Petróleo e Energia

Entidade mundial apoia operações offshore

Petroleo e Energia
27 de novembro de 2012
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    Em nome dos prestadores de serviços marítimos de todo o mundo, gostaria de agradecer à Petrobras pelos desafios excitantes e inspiradores que ela propôs ao nosso setor durante sua longa história. A IMCA representa companhias de engenharia submarina, marítima e offshore, especialmente empreiteiros, que participaram de uma incrível viagem de aceleração de desenvolvimento tecnológico nos seus navios e equipamentos offshore e submarinos durante toda a evolução offshore da estatal brasileira.

    Não há dúvida de que essa jornada extraordinária liderada pela Petrobras resultou em novas soluções técnicas que foram usadas primeiro nos campos da estatal, com enorme sucesso, para depois serem aplicadas em qualquer lugar do mundo, particularmente em regiões de águas profundas. A visão da Petrobras foi responsável por romper muitas “barreiras do som” tecnológicas.

    O mergulho de saturação – chegando mais fundo do que qualquer outra nação, e indo além, até o estágio de 350 m – e o posicionamento dinâmico são duas áreas nas quais a Petrobras e a indústria brasileira são líderes mundiais, ao lado da produção flutuante, completações submarinas e amarrações, bem como todas as operações marítimas necessárias à instalação e suporte dessas tecnologias.

    Sua influência nessas áreas, vital para a exploração em águas cada vez mais profundas, é visível por todos. A companhia também sabe muito bem quão importante é operar com seus empreiteiros – alguns locais, outros estrangeiros – para transformar planos em ações, e resultados. As frentes que eles abriram com sucesso precisam de parcerias bem-sucedidas.

    Especialmente, a companhia desenvolve com destaque os seus campos usando uma filosofia de produção diferente da “norma comum”. Outras petroleiras perfuram e demarcam, mas a Petrobras acredita na produção antecipada por meio de FPSOs para ajudá-la a entender melhor o campo.

    Dessa maneira, esse campo se torna rentável mais cedo, permitindo que soluções tecnológicas mais avançadas sejam construídas, instaladas e comissionadas mais tarde, com base nos dados reais de operação.

    A combinação de produção antecipada, instalações flutuantes e submarinas aos desafios das águas profundas ajuda a demonstrar a importância dos empreiteiros na costa brasileira. Estamos orgulhosos dos contratados no setor marítimo (a IMCA representa mais de 400 empresas prestadoras de serviços entre seus mais de 850 membros em mais de 60 países), por eles terem contribuído para a Petrobras se firmar no papel proeminente em águas profundas, agregando todos os elementos e se certificando de operar ao máximo de capacidade, com eficiência e segurança, as técnicas de posicionamento dinâmico, mergulho e operação remota de veículos.

    O autor: o engenheiro civil Hugh Williams, presidente (CEO) da IMCA desde 2002, iniciou sua carreira em projetos de docas e portos e supervisão de sites (recebeu treinamento de mergulhador comercial), passando mais tarde para a Noble Denton, como consultor. Especializou-se em operações marítimas, incluindo rebocamento e instalações de plataformas offshore e operações com guindastes pesados. Atuou no setor em diversas atividades, entre elas relacionamento com órgãos reguladores e associações civis.
    Williams se aposentará no final deste ano e será sucedido no IMCA por Chris Charman

    Olhando à frente – Não há dúvida de que o Brasil é um dos lugares mais importantes do mundo em óleo e gás offshore, e continuará sendo por muito tempo ainda. O seminário anual de segurança e ambiente da IMCA, realizado em março de 2012, no Rio de Janeiro, nos colocou em contato direto com essa previsão. A palestra inicial, apresentada por Lauro Antônio Puppim, gerente de manutenção e inspeção submarina da Petrobras, salientou que os grandes desafios que se apresentam no futuro próximo se desdobram em três frentes: crescimento intenso, inovação e elevados padrões de sistemas de gerenciamento de segurança. Ele também destacou a importância de investir pesadamente na integridade dos ativos submarinos, recomendando a internacionalização e a importância da normalização, a troca de informação e conhecimento, e a disseminação desses costumes.

    Falando sobre ritmo de crescimento, ele mencionou os números atuais da estatal – 12 navios de instalação sob contratos de longa duração, 15 barcos de apoio a ROVs, três embarcações de mergulho de saturação, 40 navios para manuseio de âncoras, 60 contratos de sondas e, apenas no ano passado, 14 mil mergulhos de superfície executados, além de 2 mil de saturação.

    E ele ainda previu o aumento desses índices. Foi um começo excitante para dois dias de trabalho árduo, com grande interatividade. Muitos dos tópicos apontados foram novamente emressaltados durante o 20º Seminário Anual da IMCA, em Amsterdã, com o tema: “Operações marítimas e submarinas: uma cultura de sustentabilidade”, apontando que gerenciamento de segurança e sustentabilidade devem andar de mãos dadas.

    É excitante pensar que esses futuros desenvolvimentos em águas profundas se apoiam principalmente em estruturas submarinas de ponta, aspectos que desafiam e recompensam nossa indústria inovadora. Certamente veremos a mobilização dos navios mais avançados do mundo para instalação de tubos (com frequência fora do Brasil).


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