Desenvolvimento de Campos: ANP revê planos de exploração das principais áreas produtoras do país

A Petrobras refez sua estratégia de desenvolvimento do campo, dividindo-a em quatro módulos, que hoje estão sendo concluídos, com a entrada em operação da P-55 (módulo 3), na virada do ano, e da P-62, prevista para este ano.

De acordo com o plano revisto, o escoamento da produção de óleo da P-62 será realizado por meio de navio aliviador, enquanto o gás será transportado por um gasoduto rígido de 12” (diâmetro nominal), de aproximadamente 40 km de comprimento, e trechos de linhas flexíveis de 9” e 11,13” (diâmetros internos), que interligarão o gasoduto rígido à P-62.

Em outubro do ano passado, passou pelo crivo da ANP o novo plano de desenvolvimento de Marlim Sul, que foi negociado na rodada zero. Descoberto em 1994, na área já foram perfurados (até então) 17 poços exploratórios, 84 pilotos e 78 horizontais (produtores e injetores). O desenvolvimento de Marlim Sul está sendo executado em quatro módulos de produção, dos quais três já se encontram implantados. O quarto módulo ainda está sendo estudado, por se tratar de um “projeto pioneiro de produção de óleo extraviscoso em águas ultraprofundas”, conforme está destacado no documento aprovado pela ANP.

Há quatro unidades de produção no campo – as semissubmersíveis P-40, P-51 e P-56, e o FPSO Marlim Sul– , além de ter um par de poços produtores injetores interligados nas unidades P-26 e P-37, do campo vizinho, Marlim. O FSO P-38 (Floating, Storage and Offloading, uma unidade flutuante de armazenamento e escoamento) recebe o óleo produzido na P-40.

Além de transferência por navio aliviador, o sistema de escoamento de óleo de Marlim Sul é composto de dutos de exportação que conduzem parte do óleo produzido para outras unidades, principalmente a Plataforma de Rebombeio Autônoma (PRA-1), distante aproximadamente 50 km das plataformas de produção.

A PRA integra um dos mais importantes sistemas logísticos da Bacia de Campos: o Plano Diretor de Escoamento e Tratamento (PDET), responsável pelo escoamento de parte do petróleo produzido pelos campos de Roncador, Marlim Leste e Marlim Sul. Na PRA-1, as diversas correntes de óleo são misturadas e exportadas para instalações terrestres por navios aliviadores por meio de monoboias e um FSO.

Sob o crivo da ANP estão agora os planos de desenvolvimento de Marlim, Marlim Leste (mais uma vez!), Albacora, Albacora Leste, todos na Bacia de Campos e entre os 20 maiores produtores do país. Também está sendo revisado o plano de desenvolvimento do mais antigo e profícuo campo da Petrobras: Carmópolis, na bacia terrestre de Sergipe. Foi descoberto há mais de 50 anos, constituindo a maior acumulação terrestre do país em volume original de óleo (in place), com 1,7 bilhão de barris.

O campo maduro passou por um processo de revitalização, respondendo hoje por uma produção diária em torno de 20 mil barris, mediante a aplicação de modernas soluções tecnológicas destinadas à recuperação da produção do campo. O que sinaliza que a prática da revisão se aplicará até mesmo aos casos bem sucedidos. Portanto, nada mais é definitivo, muito menos os planos de desenvolvimento.

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