Engenharia de Processos

Engenharia – Petróleo e gás puxa a fila dos clientes em fase de expansão

Hamilton de Almeida
14 de outubro de 2012
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    No momento em que as taxas de juros estão baixas, a inflação está crescendo e é modesta a expectativa de expansão da economia brasileira, as empresas do setor de engenharia industrial estão otimistas. “As perspectivas econômicas de curto prazo são muito boas. Mas, a médio e longo prazo preocupam, uma vez que o Brasil está mais voltado, agora, para estimular o consumo do que o investimento duradouro”, avalia Antonio Müller, presidente da Associação Brasileira de Engenharia Industrial (Abemi).

    O presidente da Niplan Engenharia, Paulo Nishimura, concorda que as expectativas são favoráveis e positivas: “Acreditamos no forte crescimento industrial e em infraestrutura, ainda que ressalvados pelo atual momento de cautela decorrente da crise econômica europeia.”

    À frente de uma entidade que reúne 140 empresas dos segmentos de projeto, construção, montagem e fabricação, além de algumas empresas industriais, com faturamento global da ordem de US$ 34 bilhões por ano, Müller defende que o governo privilegie o setor com medidas positivas, tais como a desoneração do investimento produtivo.

    Ele lembra que, nos últimos anos, houve um volume recorde de investimentos no setor produtivo, impactando positivamente a engenharia industrial. “O crescimento do faturamento das empresas de projetos foi impulsionado por investimentos públicos e privados. Do lado dos governos, há demandas geradas por conta do PAC, da Copa do Mundo de Futebol e da Olimpíada do Rio, em 2016. Do lado da iniciativa privada, há investimentos no parque produtivo, bem como empreendimentos imobiliários, hotéis e shopping centers”, relata Müller.

    Embora a atual política de investimentos do governo esteja concentrada em petróleo e gás, e em obras da Olimpíada e da Copa do Mundo, Müller considera “muito importante uma atuação mais firme nos segmentos de logística, geração e transmissão de energia, além de mineração”.

    Petróleo & Energia, Engenharia - Petróleo e gás puxa a fila dos clientes em fase de expansão

    Para Müller, a engenharia industrial já atingiu, em algumas áreas, um nível de excelência comparável e até superior ao de muitas empresas internacionais. “Na área de montagem industrial, por exemplo, as empresas brasileiras estão vencendo várias concorrências internacionais e isso é um indicativo dessa evolução. E o setor de fabricação offshore está passando por um crescimento espantoso, rompendo todos os desafios”, observa.

    Por outro lado, a crise que atinge os mercados da Europa e dos Estados Unidos está provocando um aumento da concorrência por projetos no Brasil. Segundo Müller, é natural que as empresas estrangeiras procurem mercados emergentes, como o brasileiro. “Eu acredito que a engenharia pode se beneficiar dessa aproximação com as empresas mundiais, desde que a liderança dos novos projetos fique com grupos brasileiros. O problema é que, embora o Brasil tenha avançado muito no desenvolvimento de projetos executivos, temos algumas limitações em engenharia básica. As empresas brasileiras precisam assumir o início dos projetos, etapa na qual são definidos os conceitos e tecnologias a serem aplicados no empreendimento.”

    Há 22 anos atuando no segmento de construção e montagem industrial, Nishimura concorda que a concorrência é forte, mas não se assusta: “A confiança do mercado no compromisso do desempenho dos contratos da Niplan é um diferencial que nos posiciona positivamente no mercado. Outra vantagem competitiva é a pluralidade dos segmentos em que a Niplan atua (para todos os tipos de indústrias).”

    O padrão de qualidade “diferenciado” da Niplan também conta pontos, afirma Nishimura: “Temos uma equipe altamente qualificada e com processos que asseguram a entrega do resultado dentro dos padrões previstos. Diferencial que, aliado à prioridade e atenção à segurança do trabalho, contribui para a imagem positiva da empresa no mercado.”

    A Niplan tem um importante histórico de serviços prestados nos segmentos químico, petroquímico, petróleo, refino, papel e celulose e etanol. Atualmente, está presente em diversos projetos, como nas refinarias da Petrobras em Cubatão, Paulínia e no Paraná, além da Bahia.

    Petróleo & Energia, Antonio Müller, Presidente da Abemi, Engenharia - Petróleo e gás puxa a fila dos clientes em fase de expansão

    Müller: empresas nacionais em alguns casos superaram concorrentes globais

    Concorrência – A maior presença da engenharia brasileira nos projetos básicos pode estimular o aumento do conteúdo local nos projetos, mesmo que haja a participação de concorrentes internacionais. Nos últimos anos, a Abemi e suas associadas têm feito “um esforço gigantesco”, informa Müller, para diagnosticar os problemas no processo produtivo, desde a etapa de projeto até a operação, incluindo a fabricação de componentes.

    Os resultados desse levantamento estão sendo aplicados para aumentar a produtividade do setor. “Fizemos dois seminários de competitividade para compartilhar experiências entre as empresas e estamos editando algumas publicações para orientar os engenheiros e o pessoal técnico nas obras. Há uma atividade constante de revisão e melhoria e, para isso, temos buscado parcerias com entidades norte-americanas. Os Estados Unidos são a nossa principal referência de produtividade e buscamos aprender com a experiência deles”, declara Müller.

    Para aumentar a produtividade e reduzir custos, Nishimura revela que a atividade é estruturada em gestão de recursos humanos equipada com processos. “A nossa busca pela elevação da produtividade está embasada no treinamento contínuo das pessoas e na melhoria dos nossos processos produtivos.”



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