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Demanda nacional por plásticos crescerá – Resinas

Antonio Carlos Santomauro
3 de março de 2019
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    Plástico Moderno, Demanda nacional por plásticos crescerá, mas falta avaliar o impacto de eventuaus reformas

    Plástico Moderno, Demanda nacional por plásticos crescerá, mas falta avaliar o impacto de eventuaus reformas

    Marta prevê queda de preços de resinas no começo do ano

    Assim como ocorreu no ano anterior, 2019 começou acompanhado pela fé no estabelecimento de uma conjuntura mais favorável para os diversos setores da economia nacional, incluindo a produção e comercialização das resinas plásticas, cujo otimismo nas projeções vem endossado pelo registro, na metade final de 2018, de resultados de vendas mais positivos. Porém, novamente como aconteceu no ano anterior, esse horizonte mais promissor é ensombrecido por algumas nuvens, originadas principalmente pelas incertezas sobre a implementação das reformas propostas pelo o governo para reorganizar e estimular a economia nacional.

    Mesmo os índices gerais previstos para a expansão na demanda nacional por resinas no decorrer deste ano diferem pouco daqueles apresentados no início de 2018. Casos, entre outros, daqueles apresentados por Marta Loss Drummond, analista responsável pela área de resinas termoplásticas da consultoria MaxiQuim: “Em 2019, o consumo nacional de resinas deve crescer algo entre 3% e 4%”.

    Esse crescimento, antevê Marta, será puxado pelos negócios com as indústrias automotiva, eletrônica, da linha branca e alimentícia, todas usuárias intensivas de polipropileno, cuja demanda deve portanto se expandir mais acentuadamente. “Por sua vez, o poliestireno, um mercado mais maduro, tende a apresentar consumo praticamente estável, enquanto o PVC, bastante demandado pela construção civil, deve apresentar baixo consumo, pois não se espera recuperação significativa desse mercado”, complementa a analista da MaxiQuim.

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    Schettini: além das autopeças, PP vê avanço dos não-tecidos

    A Braskem trabalha, porém, com projeções de crescimento de suas vendas tanto em PE quanto em PP. “Apesar de termos acompanhado uma oscilação na concorrência global, as perspectivas para 2019 são positivas. O crescimento do mercado brasileiro deve favorecer o posicionamento dos nossos produtos, com expansão em ambos os segmentos”, afirma Pier Paolo Pesce, responsável pela área de marketing de polietileno dessa empresa.

    Usuários de PE e de PP, os fabricantes de embalagens certamente contribuirão para a expansão das vendas da Braskem, que devem receber impulso ainda das indústrias de bens duráveis, das montadoras automobilísticas e dos agronegócios. “Temos ainda a expectativa de recuperação do segmento de não-tecidos, cujos principais usos são fraldas, lenços e tecidos descartáveis para aplicações como roupas e máscaras hospitalares, entre outras”, ressalta Fabio Schettini, da área de marketing de polipropileno da Braskem.

    Inclusive no mercado de PVC, a Braskem pode elevar seus negócios em 2019, crê Eduardo Soares Passos, responsável pelo marketing dessa resina na empresa. Há, ele afirma, “forte tendência” de crescimento na construção civil, atualmente responsável por cerca de 70% das aplicações de PVC. “E o setor calçadista deve continuar em ritmo forte de crescimento”, destaca Passos.

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    Russomano: PVC conquista mais aplicações nos mercados usuais

    Também sem revelar índices, Mauricio Russomano, diretor-executivo comercial da Unipar – que produz anualmente cerca de 507 mil toneladas anuais de PVC em plantas no Brasil e na Argentina –, projeta expansão das vendas em 2019. “No segundo semestre de 2019 surgiram indícios de retomada de crescimento da construção civil e começam a surgir informações sobre novos investimentos nesse setor”, observa.

    A concretização dessas perspectivas mais favoráveis depende em grande escala das ações governamentais, cujo impacto na construção civil é intenso. “Os juros caíram e o desemprego também vem caindo, embora lentamente. Mantido esse cenário, talvez haja em 2019 alguma retomada: não muito grande, mas com potencial para se acentuar em 2020”, pondera Russomano.



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