Entrevistas

Entrevista: Automação tem potencial transformador

Bia Teixeira
3 de julho de 2014
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    Petróleo & Energia, rancisco Casulli: Soluções tecnológicas aceleram projetos, aumentam a segurança e também reduzem custos para clientes

    Francisco Casulli: Soluções tecnológicas aceleram projetos, aumentam a segurança e também reduzem custos para clientes

    Na busca pela melhoria contínua da eficiência operacional, a indústria de óleo e gás tem um importante aliado na automação industrial, tanto em projetos onshore como offshore, do upstream ao dowstream.

    É apostando no poder transformador de suas soluções que a Honeywell Process Solutions (HPS) tem investido firme na reestruturação de seus quadros, atraindo para posições chaves executivos que vinham se destacando no mercado (dentro e fora da empresa).

    No Brasil não foi diferente: além de instituir e nomear, em meados do ano passado, um presidente corporativo para o Brasil, Benjamim Driggs, há 10 anos no grupo, a empresa buscou no mercado alguém para ocupar o cargo de general manager da HPS no Brasil.

    Desde que assumiu o cargo, em fevereiro desse ano, o engenheiro elétrico paulistano Francisco Casulli, formado pelo Instituto de Tecnologia Mauá, vem fazendo uma imersão na empresa. E se confessa estimulado pelas oportunidades de negócios que vislumbra em setores estratégicos como o de óleo e gás, refino e petroquímica, mineração, papel e celulose, entre outros. “As soluções que a Honeywell tem a oferecer em automação industrial, em termos de mercado, são transformadoras”, afirma o executivo na sua primeira entrevista exclusiva, concedida à revista Petróleo&Energia.

    Petróleo&Energia – O que o levou a deixar a posição de vice-presidente na Invensys Operation Managment para assumir o comando da HPS, uma das principais divisões da Honeywell?

    Francisco Casulli – Pelo que a Honeywell tem a oferecer em termos de automação industrial: são soluções poderosas que, associadas ao que a empresa vem propondo ao mercado, tornam-se transformadoras. Estamos falando de soluções que podem reduzir o tempo e o custo de implantação de um projeto, garantir maior segurança da planta, agilizar o início da operação de um empreendimento, trazer maior eficiência para a operação, garantir uma produção com melhor produtividade, etc. Estou me referindo a soluções tecnológicas como o LEAP (que é um grande salto na forma como gerenciamos projetos), a instrumentação Smart, a Sala de Controle do Futuro, a tecnologia Universal Channel (Universal I/O – input e output), que abre uma porta para inúmeras possibilidades de aplicação na automação, soluções de Cloud Engineering e virtualização. Enfim, tudo o que foi demonstrado no HUG 2014 – Honeywell Users Group, que se realizou agora no início de junho, nos Estados Unidos, reunindo clientes, parceiros e colaboradores nas Américas. São coisas que vão transformar o nosso mercado agora e nos próximos anos.

    P&E – O Brasil é estratégico para a Honeywell?

    F.C. – Sem dúvida. O Brasil tem um potencial de crescimento tremendo para a Honeywell, que tem investido continuamente para oferecer suporte de nível internacional para todos os segmentos em que atua no país. A Honeywell está no Brasil desde os anos 1950 e vem investindo continuamente ao longo do tempo. E os investimentos feitos são significativos. Tanto que em 2012 abrimos o primeiro Customer Solutions Center (CSC) na América Latina, em São Paulo, para desenvolver e testar novas soluções sob medida para o mercado brasileiro, atendendo também a questões de conteúdo nacional. Vamos continuar buscando atender o mercado. Não podemos dar números locais, mas posso adiantar que cerca de 55% do faturamento da Honeywell vem de outros países que não os Estados Unidos. Temos que buscar ampliar esses resultados onde há potencial para tanto. Além dos recursos alocados no aumento da capacidade produtiva (o grupo tem cinco fábricas no país), para ampliar o conteúdo local, também há um forte investimento em pessoas. Eu sou a prova viva disso. E desde agosto de 2013 temos um presidente corporativo para o Brasil, dentro da visão da empresa de dar um foco mais estratégico local. E não houve somente investimentos em executivos, como também em pessoas, com a geração de empregos de alto valor. Tudo isso reflete a consistência dos investimentos feitos no país, em termos de produção, estrutura corporativa, geração de empregos, de valor.

    P&E – Qual a perspectiva de crescimento no Brasil?

    F.C. – A projeção global de crescimento da Honeywell, que fizemos em 2013, com um faturamento de US$ 39,1 bilhões, é de 4% a 5%, ou seja, pretendemos chegar a US$ 40,3 ou 40,7 bilhões. Esse é o crescimento projetado pela empresa no contexto mundial. Em função desse crescimento global, é obvio que a América Latina terá uma participação expressiva, principalmente o Brasil, que é o maior mercado da região e onde a empresa tem a maior infraestrutura instalada.



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