Engenharia de Processos

Engenharia – Petróleo e gás puxa a fila dos clientes em fase de expansão

Hamilton de Almeida
14 de outubro de 2012
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    O presidente da Abemi considera também que, para aumentar a produtividade e reduzir custos, o setor tem feito “um trabalho intensivo”. Mas, a carga tributária, as limitações da legislação trabalhista e os custos de transporte no país praticamente impedem que as empresas brasileiras cheguem aos níveis de preços praticados no mundo, mesmo em países centrais, como a Alemanha e os Estados Unidos.

    “Esse desafio de reduzir os custos indiretos cabe ao governo. A equipe da presidente Dilma Rousseff parece estar focada no desenvolvimento da indústria e tem sinalizado algumas mudanças, como a redução de encargos sociais. Porém, essas são medidas tímidas para que a indústria e a engenharia nacional possam deslanchar. Outros problemas são a falta de financiamentos mais baratos e o câmbio, que continua desfavorável”, afirma Müller.

    Durante alguns anos, a Abemi liderou o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), que formou cerca de 80 mil profissionais em vários níveis, como montadores, técnicos, engenheiros, pessoal de projeto e administrativo.

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    Nishimura: carteira diversificada garante estabilidade nos contratos

    No momento, trabalha-se para criar um sistema de treinamento e certificação da mão de obra, nos moldes do The National Center for Construction Education and Research (NCCER), dos Estados Unidos, que há 20 anos mantém um programa de qualificação e certificação de trabalhadores.

    No final de 2011, o número de empregados no setor era da ordem de 418,7 mil, incluindo profissionais de nível superior (33,4 mil), técnico (22,8 mil) e outros (352,6 mil) – administrativos, nível básico e médio. No caso da Niplan, Nishimura diz que há investimento contínuo em cursos profissionalizantes (por exemplo, escola de solda), que, em parceria com instituições como o Senai, já formaram diversos profissionais para esse mercado.

    O desenvolvimento de tecnologia é constante. Müller destaca que, na área de óleo e gás, o Brasil é líder no segmento offshore. A Petrobras é, portanto, internacionalmente, um benchmarkem tecnologia. Nosoutros segmentos da engenharia industrial, incluindo o segmento de refino de petróleo, existe constantemente um investimento internacional de pesquisa e desenvolvimento. “Novidades existem em todos os segmentos da engenharia industrial”, conclui Müller.

    “Existem novos processos, como metodologias de construção, implantação de linhas de produção e novos conceitos de solda para redução de tempo e recursos”, arremata Nishimura.

     

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