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Energia solar supera eólica e se torna segunda maior fonte do país

País atingiu o patamar em apenas uma década e pretende superar a meta em 10 GW de geração de energia solar em 2023

Segundo um levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), depois da fonte hídrica, que apresenta o fornecimento de 109,7 GW equivalente a 51,3% de todo o abastecimento nacional, a energia solar já é a segunda maior fonte de energia da matriz nacional, com 11,2% ou 23,9 GW de potência instalada em operação, superando as fontes eólicas em operação no Brasil. De acordo com a pesquisa, esses 23,9 GW estão divididos entre usinas de grande, médio e pequeno porte, além de equipamentos fotovoltaicos instalados em casas, comércios, propriedades rurais, indústrias e prédios públicos.

Esse crescimento se deve ao benefício do governo federal, encerrado hoje (06/01) que oferece a isenção na taxa de distribuição de energia até 2045, além dos inúmeros incentivos econômicos feitos na última década, partindo de zero capacidade instalada ao patamar alcançado no último ano. Tal desenvolvimento se deve ao baixo custo para geração de energia e as vantagens ambientais, resultando em instalações de usinas fotovoltaicas de pequeno e grande porte em diversos estados brasileiros. Em janeiro de 2022 a geração de energia fotovoltaica no país era de 13 GW, em setembro subiu para 19 GW. Já no primeiro mês de 2023 a capacidade chegou a 23,9 GW um crescimento de 84% em menos de um ano.

De acordo com a ABSOLAR, as fontes fotovoltaicas geraram mais de R$ 120,8 bilhões em novos investimentos desde 2012, além de mais de 705 mil novos empregos e R$ 38 bilhões para os cofres públicos e estima que até o final de 2023 gere 1 milhão de novos empregos.  Outro fator determinante para o crescimento está nos benefícios ambientais. De acordo com a entidade, a geração e distribuição de energia solar evitou a emissão de aproximadamente 33,3 milhões de toneladas de CO2 no ecossistema.

energia solar
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A ABSOLAR, afirma que apenas neste ano, mais 10 GW de capacidade no sistema elétrico serão acrescentados, fechando 2023 com 34 GW. A estimativa é que 21,6 GW estarão nas mãos de sistemas residenciais, propriedades rurais e públicas, além de pequenos negócios.

A pesquisa também aponta o Brasil como um dos dez países mais importantes no mundo na geração de energia solar. A Bloomberg afirma que, o cenário leva a crer que até 2050 a energia solar ocupará o primeiro lugar na matriz nacional, superando as hidrelétricas.

O progresso na geração de fontes renováveis não está concentrado apenas no país, há uma tendência de crescimento em todo planeta devido as inúmeras iniciativas para frear as emissões de gases no meio ambiente e conter as mudanças climáticas, o que também favorece o mercado e a transição energética para fontes mais sustentáveis, minimizando os altos custos com tarifas energéticas entre outros custos.

 

 

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