Projetos luminotécnicos para reduzir energia

A consultoria visa eficiência energética, maior produtividade, redução de custos e mais lucro e competitividade no mercado

Empresas implantam projetos luminotécnicos para reduzir energia elétrica. Os reajustes nas contas de luz têm chegado a quase 25%, dependendo do estado. Os principais motivos para a alta são a crise energética do ano passado, à alta da inflação e do dólar e à disparada do preço dos combustíveis. Em abril deste ano, a Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou o orçamento de 2022 da Conta de Desenvolvimento Energético, fundo usado para bancar ações e subsídios concedidos pelo governo no setor de energia. Pela decisão, a CDE deste ano será de R$ 32,096 bilhões, dos quais R$ 30,219 bilhões serão pagos pelos consumidores na conta de luz. Com isso, subsídios bancados através da conta de energia subiram mais de R$ 10 bilhões em relação ao ano anterior.

Roberto Payaro, CEO da Novvalight, afirma que vem aumentando o número de empresas, de todos os portes e segmentos, que buscam soluções para o problema aderindo a implementação de projetos luminotécnicos em seus ambientes corporativos para reduzir os custos com energia elétrica. “A cada reajuste na conta de energia, pelo menos 80% dos contatos que recebemos são de pessoas interessadas em saber como podem otimizar seus custos operacionais por meio de um projeto luminotécnico eficiente. Deste montante, cerca de 1/3 aderem à solução, já que a consultoria visa a eficiência energética e a segurança; gera maior e melhor aproveitamento da área; melhor visibilidade dos produtos; maior produtividade e grau de proteção para a segurança dos colaboradores; menores custos de energia, com manutenção e troca de equipamentos; e maior lucro e competitividade no mercado”.

Vários fatores são considerados no projeto: tipo, quantidade e disposição das lâmpadas, a planta do local, análise das estruturas e das atividades executadas, mapeamento dos pontos de claridade X a incidência de luz natural. Por isso, os projetos luminotécnicos são instalados para reduzir o consumo de energia elétrica

Essa análise evita que sejam instaladas luzes em excesso (o que reflete no aumento da conta de energia) e que falte instalação de pontos de luz que prejudicam a execução das atividades, o rendimento da produtividade e podem até causar acidentes de trabalho. “Com a economia gerada pela implementação é possível ter o retorno do investimento inicial em cerca de 12 a 18 meses”, garante o CEO da Novvalight.

Para atender às normas e exigências de segurança e proteção na indústria, somado ao IP, existe também a automação luminotécnica industrial, uma tecnologia que consiste na elaboração de um sistema inteligente de iluminação, possível de ser controlado e programado, muitas vezes, à distância. “Para que cada área tenha sua fonte adequada de luz é preciso considerar alguns fatores, como número de pessoas, quantidade e disposição das lâmpadas, planta, pé-direito, atividades executadas, finalidade dos ambientes e a incidência ou não de luz natural”, reforça o executivo.

Consumidores industriais – consumo de energia

A indústria do Rio de Janeiro tem a tarifa média mais alta de energia de todo o país na comparação com os outros 25 Estados e o Distrito Federal. Dados de um levantamento da Firjan, apresentados em uma audiência pública da Aneel mostram que, em média, os consumidores industriais pagaram, de janeiro a outubro de 2021, R$ 1.072,72/MWh. O valor é 46% superior à média nacional, de R$ 736,78/MWh.

O custo da energia deve ficar ainda maior este ano, depois dos reajustes anuais das concessionárias entrarem em vigor. Pela proposta de revisão tarifária apresentada pela Aneel, os grandes consumidores industriais da Light têm um aumento previsto de 6,52% para este ano. Para os pequenos industriais, o efeito médio esperado é de 17,98%

O custo alto da energia afasta indústrias do Rio de Janeiro, que preferem se instalar em estados vizinhos, como São Paulo (21º do ranking) ou Minas Gerais (15º do ranking). Dessa forma, o 3º Estado mais populoso do país perde em competitividade e geração de empregos. “É importante destacar que o Rio de Janeiro já tem um alto custo de energia.  Se compararmos com São Paulo, o nosso concorrente industrial, ele tem uma tarifa média de R$ 680. E, em Minas Gerais, R$ 716”, disse Tatiana Lauria, especialista em infraestrutura da Firjan, durante a audiência pública, atribuindo o alto nível da tarifa fluminense também aos impostos.

LED: 70% de economia na iluminação pública e 50% em residências e indústrias

Dados da Associação Brasileira das Concessionárias de Iluminação Pública (ABCIP) mostram que o país tem cerca de 16 milhões pontos de iluminação pública, e a maior parte ainda conta com lâmpadas poluentes e de baixa eficiência. O uso de lâmpadas de LED é um fator determinante para aliar tecnologia, economia, sustentabilidade e mais segurança em um único projeto. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux), o uso de tecnologia LED em lâmpadas e luminárias reduz em até 70% o consumo de energia na iluminação pública e em 50% em residências, indústrias, escritórios, estabelecimentos comerciais e públicos e escolas entre outros ambientes.

Os benefícios são tão representativos que a transformação vem sendo feita nas redes de iluminação pública, tanto nos grandes centros como também em municípios de médio e pequeno portes, de todo o país. Com essa substituição, a redução no consumo de energia nas cidades é de mais de 50% podendo, em alguns casos, chegar à 70%. O fator segurança também deve ser considerado já que as lâmpadas que utilizam a tecnologia LED (diodos emissores de luz) ampliam a sensação de segurança.

A estimativa da Abilux é de que dos 19 milhões de pontos de iluminação pública no Brasil, aproximadamente quatro milhões já utilizam a tecnologia LED. Na cidade de São Paulo (SP), por exemplo, já estão em uso 541 mil lâmpadas LED, ou seja, 88,5% do parque de iluminação pública da cidade de acordo com a Coordenadoria de Gestão da Rede Municipal de Iluminação Pública (Ilume).

De acordo com a Associação, mais de 30% das residências do país também já substituíram as fluorescentes compactas e as incandescentes remanescentes por lâmpadas LED. Além de diminuir o consumo de energia, a medida é mais amigável ao meio ambiente, proporciona maior conforto visual e maior nitidez aos usuários, já que promove um facho de luz mais direcionado e com maior índice de reprodução de cores.

De acordo com o time de engenharia da Novvalight, as lâmpadas LED consomem menos 80% do que as tradicionais; têm uma vida útil até 50 mil horas, ou seja podem durar até 25 anos, se funcionarem cerca de 5 horas por dia; mantém a intensidade, mesmo que as ligue e desligue muitas vezes; não emitem calor; permitem escolher a cor e intensidade da luz – entre 700 e 800 lumens para realizar atividades cotidianas, 1.000 lumens para uma luz mais intensa e 300 lumens para uma iluminação mais leve; além de serem boas para o meio ambiente, já que não emitem luz ultravioleta e infravermelho, entre outros pontos sustentáveis.

“Por conta da eficiência energética do LED, é possível iluminar mais do que outras fontes luminosas, mesmo utilizando menos potência, o que pode significar uma economia de até 80% na conta de energia de uma companhia. Esse valor é considerável e, certamente, poderá ser investido na sustentabilidade do negócio”, finaliza Payaro.

www.petroleoenergia.com.br

 

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