Energia

Energia eólica – O papel das comercializadoras

Nelson Valencio
26 de maio de 2012
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    Segundo tipo de geração mais barata do Brasil – só perde para as grandes hidrelétricas – os produtores de energia eólica têm sido o destaque dos leilões desde 2009. Com contratos de longo prazo (20 anos) e preços regulados, o risco é baixo. Fora desse mercado, no entanto, a geração eólica precisa se estruturar para concorrer e as comercializadoras são uma das opções. Esse tipo de empresa funciona como uma bolsa de valores, negociando com quem gera energia, em uma ponta, e com quem compra energia, na outra.

    Petróleo & Energia, Alessandra Amaral, Diretora de comercialização da Energisa, Energia eólica - O papel das comercializadoras

    Alessandra: ligação com geradoras minimiza riscos para contratantes

    A Energisa Comercializadora é uma delas. Como sua holding, a Energisa, detém vários tipos de usinas geradoras, inclusive eólicas. O braço de comercialização oferece a opção de combinar a geração hidrelétrica das PCHs com a eólica. Para Alessandra Amaral, diretora de comercialização da empresa, o diferencial da Energisa Comercializadora é comprar diretamente da empresa-mãe a energia que ela vende (80% do volume comercializado). “Temos um papel de minimizar riscos para o cliente final, contrabalançando a sazonalidade de várias fontes que se complementam”, afirma.

    Petróleo & Energia, Regina Pimentel, Consultora de gestão de riscos, Energia eólica - O papel das comercializadoras

    Regina: incentivos melhoram disputa da energia eólica no mercado livre

    De acordo com a executiva, a Energisa Comercializadora comprou 7 MW de potência para vender no mercado livre de energia, dos quais 57% já foram negociados. A energia renovável tem sido oferecida tanto para clientes da carteira da comercializadora como para novos clientes, aproveitando o índice de crescimento de 30% nos novos negócios do braço comercial. “Temos um mix, que inclui também a geração a biomassa e de PCHs, localizadasem Minas Geraise no Rio de Janeiro”, complementa. No caso da energia eólica, a diretora lembra que é preciso melhorar a garantia física de entrega de energia, algo que pode ser feito com a disponibilização de dados mais precisos sobre os ventos.

    Ao contrário da Energisa Comercializadora, a paranaense Trade Energy não faz parte de uma holding dona de geradoras, mas seu papel é o mesmo: comprar de um lado e vender de outro. Para Regina Pimentel, consultora de gestão de riscos, a energia eólica tende a participar cada vez mais da oferta no mercado livre, com a série de incentivos que esse tipo de geração recebe. A executiva antecipa que a Trade Energy negocia com um empreendedor do setor eólico, que deverá prover uma potência de 8 MW. Com capacidade para geração de 20 MW, o fornecedor deve ser o contraponto eólico para os outros tipos de geração do portfólio da empresa.

     

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