Energia

Energia eólica: Ceará aproveita os bons ventos

Petroleo e Energia
6 de outubro de 2014
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    Por Marcia Mariano

    Petróleo & Energia, Ximenes: governos tratam com má vontade as fontes renováveis

    Ximenes: governos tratam com má vontade as fontes renováveis

    Os estudos sobre velocidade dos ventos para geração de energia se iniciaram no Brasil na década de 1990 e os primeiros parques eólicos foram construídos na Praia de Taíba (1998) e na Prainha (1999), ambos no município de Aquiraz, no Ceará. Segundo o engenheiro mecânico Fernando Ximenes, secretário da câmara setorial eólica do Ceará e diretor da empresa Gram-Eollic, atualmente existem 36 usinas eólicas operando (1.037,2 MW) no estado, onde a modalidade já representa aproximadamente 36% da energia consumida pelos cearenses. “Há 11 usinas eólicas em construção, com capacidade total 280,3 MW, o que coloca o Ceará na vanguarda das energias renováveis. Eu diria que as viabilidades para o crescimento desta matriz não só no estado, mas no Brasil são inúmeras, primeiro porque a execução dos parques eólicos custa em torno de R$ 3,2 milhões/MW, inferior ao preço da execução dos projetos hidroelétricos. Além disso, estas usinas levam menos tempo para entrar em operação (em média, 3 anos), em comparação com hidrelétricas, e contribuem para descentralizar a produção de energia, com menos quilômetros de linhas de transmissão e subestações”, explicou.

    Ximenes, conhecido por desenvolver projetos inovadores no Ceará, como a placa solar PVT (Fotovoltaica Térmica) que utiliza fibra de coco em vez de silício como captador e que, segundo ele, possui capacidade de produzir até 120 kWh/mês, critica a “má vontade” dos governos em investir em fontes renováveis. Ele também é inventor de uma torre eólica feita de alumínio com proteção de resina epóxi, “bem mais barata que as torres importadas da Europa”, e do que compõe o poste híbrido, com 12 metros de altura e um pequeno “avião” instalado no topo, capaz de gerar energia eólica e solar. Os postes, localizados em uma praça próxima ao Palácio de Iracema, sede do governo do Ceará, aproveitam tanto a força dos ventos como a intensidade do sol. O equipamento é feito de fibra de carbono e alumínio, tendo sobre as asas células solares que captam os raios UV, armazenando a energia produzida em uma bateria. Crítico, mas ao mesmo tempo, otimista, Fernando Ximenes alerta: “Vamos ter um grande racionamento de energia em cinco anos; o aquecimento global fez secar nossos, o consumo de energia aumentou muito e o governo não cumpriu com o desenvolvimento da infraestrutura energética para suprir a demanda. Penso que o próximo governo do Brasil (de situação ou de oposição) deverá encarar a Ecoenergia como uma força tarefa, investindo na infraestrutura, em curto prazo, para recuperar o tempo perdido”, recomendou.



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