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Cresce a procura por tratamento Off-Site de efluentes industriais

Marcelo Furtado
1 de setembro de 2019
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    MP seja aprovada com algumas concessões, como por exemplo a retirada do artigo 10 C, que exige chamamento público dos municípios ao término dos contratos de programa (sem licitação) com as companhias estaduais. Para resolver o imbróglio, o artigo foi retirado na última versão da MP em troca da transformação dos contratos de programa, em caso de privatizações de companhias, em contratos de concessão. Isso faz com que esses contratos sejam transferidos para o grupo privado adquirente das estatais.

    Aegea cresce

    Prova do dinamismo do setor privado no saneamento é o desempenho da Aegea, grupo com contratos de concessão em 50 municípios em 11 estados brasileiros. Com 36,4% de participação entre as concessionárias privadas, o Ebitda da empresa cresceu em média nos últimos cinco anos 29,3%, registrando R$ 800 milhões em 2018. A receita líquida no ano passado foi de R$ 1,7 bilhão, crescimento médio anual de 28,6% no período. O desempenho de 2018 acrescenta novos contratos importantes, em Teresina-PI, Vila Velha-ES e Manaus-AM.

    EIA-Rima para GNL

    A Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo aprovou o estudo de impacto ambiental (EIA-Rima) do terminal de regaseificação (GNL) na Baixada Santista da distribuidora Comgas. Trata-se de navio de regaseificação que fica sobre a lâmina de água, sem interferência em áreas terrestres costeiras. Para preservar a biota aquática, a Comgas fará um furo direcional abaixo de 25 metros de profundidade para instalar a tubulação que levará o gás até a rede distribuidora, no planalto. Serão instalados 8,5 km de dutos para ligar o navio ao city-gate de controle e distribuição do gás. O projeto do sistema de recebimento, regaseificação e conexão com a rede visa ampliar a oferta da distribuidora paulista e conta com volume total de dragagem de 1.985.000 m³.

    Biometano em SP

    A distribuidora GasBrasiliano, cuja área de concessão é no noroeste paulista, e a Usina Cocal, de Narandiba-SP, firmaram parceria para construir a primeira rede independente de biometano para distribuição nas cidades de Presidente Prudente e Pirapozinho. O biometano será gerado a partir do processamento dos resíduos da cana-de-açúcar da usina (vinhaça, palha e bagaço). A estimativa é de que, na primeira etapa, 230 mil pessoas sejam atendidas com gás natural renovável (biometano), que é purificado a partir do biogás gerado por biodigestores. A distribuidora vai investir R$ 30 milhões e a usina, outros R$ 130 milhões. A GasBrasiliano construirá rede de distribuição de 65 km, da usina até Presidente Prudente, para atender residências, comércios, indústrias e para o abastecimento de carros leves e pesados movidos a GNV, em postos de combustíveis. A previsão é de concluir o projeto e colocá-lo em operação no segundo semestre de 2020. A região não conta com rede de distribuição, por estar longe do Gasoduto Bolívia-Brasil, e tem o apoio do governo paulista, que pretende ajudar a replicar o projeto em outras regiões do estado.

    Onça Pintada

    A empresa de engenharia Pöyry está desenvolvendo o projeto da Usina Termelétrica (UTE) Onça Pintada, de Três Lagoas-MS, da Eldorado Celulose, que utilizará como combustível a biomassa proveniente de raízes e tocos e também resíduos florestais descartados do processo de fabricação de celulose. Com capacidade de 50 MW, usina venderá a energia para a rede pública e foi uma das vencedoras de leilão A-5 de 2016 da Aneel. Para tanto, a usina precisará estar pronta até 2021.



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