Petróleo e Energia

Degrémont na remoção de sulfato

Marcelo Furtado
17 de junho de 2013
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    Foi assinado pela Degrémont Brasil em 5 de abril um contrato de fornecimento de unidades para remoção de sulfato em duas plataformas replicantes em construção pelo Estaleiro Angra dos Reis, da BrasFELS. A conquista tem valor especial para a filial do tradicional grupo francês por ser o primeiro ganho pela empresa nessa área no Brasil, depois de se qualificar para o fornecimento (foi homologada na Petrobras no final de 2011), nacionalizar a expertise da matriz e fazer acordo com a japonesa Hydranautics, que há cerca de dois anos também entrou no vendor-list da petroleira como fornecedora de membranas de nanofiltração, o coração do processo, pois são elas que removem seletivamente o sulfato da água de injeção em poços de petróleo off-shore.

    Petróleo & Energia, Módulo com membranas de nanofiltração em estaleiro antes de embarcar na P52Os fornecimentos serão para as plataformas FPSOs replicantes (assim chamadas por terem dados de processo e operacionais iguais) P66 e P69, que serão alugadas pelo afretador de navios à Petrobras para exploração no pré-sal. Ambas contarão com 1.250 membranas de nanofiltração cada e, da mesma forma, incluirão ainda unidades de osmose reversa para produção de água para diluição de óleo (fresh water maker for oil dilution), cujas membranas serão também da Hydranautics.

    O acordo marca uma nova era nos contratos de unidades de remoção de sulfato no Brasil – processo que aumenta a produção de poços profundos ao remover os íons sulfatos da água, o que evita a formação de depósitos inorgânicos nos poços, aumentando a pressão para a extração e prolongando a vida útil da produção (ver QD-524, agosto de 2012). Isso porque até o momento tratava-se de um mercado dominado pela criadora da patente das membranas de nanofiltração seletivas, a Dow Química, que possuía contrato de exclusividade com as OEMs Aker Solutions, Veolia, Siemens e Cameron. Com a caducidade da patente em 2007, a Hydranautics se preparou para participar do novo mercado até se qualificar na Petrobras (e em outras petroleiras pelo mundo) e se associou à integradora de sistemas Degrémont para completar o pacote de fornecimento das unidades “turn-key”.



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