Entrevistas

Entrevista: Prumo acerta o rumo

Bia Teixeira
19 de agosto de 2014
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    Petróleo & Energia, Entrevista: Prumo acerta o rumo ©QD Foto: Divulgação

    Marina Fontoura da Prumo

    Mais do que uma rima, uma realidade: a Prumo Logística está avançando com a implantação do megaempreendimento chamado Superporto do Açu, criado pela LLX do empresário Eike Batista. A estrutura de capital atual da Prumo indica uma participação de 20,8% desse famoso investidor, ao lado da majoritária Global Energy Partners (EIG), com 53%, e de outros.“O Porto do Açu é uma realidade: vamos iniciar a operação nas próximas semanas, com a movimentação de embarcações no canal do Terminal 2 (T2)”, afiança Marina Fontoura, diretora de Desenvolvimento da Prumo Logística, formada em ciências econômicas pela PUC-RJ e com MBA pela Harvard Business School (Boston, MA). Ela ressalta que a Technip e a NOV já estão operando na área e, ainda neste ano, devem iniciar atividades a Wärtsilä e a InterMoor, ambas na fase final de instalação no complexo industrial, que tem uma área total de 90 km2 e deverá alcançar a ocupação plena até 2030.“Seguimos com as obras de infraestrutura (pavimentação, rede de esgotos, água, iluminação etc.) e a ocupação da retroárea pelas empresas”, pontua a executiva nesta entrevista exclusiva para a revista Petróleo & Energia.

    Petróleo & Energia – O Complexo Industrial do Porto do Açu tem contratos com oito empresas do setor naval que vão ocupar a área industrial: NOV e Technip Brasil já instaladas e contratos firmados com a Wärtsilä, InterMoor, Edison Chouest Offshore (ECO), GE, Vallourec e BP (na joint venture NFX). Quais delas entram em operação ainda este ano?

    Marina Fontoura –As unidades da Technip e da NOV já estão prontas e em operação. A previsão é que a operação destas empresas no canal do Terminal 2 (T2) seja iniciada nas próximas semanas. Ainda neste ano, em setembro, está previsto o início de operação da Wärtsilä. Além disso, está previsto para o final deste ano o primeiro embarque de minério de ferro no Terminal 1 (T1) e o início da operação da InterMoor.

    P & E – Quais já iniciaram obras de instalação visíveis? E quais ainda não colocaram o primeiro tijolo?

    M. F. – As plantas da Technip e NOV estão prontas e em operação. Estão em construção as unidades da Wärtsilä, Intermoor, Anglo American e Edison Chouest. A BP está em processo de licenciamento ambiental.

    P & E – Qual o espaço (área total e percentual) que essas empresas, vão ocupar da área total do complexo industrial?

    M. F. – Essas empresas estão localizadas na área do canal do Terminal 2 (T2), com acesso ao mar. Atualmente, a área do canal disponível para outros clientes é de cerca de 40%.

    P & E – Quantas empresas mais a Prumo acredita que poderia abrigar nesse espaço? Já há outras empresas interessadas?

    M. F. – O Porto do Açu possui as melhores condições para instalação de bases offshore no país por sua localização estratégica, próxima à Bacia de Campos, área de cais disponível dentro do Canal do Terminal 2 e calado de até 14,5m. Também temos área disponível no entorno, que facilita a instalação imediata de uma cadeia de fornecedores. Por isso, os fornecedores de equipamentos para a indústria de O&G reconhecem as vantagens competitivas que o Porto do Açu oferece como plataforma para os seus negócios. Estamos mantendo conversas com diversos potenciais clientes desta indústria, mas, neste momento, não podemos comentá-las. A companhia manterá o mercado informado sobre futuros novos contratos. Importante salientar que as negociações são realizadas individualmente, sempre com o objetivo de atender às necessidades de cada empresa.

    P & E –  O principal objetivo do Porto do Açu é ser um complexo de apoio, reunindo a cadeia de fornecedores naval e offshore e, principalmente, metalomecânico. Seria o primeiro grande complexo desse tipo no país. Na visão da companhia, a expansão das atividades no Sul e no Nordeste demandará modelos similares ou o complexo poderá atender às operações no Brasil de ponta a ponta?

    M. F. – O Porto do Açu apresenta várias características e diferenciais com relação aos portos já existentes no país. Além de grande profundidade, podendo chegar a 23 m no Terminal 1 (T1), o Açu está localizado estrategicamente próximo à Bacia de Campos, possui retroárea disponível para instalação de unidades e, o principal, está pronto. Esse conjunto o transforma numa solução natural para as empresas do setor de óleo e gás. Essas características também têm atraído empresas interessadas em utilizá-lo como ponto concentrador de cargas.

    P & E – O complexo também tem espaço para um estaleiro de reparo para embarcações de grande porte. Seria apenas para reparo, mas não de construção?

    M. F. – Identificamos no Porto do Açu, na entrada do canal do Terminal 2 (T2), uma área que pode ser utilizada para a instalação de um Polo de Reparo Naval. Com possibilidade de chegar a 14 m de profundidade, este terminal poderá atender desde PSVs até plataformas e sondas.  Neste momento estamos discutindo esse projeto e avaliando eventuais parcerias.



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