrutura (pavimentação, rede de esgotos, água, iluminação etc.) e a ocupação de sua retroárea pelas empresas. A previsão para ocupação plena de todo o complexo industrial é 2030.

    P & E – Quais autorizações ainda estão pendentes e quais já foram liberadas? Enfim, quando vocês entram em plena operação no Porto?

    M. F. – No caso do Terminal 2 (T2), aguardamos apenas a emissão de uma autorização da Marinha para iniciar a operação do canal. Já a operação do Terminal 1 (T1), já conta com Licença de Operação e o embarque de minério de ferro está previsto para o final deste ano.

     

    Complexo naval tem players internacionais

    A Prumo Logística já tem contrato firmado com oito empresas, que estão em obras ou ainda vão se instalar no local.

    National Oilwell Varco (NOV) – A norte-americana NOV, líder no fornecimento dos principais componentes mecânicos para sondas de perfuração terrestres e marítimas, está concluindo a instalação de uma unidade de produção de tubos flexíveis para apoio à indústria offshore. Já em operação, a unidade, com 121.905 m² de área total, tem capacidade para produzir 250 km de tubos flexíveis por ano. Com 210 metros de frente de cais, também dispõe de área para armazenagem e teste de material. A operação pelo canal do T2 está prevista para este segundo semestre.
    Technip Brasil

    Presente no Brasil desde 1976, a francesa Technip oferece serviços e soluções tecnológicas para o desenvolvimento de ativos de petróleo e gás natural em águas profundas, instalações offshore e unidades de processamento onshore, com recursos integrados e navios de instalação de dutos submarinos. A empresa instalou no complexo uma unidade de produção de tubos flexíveis, com 500 m de frente de cais e 289.800 m2 de área total. Já em operação, a unidade de apoio à indústria offshore, que também tem área para armazenagem e teste de material, inicia neste ano a movimentação pelo canal do T2.
    Wärtsilä

    Após décadas de atuação no Brasil, finlandesa Wärtsilä Brasil vai construir a primeira unidade industrial brasileira. Ela assinou contrato para instalação de uma planta de montagem e produção de grupos geradores e propulsores azimutais no Porto do Açu. A unidade em construção ocupará uma área de 29.300 m² no canal do T2 e também irá oferecer soluções e serviços nas áreas de energia e propulsão marítima.
    InterMoor

    A InterMoor, uma empresa integrante do grupo britânico Acteon, está instalando uma unidade de apoio logístico e serviços especializados à indústria de óleo e gás. Com 90 metros de frente de cais e 52.302 m² de área total, a planta deverá iniciar operação ainda em 2014.
    Edison Chouest



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