Energias solar e eólica no mercado livre têm queda de 30%

Apesar da queda nas negociações ano de 2022, o mesmo mercado apontou crescimento de novos contratos no período: passou de 15 PPAs em 2021 para 22 PPAs assinados em 2022, em razão do modelo de autoprodução

Duas alterações no comportamento das negociações de energias solar e eólica são destaques no Ambiente de Contratação Livre (ACL). Em 2022, a quantidade de energia contratada no Brasil teve uma queda de 30% em comparação com o ano 2021. Por outro lado, houve aumento de novos contratos: de 15 PPAs (Power Purchase Agreement) em 2021 para 22 PPAs no mesmo período, que correspondem a 516 megawatts médios (MWmédios) contratados.

Os contratos de longo prazo, entre consumidores e geradores de energia renovável, chamados de PPAs, sofreram diminuição em razão da queda nos preços da energia de curto prazo, aumento nas taxas de juros e elevação dos investimentos de implantação de projetos em empreendimentos de energia no longo prazo no ambiente livre.

Estes apontamentos são frutos do estudo apresentado pela consultora CELA (Clean Energy Latin America), que atua nos planos de negócios e tem especialização nos setores de energia eólica, solar fotovoltaica, armazenamento de energia e hidrogênio verde. No levantamento sobre os negócios de energias solar e eólica, foi percebida uma maior aposta no mercado livre de projetos de autoprodução de energia, modalidade de viabilizou os PPAs durante o ano 2022. Isso incluiu a modalidade de autoprodução, com a novidade dos arrendamentos de usinas. 

energias solar e eólica
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O estudo engloba os PPAs assinados de janeiro a dezembro de 2022, análises históricas das 111 PPAs de longo prazo de energias solar e eólica no ACL coletadas nos últimos seis anos (que equivalem a 3.093 MWmédios contratados). Desses, 75 são PPAs de solar e 36 são PPAs de eólica; 2.008 MWmédios de solar e 1.086 MWmédios de eólica

Neste início de ano, o estudo contou com relatos das principais empresas geradoras de renováveis sobre os contratos de longo prazo. Também traz análises mais detalhadas desses 111 PPAs, inclusive preço, prazo, indexação, submercado, financiamento, entre outros.

Tendência – Mesmo com a divulgação do estudo que apontou essa queda na quantidade de energias solar e eólica contratada no Brasil, há previsão de alta no setor. A prática do mercado livre de energia deve ser cada vez mais procurada. 

Neste ambiente de negociações, já estão 61% de toda a produção de usinas de geração de energia renovável especial, como eólica, solar centralizada, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCH). Essa porcentagem é registro de novembro de 2022, sendo que no início do mesmo ano, essa marca batia a casa dos 50%. 

O mesmo mercado  também foi destino de 97% da energia gerada pelas usinas a biomassa e 58% por pequenas centrais hidrelétricas (PCH) em novembro de 2022. É um mercado onde os consumidores têm direito de escolher fornecedor, fonte energética e demais aspectos do fornecimento.

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